[Fanfic]As Crônicas Assassinas: A Ruiva, o Farol e a Adaga

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Mensagem  kemaryus em Sab Dez 28, 2013 6:35 am

[size=85]A meus grandes amigos...
Deixe-me leva-los ao nosso mundo novamente.

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“Era uma vez, em um tempo quase esquecido, em um lugar onde o vento soprava as areias como véus e onde o sol queimava a pele, um deserto que castigava aos homens sem dó ou distinção, onde cada gota de água era tão preciosa como o ouro. Neste lugar inóspito, chamado de Sograt, havia uma linda jovem de longos cabelos castanhos e olhos verdes como o jade, o tesouro mais precioso de seu pai, o homem mais importante sobre as areias.

Tanta beleza só era comparada com sua rebeldia, pois a jovem era arredia, impetuosa e liderava um grupo contendo os melhores assassinos das areias, os secretos e sombrios, “Retalhadores”, onde muitas vezes nem mesmo seu pai era capaz de domar a fera, contudo, havia respeito e carinho.

Mas foi por um forasteiro, que de início lhe parecia arrogante e orgulhoso que se apaixonou perdidamente, e mesmo contra seu pai, viveu um grande e intenso amor. Eles por algum tempo descobriram a felicidade nos braços do outro e se amaram, desde o sol escaldante daquele deserto, até a lua prateada sobre um céu estrelado. A garota de coração duro tombou diante ao amor.

Nuvens escuras fecharam o céu, e os lobos uivaram predizendo uma tormenta, os ventos assolaram as tendas e as casas de pedra e logo, um presságio de mau agouro recaiu sobre aquelas areias. A guerra havia chegado.

“Ambos os amantes partiram para a batalha e por dias, lutaram lado a lado. Mas a necessidade de sua líder nos Retalhadores, eles foram separados para lutar em fronts diferentes, e por ocorrências do destino e de ações tão misteriosas como a própria vida, nunca mais se viram. Ela feriu-se mortalmente e foi afastada da guerra. Reclusa, descobriu que aquela paixão lhe rendera uma semente, ao qual custou sua vida, pois em seu ventre, havia uma herança que passaria de mãe para filha, de forma latente atravessando todas as eras e mudanças do mundo em uma linhagem de sangue, fúria, poder e paixão, escrita na pele, esculpida nas pedras, onde nem mesmo as areias do destino teriam forças para apagar.”


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Por: Jeferson S. de Paula "Kemaryus"

Alguns séculos depois...

A música alta e o som de tamborins e cordas ecoavam pelas ruínas do deserto, tendas e pessoas dançando junto a fogueiras gigantes usadas para espantar a tristeza e o frio do deserto a noite. Em meio a gargalhadas, danças e músicas altas, apenas os ouvidos mais atentos poderiam ouvir os passos apressados, correndo entre as casas destruídas, por vielas estreitas e montes de areias. A respiração apressada e até mesmo o medo no olhar daquele homem.

O homem virou a esquerda em uma viela, derrubou alguns cestos no chão e correu até o final, lá pulou sobre uma parede destruída, caindo em cima de uma sacada de madeira, deslizou sobre um telhado de telhas de barro e caiu no chão, olhou para trás e voltou a correr.

Ele não pode ver, mas uma figura saltou pelos telhados em perseguição, pulou na mesma sacada e então tomou impulso na parede e caiu silenciosamente em pé no chão, o brilho da lâmina refletiu no local, fria e prateada. A figura fez alguns gestos rápidos com as mãos e logo as laminas partiram em direção ao homem, arremessadas com alguma força. O Lugar estava escuro, mas podiam-se ver as pontas perfurantes rumando em direção às costas do homem que corria, logo lhe acertaram na altura dos ombros em um grito de dor do fugitivo.

A figura então puxou uma fina corrente que estava presa a estas laminas, jogando o fugitivo de costas no chão em outro momento de grito, abafado pelas ruínas dos prédios locais.

- Me diga o que sabe. – A voz era feminina, mas abafada por uma mascara que cobria a parte de baixo da face, revelando apenas olhos grandes e avermelhados, assim como o cabelo que mesmo no escuro era nitidamente escarlate. Na verdade, naquele escuro, onde havia apenas o preto e o marrom da areia e das cassas de barro e pedra a sua volta, víamos aquele cabelo como uma tocha de fogo em meio à escuridão.

- Eu não sei nada, nada! – o homem parecia assustado, podia-se ouvir o tom de desespero em sua voz e meio aos lamentos de dor. Mas a mulher misteriosa, que já estava em pé ao lado dele não iria acreditar nisso, afinal, ele fugiu, então tem algo a esconder.

Ela pisou na garganta do homem, suas botas de material pesado logo começaram a afundar no pescoço do homem que se engasgava e se debatia tentando respirar, até que em meio aos gemidos e gritos, pareceu falar algo que indicaria que iria abrir a boca, por medo.

- Existe um homem... Ele vem para Morroc, toda semana, na terça! – O homem respirou aliviado assim que a mulher tirou a bota de seu pescoço. Era um fraco, um ladrãozinho de segunda categoria, um rato do deserto, não aguentaria uma luta nem mesmo ela estando desarmada, não valia a pena incistir, era evidente que o medo o fez contar tudo o que sabia.

- Por favor, não me mate! - Suplicou

- Porque eu faria isso, você já disse o que eu queria. – Ela disse isso já virando as costas, mas logo parou, com uma sensação estranha novamente, sentia que estava sendo seguida, como se olhos a observassem, olhou de lado para as paredes e o topo das casas, não havia nada além do céu e das ruínas. Suspirou.

Ela puxou as correntes, girando o homem no chão que soltou mais um grito e soltando as adagas de seu corpo, então era correu para as sombras, desaparecendo nas ruínas, nas areias do deserto.

Ao longe a fogueira ainda queimava e os bardos e odaliscas ainda cantavam e dançavam com flautas e tamborins, e ela agora tinha mais uma pista, mais uma migalha em uma trilha que já vinha traçando a dias, realmente esperava que aquilo a levasse onde queria, pois já estava sentindo saudades de casa, saudades de uma cama confortável e de um bom banho quente.

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Mensagem  kemaryus em Sab Dez 28, 2013 6:35 am

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Por: Jeferson S. de Paula "Kemaryus"

Capitulo 01 - Suspeito

O sol brilhava forte e o vento soprava areia na direção leste com força, não era ums tempestade mas ventava bastante naquele dia.

Já era quase meio dia, e o homem que deveria aparecer para levar uma quantidade de caixas ainda não havia chegado. Ela passou a manhã inteira ali, camuflada entre algumas caixas de papelão a uma grande distância. No local onde o homem deveria aparecer, estava um grupo de mercadores, com alguns carrinhos e caixas de madeira, protegiam os olhos com óculos e mascaras, além de um lenço sobre a boca. Ela começou a duvidar se a informação era realmente verdadeira, e se o gatuno não havia mentido para ela, mas percebeu que mais alguém chegava, adentrando os portões da cidade de Morroc, um homem vestia uma longa capa e com uma mascara que lhe cobria toda a face.

Ele entregou algo para os mercadores que logo partiram para fora da cidade. O homem então olhou para os lados, em uma atitude suspeita, pensou ela. As ruas estavam quase vazias mesmo naquela hora, ninguém gosta de ficar comendo areia e ali não é um ponto de grande comércio. Assim que o homem percebeu que não havia ninguém, retirou um objeto que logo revelaria ser uma lata de “spray” de tinta, e se aproximando de uma das paredes do muro, escreveu em vermelho em letras gigantes:

“Sograt Livre”

Ela pensou no que aquilo poderia significar, e motivo de escrever aquilo, mas quando se preparava para levantar e partir para interrogação do suspeito, alguém estendeu-lhe a mão e com um susto ela quase o matou.

- Um dinheirinho para um desafortunado... – Suplicou um velho homem vestindo farrapos, e com barba por fazer, rosto magro e castigado pelo sol.

A ruiva olhou para o velho e depois para o suspeito, ele havia a visto, pois o velho falara alto, então partiu correndo para fora da cidade. Ela sentiu vontade de xingar o velho que arruinara sua tocaia, mas não tinha tempo para isso, saiu correndo atrás do suspeito, correu igualmente pelo portão e atravessando-o viu o homem correndo já longe, parou de correr, respirou puxando o ar com força, não dava mais para alcançá-lo, colocou as mãos no joelho e olhou para frente. Pensou por alguns instantes, com essa ventania no deserto não iria conseguir rastros. Perdera a melhor pista desde que iniciara sua investigação e estava frustrada.

- É.. ele queimou chão. – Alguém falou próximo a ela, e em um reflexo, ela sacou um bisturi e girando rapidamente o pôs no pescoço do estranho, que sem ação ficou a mercê da Sicária.

- Pinico? – sorriu ele.

- Quem é você? – Ela desconfiava de todos a sua volta, e como não tinha visto aquele homem no cenário, logo ele acabara de ser um novo suspeito.

- Não se trata de “quem” eu sou, afinal posso ser muitas pessoas e você nem vai saber se realmente sou quem digo que sou, mas se trata de saber “o quê” eu sou, e o que eu sou é que sou a pista mais quente entre você e aquele outro homem, pois eu sei para “onde” ele vai. – O homem apontou para a linha do horizonte onde o primeiro suspeito havia fugido.

- Então vai dizendo quem ele é. – Ela se confundiu com o começo da fala do rapaz, mas o final era nítido, ele sabia quem o suspeito era, e isso era mais do que o suficiente.

- Nossa, você andou queimando neurônios? Eu já disse, não se trata de “quem” mas de “o quê” – Completou ele ainda com o Bisturi no pescoço. Ela ficou desconcertada e confusa.

- Ok, onde?

- O quê?

- Onde ele vai?! – ela falou mais alto

- Quem?!! – Gritou ele.

Ela ficou com raiva e empurrou-o para o lado, aquela conversa de doido a estava deixando ainda mais irada.

- Onde é que aquele homem vai e porque estava fugindo? – Tentou recompor-se.

- Oh sim, bem, após torrar neste deserto ele irá para uma área das ruínas da Fortaleza de Saint Darmain. – Ele começou a limpar suas roupas batendo a mão na capa que vestia.

- Como sabe disso? E porque está me dizendo isso? – Ele ainda parecia suspeito, e mais suspeito pro estar envolvido com aquelas pessoas.

- Ele me deve... er... algo e você vai me levar até ele, há muitos assassinos e ladrões nessas areias e não quero meu cadáver secando nesse sol, há outras formas de morrer mais respeitável. – Ele sussurrou esta ultima frase para ela, como se fosse uma ofensa aos habitantes do deserto dizer que morrer nas areias é vergonhoso.

- Não vou levá-lo a lugar nenhum, adeus! – A ruiva guardou o bisturi no cinto e virou as costas para o estranho, já começado sua viajem, mas foi logo interrompida por sua voz melodiosa de novo.

- Er... cabelo de fogo, não sei você gosta muito de mapas, mas... – Ele retirou um grande mapa do bolso da capa - ...mas Saint Darmain é uma área quase do tamanho do deserto, você poderá passar dias procurando, veja.

A garota se aproximou do mapa, mas ventava forte e aquilo parecia um amontoado de papel mal dobrado e esvoaçante cheio de figuras geométricas estranhas e cores esquisitas, onde os nomes erram escritos sobre os desenhos sem qualquer organização. Ela não entendia nada daquilo.

- MAS! Vossa ruivosidade, poderei “queimar seu galho” e levá-la ao local exato, se me levar junto, é claro. – O homem amassava o mapa e tentava colocá-lo no bolso novamente.

- É “quebrar” não “queimar”. – Corrigiu a jovem.

- Oh! Maravilha, então vamos, como devo chamá-la? Garota tocha?

- Norxalia, e se você ficar falando muito ou respirar de uma forma que eu não goste, corto suas pernas fora!

- Não esquenta cabeça comigo.

Ela não estava muito certa disso, poderia retirar à localização do homem a força, mas sabia que seria mais difícil achar o local exato, aquela região é um emaranhado de tumbas, cavernas e ruínas antigas e complicadas rotas para evitar armadilhas e assaltos. Sua mão ficou todo o tempo segurando o cabo de seu bisturi e seus ouvidos atentos, aquele homem não era um assassino, pois o jeito de andar estabanado e fazendo muito barulho, além da falta de preparo físico o condenava. Perguntou-se se ele seria algum aventureiro novato ou simplesmente algum comerciante em busca de pagamento.

Conforme eles avançavam, a ventania castigava mais e mais, e isso logo se transformou em uma poderosa tempestade de areia, onde as poucas arvores se curvavam com a voracidade e Norxalia e o homem mal podia andar direito, mas mesmo assim eles seguiram.

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Mensagem  kemaryus em Sab Dez 28, 2013 6:36 am

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Capitulo 02 - Abrigo

O deserto de Sograt é uma grande área, que corresponde a um terço de todo o reino de Rune-Midgard, onde é contornado por florestas e pradarias que vai do norte ao leste. Ao sul é banhado por um mar de águas agitadas, e sua face oeste, estende-se entre a linha da praia e a mata fechada uma linha tropical com vegetação característica.

Os ventos são fortes trazidos do mar, embora não chova com freqüência, tornados e tempestades de areias são frenguentes, isso porque o vento do mar ocasionalmente choca-se com o vento das montanhas ao norte.

Hoje não era um dia especialmente tempestuoso, mas os ventos fortes estavam assolando as dunas de areia e era desconfortável para qualquer viajante realizar uma jornada nesta ocasião, mesmo assim duas figuras caminhavam pelo deserto, descendo e subindo dunas de areia amarelada. Vestiam mascaras e óculos de proteção, além de grossas capas. Eles já haviam andado quase metade de um dia a pé e não podiam ver exatamente o rumo ou direção, por isso a chance de estarem fora do trajeto era muito grande.

- Temos que sair das dunas e ir por dentro da fortaleza, lá teremos ao menos alguma proteção! – Gritou Norxalia ao rapaz que a servia como guia.

- O quê acha que estamos tentando fazer a seis horas nesse sol escaldante? – respondeu o rapaz em tom irônico. A caçada poderia ser mais fácil se o mal tempo não estivesse atrapalhado tanto.

Mas aquela região era conhecida pela Sicária, e embora a tempestade a tenha tirado da rota, ela logo reconheceu algumas arvores e construções antigas semi-soterradas, e usando estas pistas como um caminho, sabia em que direção poderia ir.

De fato, já estava quase escurecendo quando eles chegaram a uma imensa parede de tijolos e rochas, era a face leste da fortaleza, mesmo em ruínas, eles poderiam procurar algum lugar para se abrigar, onde tivesse ao menos um teto que não estivesse destruído pelo tempo.

Enquanto caminhavam, seguindo a muralha, adentraram por um buraco de erosão, e já dentro das ruínas começaram a procurar um lugar como abrigo, pois, ainda estavam muito distante da área sul e tentar achar o caminho a noite e com uma tempestade era praticamente impossível.

Logo escureceu e as ruínas e colunas se tornaram ainda mais imponentes e ameaçadoras, não havia lua, pois a areia mal deixava ver o céu, quando a luz ficou tão fraca que mal podiam ver um palmo a frente, Norxalia ouviu um barulho forte e ao mesmo tempo uma luminosidade intensa, que a assustou levemente.

- Calma é só um foguinho! – retrucou o homem ao ver a expressão da ruiva. Ela pode ver uma pequena chama que envolvia a mão do homem como uma tocha, mas curiosamente não a consumia, além disso, a tocha dançava e bruxuleava devido ao vento, Norxalia decidiu se afastar um pouco mais e ir mais adiante, e também começou a pensar quem de fato era aquele homem, que nitidamente era um mago.

Ao que parece, andaram mais trinta minutos fortaleza a dentro, onde só existia muralhas e paredes em ruínas, sem um teto, mas conforme avançaram para o centro, acharam um lugar que parecia perfeito para passar a noite ou esperar a tempestade parar, era um canto entre duas muralhas, onde havia o que deveria ser uma casa ou depósito com o teto feito em um grande monólito de calcário, que resistiu ao tempo. O local não era grande, cabia os dois com folga e protegeria da tempestade, não havia nada mais além de alguns acumulados de areia e pedras, partes da construção, a tocha conjurada do rapaz logo se tornou mais útil.

- Pelos deuses, o que é isso!? - Assusntou-se Norxalia quando olhou para trás e viu o rapaz com uma das mãos em chamas e na outra carregava alguns pedaços de madeira seca e um bicho morto.

- Onde?! – Virou-se ele rapidamente esperando ver algum inimigo.

- Você acha que vai fazer com esse lagarto morto? – A sicária se perguntava em que momento ele havia pegado tal animal, pois em momento algum foram atacados muito menos o vira pegar as madeiras.

- Comer? Tostadinho, crocante e quentinho, com um pouco de sal e pimentinha?

- Eu não vou comer isso... – Ela virou-se para olhar para fora, a tempestade não parecia acabar, porém, aquela região era traiçoeira e perigosa não somente pelo deserto, mas havia pessoas de má índole, como ladrões e assassinos.

- E você não devia fazer uma fogue... – Assustou-se novamente quando olhou para trás e viu o rapaz já com a fogueira montada e o lagarto pendurado sobre o fogo assando.

- Calma, calma eu te protejo, vem se aquecer no foguinho vem. – Completou ele colocando as duas mãos próximas ao fogo e esfregando-as.

- Não preciso de proteção e não gosto de fogo.

- Que dó! Mas ele gosta de você. Oh! – Ele fez um gesto de leve com as mãos e a chama da fogueira que estava para cima, começou a pender para o lado da garota enquanto ele ria.

- Para de graça! – Respondeu ríspida ela.

- Chata! Um dia você vai estar morrendo de frio, tremendo mais que banha de gordo correndo, batendo os dentes e vai lembrar, “poxa como eu deveria dar mais valor ao foguinho”, “eu era feliz e não sabia”. – Amaldiçoou o rapaz enquanto mastigava a perna do lagarto e ria.

- Xiu! Tenho que prestar atenção lá fora! – Ela cortou a conversa, ele estava tão despreocupado que parecia que não tinha medo de ser atacado, ou não dava o devido valor a fama do lugar.

Mas ela era uma Sicária, e não ia baixar a guarda ou se deixar levar pelo mago, lá fora ela sentia que olhos poderiam estar olhando para ela e para aquela fogueira, que na escuridão do deserto e das ruínas poderia ser vista de longe. Ela manteve suas mãos em suas adagas e seu bisturi de combate, cobriu-se com a capa para evitar o frio e ficou atenta a qualquer barulho lá fora, iria passar a noite em claro, não ia revezar com o rapaz, não confiava nele, então decidiu ficar acordada todo o tempo, preparada para imprevistos. Mas ao que parece ela era a única a se preocupar, após alguns minutos dele ter acabado de comer todo o lagarto, já estava roncando deitado no chão ao lado da fogueira. Ela sabia que pessoas assim não durariam muito tempo como aventureiro, ou iriam morrer ou não agüentaria o “tranco”.

Ela ouviu barulhos, passos e vozes, levantou a cabeça assustada e acabou ficando ainda mais assustada, pois já havia amanhecido o sol já brilhava e entrava pela abertura do refúgio, e ela nem havia visto isso acontecer, ficou chocada ao perceber que havia cochilado, olhou para o rapaz ele ainda dormia e a fogueira já havia se consumido, restando apenas brasas. Ela se levantou com cuidado, podia ouvir as vozes falando lá fora, cada vez mais perto.

Ela sacou uma adaga e caminhou agachada até o rapaz, para acordá-lo e avisá-lo dos invasores, mas quando o tocou foi imediatamente jogada para trás contra a parede. Um circulo de fogo explodiu em volta do rapaz causando uma pequena explosão de chamas vermelhas. Norxalia se assustou de mais e deixou a adaga cair.

- Ah!? Heim?! – O Rapaz levantou a cabeça olhando em volta, com o cabelo todo desarrumado e a cara cheia de areia.

- Que porcaria foi essas?! – Ela gritou sussurrando com o rapaz, estava com muita raiva dele agora.

- O que?! – Ele falava alto e parecia que estava entre o sono e o acordar, enquanto bocejava.

- Cala boca, tem alguém vindo ai. – Norxalia pegou a adaga do chão e caminhou até a frente do abrigo. Ela já podia ouvir o som das botas e sons de metais de possíveis armaduras e armas. Ela estava preparada para uma batalha, seja com quem for.

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Por: Jeferson S. de Paula "Kemaryus"

Capitulo 03 - Bandidos

- Saiam daí! Nós sabemos que vocês estão ai! – disse uma voz masculina, soava como uma voz jovem.

Norxalia se encolheu no fundo do abrigo, segurou suas adagas com força, se alguém entrasse ali ela mataria antes que ele pudesse pensar em fazer algo. Contudo também sabia que se ficassem ali, eles poderiam tentar derrubar o abrigo e matá-la soterrada.

- Quem é?! – Gritou o rapaz que estava com a Sicária, já se levantando. Norxalia sentiu vontade de arrancar a garganta do mago com as adagas que tinha nas mãos. Como poderia ele ser tão despreparado assim.

- Cala a boca!! – Sussurrou ela. O sangue lhe ferveu imediatamente e ela.

- Por quê? Tão chamando!

- Vão nos roubar e nos matar, você é louco?!

- Nossa, que mente doentia a sua, esquenta não, ele só querem fazer novos amigos. – O rapaz então desviou de Norxalia e correu até para fora. Ela ficou com ainda mais raiva. Mas ao menos isso daria uma chance, usando ele para chamar a atenção ela poderia atacar um a um.

- Então... dia quente não? – O rapaz colocou a mão sobre os olhos e tentou olhar para todos que estavam ali fora. Eram cinco jovens, todos vestidos com roupas gastas e amareladas, cabelos despenteados e alguns usavam mascaras e óculos.

- Joga tudo o que você tem ai na areia, que vamos levar tudo! – Ordenou um jovem de cabelos castanhos a frente do grupo, os outros riram.

- Mas... mas e a amizade? Cadê o companheirismo? A união da nossa classe? O código de conduta vilãnesco?

- Entrega o que você tem e a gente não tira suas tripas pra fora! – Debochou o líder, o grupo caiu na risada, curiosamente Norxalia viu que seu companheiro de viajem também gargalhou.

- Bem... de qualquer forma vocês não irão gostar do que eu tenho.

- E o que você tem?! – Questionou outro que estava sobre uma coluna caída próxima.

- Fogo...

O rapaz levantou os braços e uma onda de fogo tomou conta de toda aquela área, as chamas contornaram todo o Arcano como uma corrente que circulava toda a região atingindo os bandidos e imediatamente os fazendo inflamar como madeira seca. Aos gritos eles corriam fugindo, mas controlando o fogo com as mãos, em uma forma mágica de pirotecnia, o mago ia atrás de um por um.

Até que percebeu um deles correndo já a grande distância. Espalmou na direção deste e concentrou seu poder naquele ponto, todo o fogo que consumia a areia e a pedra naquele circulo foram puxado para o centro de sua mão, como se estivessem sendo sugados e concentrados. Uma enorme esfera de fogo, rocha e magia fora conjurada dentre símbolos mágicos que formaram em seus braços e no chão, e como um tiro de canhão, a esfera disparou a toda velocidade contra o bandido fujão, ao acertá-lo houve uma grande explosão de fogo a frente, não houve tempo para gritos. Uma grande quantidade de fogo areia e rocha subiram aos céus e depois caíram.

Norxalia viu toda a cena no fundo do abrigo, nada naquele mundo iria fazê-la sair dali, todo aquele fogo estava fixado em seus olhos, e ela se lembrou do passado e do incidente. Instintivamente estava tremendo e as adagas em suas mãos tremendo batiam na rocha produzindo ruído.

- Você estava certa, eles iam roubar nossas coisas e nos deixar torrando no deserto. – O Rapaz falou lá de fora, ela por um minuto hesitou, mas olhou para fora e viu que na havia mais fogo, nem chamas, a não ser o chão preto na pedra e os corpos de três homens carbonizados. Olhou mais adiante e viu o rapaz em pé limpando sua capa, e nitidamente um uniforme de Arcano gasto por debaixo da capa. Ele era mais forte do que ela supunha.

Ela começou a sair, olhando bem onde pisava, havia um cheiro de queimado no ar que a fazia embrulhar o estomago, o rapaz estava de frente para ela e contava os mortos no chão.

- Um, dois, três, mais aquele que explodi.. São quatro, falta um.

A ruiva agiu por instinto, quando deu por si já havia atirado, a adaga voou de sua mão rapidamente e acertou em cheio a testa do ultimo bandido, que estava a centímetros de apunhalar o Arcano, este deu um salto de surpresa quando percebeu que a sicária havia salvado sua vida. O homem ferido mortalmente caiu ao chão.

- Cuidado com essa faca voadora! Passou queimando minha orelha! – Retrucou o rapaz.

- Ele ia te matar, não precisa agradecer, seu ingrato. Agora... Quem é você? Diga-me seu nome, quem você é, você não é alguém comum, seu poder é muito grande, até para a maioria dos Arcanos. – Norxalia estava agora curiosa e preocupada, viu que aquele rapaz não era simplesmente um novato aventureiro, ou alguém fraco, talvez se ele tentasse matá-la poderia dar trabalha e ela que queria ser queimada viva por ter subestimado um inimigo.

- Quem eu sou? Quem eu sou?! – O Rapaz pulou sobre o cadáver do bandido e depois para cima de uma pequena coluna de pedra quebrada, enquanto agitava a capa.

- Eu sou o servo do fogo negro! O aprendiz de Ifrit! Aquele que só com sua presença inflama corações, deixa as mulheres ardentes e os homens queimados! Eu sou o grande, o único, o fogoso: Saaaaammm...

- Espera! – Interrompeu Norxalia, seu “Ivalk” estava tocando, ela o pegou e abriu, notou a curiosidade do Arcano olhando o aparelho de longe. Era um eletrônico um pouco maior do que uma mão, por onde se podia ouvir uma voz e ver uma imagem em uma tela espelhada.

A Liderança da Ordem das Valquírias informa: - Á dois dias houve um atentado em Rachel no qual culminou na morte do Alto-Sacerdote de Freya, Zed, o assassino ainda é o responsável pela morte de uma Kafra e tentativa de assassinato de dois membros da Ordem. Seu nome é Samuel Hopckins. Eu sob o cargo de Grão-Mestre declaro esta pessoa é a mais procurada e alvo de prioridade máxima, achem-no e tragam-no á Loja, vivo ou morto, todos os agentes devem cancelar suas missões atuais e tomar esta como prioridade, repetindo, emergência! Segue uma foto do suspeito em anexo...

Norxalia fechou e guardou o aparelho, a Ordem tinha muitos outros membros e não iam sentir falta dela, ela agora precisava concluir sua busca. Estava de licença, não queria saber de mais nada, já perderam tanto tempo correndo atrás de assuntos da ordem que acabou deixando sua busca adormecida tempo de mais, além disso, ficou irritada pelo fato do Grão-Mestre “exigir” a presença de todos os membros, como se eles não tivessem coisas igualmente importantes para fazer. O Arcano estava parado na mesma posição de antes e olhava para ela calado.

- Continue, mas corte a frescura, você ia dizer seu nome.

- Sammy fogueteira. – Concluiu rapidamente descendo da coluna de pedra.

- Sammy não é nome de mulher? – Retrucou a ruiva.

- Mamãe queria muito uma menina! – Sammy deu com os ombros e saiu de perto de Norxalia.

- Nunca ouvi falar de você, e agora? Para que lado é? Vamos andando porque você chamou muito a atenção. – Ela ainda não havia guardado as adagas, e acabara de retirar a adaga que estava cravada crânio do ultimo bandido, produzindo um som irritante de osso moído.

- Você ainda vai? Não devia atender o chamado da sua guilda? Você não vai se queimar com seus líderes? – Questionou Sammy, sua voz estava mais baixa agora.

- Não, estou em uma missão própria e muito mais importante. - Por mais que a moça não quisesse ficar se justificando com um estranho, falar aquilo ajudou a esclarecer para si mesma da importância de sua missão.

Eles partiram rumo a região sul, caminhando dentre as ruínas e dunas, o sol estava forte, durante algum tempo eles não trocaram uma palavra sequer. O vento havia parado e agora o calor estava intenso, Norxalia, acostumada com aquilo parecia sofrer pouco, mas surpreendentemente Sammy nem chegava a suar.

Ela se sentia ainda impaciente e não via a hora de chegar até o lugar, mas agora se mantendo de olho aberto com o seu guia, visto que ele tinha um poder muito grande, e que se acabasse se mostrando um inimigo, poderia chegar a feri-la.

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