[FanFic]Crônicas de um guerreiro Vol.4 - Advento

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Mensagem  Roen em Sab Dez 28, 2013 5:18 pm

Capitulo I - Maldição
"Não caia antes de ser empurrado" Proverbio Inglês


Musica do Capitulo - Forsaken - Skillet
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O vento batia forte na fronte daquele homem. Seu olhar era frio como aquela noite. Olhava para as montanhas alem de Geffen na direção de Prontera. Estava entorpecido em seus pensamentos, e nem percebeu a chegada do cavaleiro. Os cabelos do cavaleiro que uma vez foram azuis estavam com várias mechas vermelhas, seus olhos demonstravam ódio. Em seu rosto era possível ver desprezo.
- Esta pensando em que Galfariam?
- Em nada, mi lord.
- Temos uma missão. Temos que ir para Prontera.
- É isto que o Grande deseja?
- Certamente.E pretendo deixar isto em suas mãos, não irei me intrometer.
- Esta certo.Seu treinamento deve continuar para que possa comandar nossas tropas quando ele se levantar mais uma vez. - O arquimago passou a mão em seus cabelos brancos como a neve. Olhou para o céu sem lua daquela noite. Então agachou e beijou a mão do cavaleiro - Agora você é o porta voz de nosso senhor, Senty. E sua palavra é minha lei.
O cavaleiro olhava para o arquimago com um sorriso maquiavélico no rosto, tudo estava correndo conforme o plano.


Era possível ouvir o barulho de água que caia do teto da caverna.Três orcs de cor azulada gritavam mostrando suas enormes presas enquanto corriam em direção a um garoto de cabelos loiros e olhos verdes. O primeiro levantou seu machado em um enorme golpe vertical vindo de baixo, o garoto apenas deu um passo para o lado e o acertou com o escudo no rosto dele fazendo com que ele cai-se no chão com um enorme baque. O segundo tentou separar as pernas do corpo em uma ataque vertical na altura do umbigo mas o golpe foi aparado habilmente pela espada que o garoto carregava. Com um forte golpe da espada o garoto acertou a boca do monstro fazendo com que ela atravessasse o seu cranio. O terceiro tentou atingir a cabeça com um enorme golpe diagonal mas com um movimento rápido o garoto decepou o braço do monstro e cravou a espada no coração do mesmo.
O garoto passou a mão na testa para limpar o suor, limpou a lamina da espada e a guardou em sua bainha. Já fazia horas que estava treinando e resolveu sair do calabouço em que estava, esmagou então em sua mão uma asa de borboleta e uma luz azul encobriu o seu corpo. Ao abrir seus olhos estava em uma cidade onde o sol resplandecia no céu, suas ruas eram todas ladrilhadas,e uma enorme torre de relógio era visível no meio da cidade.
-Roen!! - Gritou uma voz feminina.Uma garota de cabelos castanhos e olhos da mesma cor corria na direção do garoto. Ao lado dela uma pequena menina de cabelos verdes vinha correndo.
-Pan!!
-E ai como que foi la hoje? - falou animada a garota.
-Cansativo.Sem o Master o treino é muito chato. Mas ele foi a Glast Hein, ele disse algo sobre testar as habilidades dele... - Havia dois meses desde que Roen e Master haviam voltado de Nifflhein, Yukimura erguia o seu clã pouco a pouco. Roen havia encontrado a mercadora que o havia ajudado a escapar do esconderijo dos cultistas que enfrentaram em Morroc, agora ela era uma alquimista e ambos estavam muito próximos. Master naquele dia havia ido até Glast Hein para treinar sozinho e Roen treinava arduamente em Al de Baram.
-Aqui, tome este Suco de Maçã!! Você deve estar cansado. - Disse a garota estendendo um frasco para o templário.
-Obrigado. Lá dentro é muito quente. Como que vai Lif? Anda se comportando?- Disse Roen abaixando e passando as mãos no cabelo da pequena garota de cabelos verdes.
-Que nada. Ela fica me desobedecendo. – Sorriu a alquimista. Ambos se olharam nos olhos e a menininha se agarrava na perna da garota. Seguiram para uma das mesas que ficavam em volta da torre e passaram a tarde toda conversando.


Passos eram ouvidos pelos corredores de Glast Hein. Um sacerdote corria pelos corredores escuros, iluminados apenas pela a pequena chama azul que voava em volta do mesmo. Atrás dele vinham vários morto-vivos e demônios.A cada passo que dava mais e mais monstros apareciam.O sacerdote chegou até uma parede, e se viu encurralado. Olhou para traz e olhou para todos os monstros e deu um sorriso de canto de boca. Sacou uma gema azul, e começou a fazer uma rápida oração. Quando um zumbi se aproximou e se preparou para atacar o servo dos deuses. Ele cravou a gema no chão ela se partiu e uma enorme cruz se formou no chão. A luz foi intensa como um farol. Todos os monstros em um único tom berraram,e seus corpos profanos se desfizeram aos poucos com a intensidade do ataque.

-Foi fácil. Mais alguns e voltarei voltar a Geffen. – Falou para si mesmo o sacerdote enquanto limpava seus óculos na sua batina. – Mas antes...-fez uma pausa- o que vocês dois querem comigo?

Da sombra saíram duas figuras já conhecidas pelo o sacerdote, ele poderia ter sorrido se não soubesse que com elas não viria alguma dor de cabeça a mais. Um deles tinha cabelos brancos e olhos azuis, trazia em suas mãos um par de katares. O outro tinha os cabelos morenos e olhos castanhos, no seu pescoço trazia um lenço de um vermelho igual a da sua jaqueta.

-Precisamos de sua ajuda...-começou o mercenário.



Roen se divertia com a alquimista, estavam conversando animadamente. As vezes faziam uma brincadeira ou outra com a pequena menina de cabelos verdes. O sol já se punha no horizonte, espalhando seus raios pelos céus, dando um tom laranja, criando um espetáculo único. Resolveram levar a homúnculo da alquimista para casa da alquimista em Al de Baram pois ela já estava cansada.

-Você devia ficar um pouco aqui...-Começou a alquimista enquanto passavam por uma ponte.
-Hã?!O que você quer dizer com isto?
-Sabe...Você fica saindoi por ai... luta contra estes monstros... eu fico preocupada com você...
-Este é o meu trabalho... não tem como eu fugir disto... é o que eu sempre quis fazer...-Disse o templário passando a mão no rosto da garota.
-Mas...-A garota mal começou a falar e três pessoas abordaram aos dois.Quando Roen percebeu viu que era um esbaforido Master.

-Roen!! Temos trabalho a fazer!!
-O que foi Master?
-O culto de Morroc, eles estão se movendo.
-Como?!- Percebeu então a presença o mercenário e para o arruaceiro que acompanhavam seu amigo e reconheceu Giovani e Feroz. – O que eles planejam agora?
-Nós não sabemos... apenas temos a informação de que eles se moveram para Prontera.-Se adiantou o mercenário.-E com eles ...esta o seu irmão.

Roen
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[FanFic]Crônicas de um guerreiro Vol.4 - Advento Empty Capitulo 2

Mensagem  Roen em Sab Dez 28, 2013 5:19 pm

Capitulo II - Embate entre Irmãos
"As únicas pessoas que não conseguem mudar são as mais sábias e as mais estupidas" Confúcio


Musica do Capitulo - Civil War - Guns 'n' Roses
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A expressão do templário era um misto de ódio e preocupação. Master sabia o que Roen estava pensando e não precisava dizer nada. A alquimista estava preocupada. Uma ave bateu assas e voou passando no meio dos jovens.

-Roen...-Sussurrou a alquimista.
-Precisamos de sua ajuda Roen. Você e o Master são as únicas pessoas em que confiamos. - Disse Feroz, o templário abaixou a cabeça por um momento, pensou por um momento e disse:
-Quando vamos?
-Agora, a previsão é que eles ataquem o castelo hoje.-Respondeu o Arruaceiro.
-Não! Você não vai! - Gritou a alquimista.
-Este é o meu trabalho. Meu irmão esta lá, não sei quando terei e se terei outra chance de salva-lo. - Falava calmo o templário.
-Você não pode! - Lagrimas já corriam pelo os olhos da alquimista
-Não é a primeira vez que enfrento eles. Eu vou voltar bem.
-Você não sabe do que eles são capazes. - Os dois trocaram um olhar. Roen então olhou para Master que apenas balançou a cabeça negativamente. O templário então deu um abraço na garota colocando a cabeça dela contra seu peito e sussurrou:

-Não se preocupe... Eu vou voltar. Me desculpe mas eu não posso ficar...

O templário então soltou a alquimista que ainda chorava se despediu da pequena Lif.Pegou o pergaminho que Yukimura havia lhe dado e escreveu alguma coisa nele. E junto de seus amigos seguiu em direção a Kafra. A garota observava o grupo, imóvel e sem qualquer expressão. O sol do fim da tarde batia em seu rosto, a água que passava abaixo da ponte fazia um barulho tranquilizador. O coração da alquimista batia de desespero. Ela ficou imóvel ali apenas observando o grupo ir, e quando eles sumiram na luz azul causada pelo o teleporte da kafra, ela ainda ficou ali.


O vento soprava forte avisando a chegada da noite. Alguns mercadores começavam a fechar suas lojas enquanto outros se preparavam para o comércio noturna na cidade. Lentamente uma figura encapuzada caminhava pelas ruas de Prontera em direção ao castelo. As primeiras estrelas apareciam no céu, o homem então olhou para o céu e as admirou por um momento.Deu um pequeno sorriso de canto de boca, e avançou. Passou por um pequeno grupo de jovens aventureiros. Quando se aproximou da ponte que dava acesso ao castelo foi parado pelo os dois guardas que gritaram em uni som:
-Não é permitida a passagem de ninguem a partir deste ponto sem autorização real.
-Oh me desculpe senhores. Me dê apenas um momento até...-Antes que o homem terminasse de falar um dos guardas foi atingido por várias flechas em seu pescoço quando o outro percebeu que seu amigo havia tombado sentiu a fria lamina de um katar em seu pescoço.-... que vocês morram.
Ao lado do homem se puseram um, atirador de elite e o algoz que haviam matado os guardas. Pulando do alto de uma casa apareceu um ninja de cabelos vermelhos com um pergaminho em sua boca, um mestre-ferreiro fumando enorme charuto se aproximava a passos lentos ambos se juntando ao grupo.
-Eddga! Haiti! Avancem sorrateiramente até o objetivo!!Nós iremos chamar a atenção deles! - Ordenava o homem.
-Sim, Senhor!! - Responderam o algoz e o ninja.
-Não tão rápido... Galfariam. - Disse uma voz atras do homem. Ele então se virou e viu que quem pronunciava estas palavras era um mercenário apontando um de seus katares em punho.
-Oh! Que surpresa, quem temos por aqui...que pena não termos tempo para uma conversa ou tomarmos algo juntos...
-Cade o meu irmão!!-Gritou Roen.
-Ha!! Seu irmão? Agora ele é um dos nossos, mas... ele tem um trabalho a cumprir por enquanto...
-Mas as vezes nós podemos descansar, não é? Galfariam. - Falou uma voz que vinha atras do grupo. Roen reconheceu a voz. Quando se virou viu que se aproximava um cavaleiro, seus cabelos azuis se misturavam a mechas vermelhas. Seus olhos demonstravam um ódio fora do comum. E em seu rosto era possível ver várias marcas.Em suas mãos trazia uma enorme espada que fazia um pequeno gancho na ponta. - A quanto tempo... Irmão!
-Senty!!-Gritou Roen ao ver seu irmão.
-Mi lord!!Você não disse que não se intrometeria nesta missão? - Falou o Arquimago.
-E eu não irei... Avancem e façam o que devem fazer eu irei tomar conta desses vermes. - Com este comando o grupo avançou em direção ao castelo.
-Isto que você pensa!! - Gritou uma voz logo atras do cavaleiro.Outro cavaleiro avançou com um salto contra Senty, que se virou rapidamente dando um golpe com o punho da espada na barriga do agressor, que caiu em posição fetal. Senty então ergueu sua enorme espada usando apenas uma de suas mãos e desceu a espada com uma força descomunal no intuito de cortar a cabeça do cavaleiro, mas o golpe foi bloqueado pelo o escudo de Roen.
-Yukimura! Você esta bem? - Falou Roen.
-Só com o orgulho ferido. - Respondeu o cavaleiro se levantando com dificuldade.
-Você e os outros vão atras dos invasores. Eu cuido deste aqui.

Master ajudou Yukimura a se levantar. Deu um olhar para Roen que apenas assentiu com a cabeça. O grupo se adiantou e correu para dentro do castelo. Roen e Senty olhavam um nos olhos do outro. Mediam forças, a enorme Executora contra o Spirit Sancti. Ambos se empurraram e recuaram cada com um salto para traz.

-O que eles fizeram com você meu irmão...
-Fizeram o que você não fez por mim!! - O cavaleiro então avançou contra o templário em uma velocidade absurda e gritou - Impacto de Tyr!! - O golpe então foi bloqueado com eficacia pelo o escudo e Roen revidou dando um golpe que fez com que o cavaleiro foce lançado para traz, com um pequeno filete de sangue descendo pela a boca o qual ele limpou com o dorso da mão.
-Como assim? O que aconteceu? Por favor, volte conosco!!
-Como assim? Você pergunta, você não me deu oportunidade você não deixou eu me aprimorar!! Você sempre tentou me proteger de tudo!! E eu sempre odiei isto!! Eles me deram oportunidade. Me deram força. Me tornaram poderoso. E agora você vai morrer!! - O garoto pegou um pequeno frasco com um liquido vermelho e bebeu, brilhou em amarelo pelo efeito de sua técnica com a espada e avançou contra o templário. O primeiro foi bloqueado mas o seguintes acertaram o templário e eram cada vez mais fortes, o cavaleiro não ligava para o dano que voltava.

-Golpe Fulminante!! - Gritou Roen. A espada do templário brilhou e ele atacou com força o seu irmão. Mas com um movimento rápido ele esquivou para os flancos e revidou com o mesmo golpe no peito do templário que recuou alguns passos para traz.
-O que foi já ta cansadinho? Porquê eu apenas estou começando!! - Zombou o cavaleiro.
-Pare com isto! Eu fiz tudo aquilo para o seu bem!! Não queria que nada de mal acontecesse com você!!
-Mentiroso!! Você sempre teve medo que eu foce melhor que você!! Você sabe que eu sempre fui mais talentoso e que tinha esta capacidade!! Agora eu vou te matar!!

Senty novamente avançou contra Roen, mas desta vez o templário o acertou mais uma vez com seu escudo e o cavaleiro ficou tonto.
-Você não é o meu irmão...-Começou o templário-Você é um demônio, E eu te derrotarei...por que quero meu irmão de volta!!Crux Divinum!!- Gritou Roen. Desferindo um ataque vertical seguido de um horizontal no peito fazendo uma enorme cruz aparecer. Quando o cavaleiro voltou ao normal, Roen sacou uma adaga onde uma fina nevoa azul a rodeava e bateu com o escudo novamente no cavaleiro que voou a alguns metros, e em seguida ficou preso em uma enorme pedra de gelo que se materializou. O templário puxou um pequeno pergaminho que se desfez quando ele o abriu e raios começaram a saltar sobre a espada do templário. Ele avançou lentamente sobre o cavaleiro e aplicou um Golpe Fulminante.
-M-maldito!! - Falou Senty se levantando e atacando novamente ao templário. Os golpes do cavaleiro eram bloqueados pelo o escudo, e os que não eram uma parcela do dano voltava para ele. A briga seguia equilibrada, nenhum dos dois mostrava brechas. O cavaleiro avançava cada vez com mais ódio, o templário se mantinha firme e não abaixava a guarda um segundo sequer, até que uma aura branca subiu em volta do cavaleiro e vários de seus ataques começaram a acertar pontos vitais do templário. Os golpes eram tão rápidos e precisos que soltavam faiscas. Vendo a brecha que Roen abrira Senty ergueu a espada e gritou:
-Impacto de Tyr!! - Uma enorme estrela se materializou e ele acertou um golpe frontal no peito do templário. Roen recuou e cuspiu um pouco de sangue. O cavaleiro avançou mais uma vez e continuou os ataques mas Roen bloqueou o ataque e revidou com um golpe fulminante no peito do cavaleiro que deu alguns passos para traz.
Ambos estavam muito cansados. A luta estava tirando muita energia dos dois e ambos não estavam dispostos a perder aquele embate, estavam os dois um em frente ao outro esperando a ação do oponente. Senty olhava para Roen com ódio, como ele poderia resistir tanto tempo? O cavaleiro procurava uma brecha no templário. Até que viu algo e deu um sorriso.


Master, Feroz, Giovani e Yukimura avançavam pelo o castelo de Prontera, vários guardas estavam no chão. Muitos ainda estavam vivos mas outros estavam já mortos. Muitos sem seus membros, outros eram apenas um pedaço de carvão. O castelo estava banhado de sangue.O rei poderia se sentir com sorte em estar em viagem naquele momento junto de sua família. Ouviram então uma explosão vinda de uma parede a direita. Da fenda da parede sairam o Algoz, o Atirador de Elite, o Ninja e o Mestre-Ferreiro.
-Então? Sobraram só vocês nesse castelo? E ai? Como é que nós fazemos? - Falou o Algoz.

Roen
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[FanFic]Crônicas de um guerreiro Vol.4 - Advento Empty Capitulo 3

Mensagem  Roen em Sab Dez 28, 2013 5:20 pm

[Capitulo III- Três Dias
"A cada minuto que passamos com raiva, perdemos sessenta felizes segundos" Willian Somerset Maugham

Musica do Capitulo - Linkin Park - Somewhere I Belong
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O castelo cheirava sangue, vários corpos de guardas estavam jogados no chão. Muitos estavam decapitados, outros estavam sem os membros, outros eram apenas massas disformes no chão e outros eram apenas pedaços de carvão. O algoz olhava dentro dos olhos do sacerdote. Dentro dos seus olhos era possível ver o seu mais puro desejo: Matar. O Sacerdote permanecia tranquilo e não mostrava o minimo de intimidação. O grupo fitava os inimigos que estavam na sua frente. Um Algoz, um Atirador de Elite, um Ninja e um Mestre-Ferreiro. Três guerreiros transcendentais e um dos mais hábeis guerreiros de Amatsu. Enquanto eles eram um Sacerdote, um Mercenário, uma Cavaleiro e um Arruaceiro.

-Então né? O que você vai fazer sacerdote? Sem aquele seu amiguinho acho que você não é de muita coisa. - Zombou o Algoz.
-Não preciso do Roen pra mostrar do que sou capaz de fazer.
-Ainda não é sua hora, sacerdote. Eu tenho contas para acertar com este seu amigo ai do lado. - disse apontando para o mercenário que se encontrava do lado de Master.
-Ora, Ora. Então você ainda não se esqueceu daquele golpe na virilha? - Zombou Giovani.
-Claro que não. E vale lembrar quem levou a melhor da ultima vez. Não é?
-Vocês vão ficar conversando ou oque? Eu quero esmagar estes idiotas. - Bradou o enorme Mestre-Ferreiro que jogou no chão o charuto que estava fumando e apagou com o pé direito.
-Gilin esta certo. Chegou a hora de todos vocês irem para Nifflhein. - O algoz então desapareceu no ar.
-Juntos!! - Gritou Master.
-Assalto do Falcão!! - Ordenou o Atirador de Elite ao seu falcão.

O falcão avançou envolvido em uma energia mistica, vários espinhos vindos do chão avançaram contra os guerreiros efeito da habilidade Tocaia do Algoz. Master estalou os dedos e uma fumaça verde envolveu o grupo, o falcão então recuou assutado e os espinhos pararam seu avanço. O Mestre-Ferreiro com um grito bestial avançou contra a fumaça, empurrou seu carrinho com tremenda força e pulou em cima dele. Logo após segurou o carrinho com ambas as mãos e dando uma cambalhota bateu com o carrinho em Yukimura que foi arremessado contra uma pilastra. Master curou o cavaleiro, enquanto Feroz correu na direção do Mestre-Ferreiro.

O homem percebendo a aproximação do Arruaceiro deu um golpe com o carrinho mas o arruaceiro habilmente esquivou do ataque pulando sobre o homem. O arruaceiro então com um golpe de adaga na mão do homem que fez o machado do homem cair no chão, e logo após surpreendeu o oponente um poderoso Impacto de Tyr que havia plagiado e que o fez recuar alguns passos. Giovani e o Algoz travavam um combate mortal, ambos se atacavam com ferocidade ambos mantinham os olhos no do oponente, a katar de Giovani se banhava com o sangue de seu oponente que não acertava a maioria de seus golpes no mercenário. Master curava Yukimura, que avançou contra o Atirador de Elite que atirava flechas intensamente contra o cavaleiro. O ninja bateu com sua mão no chão fazendo estacas de gelo surgirem vindas do chão logo abaixo de Master que recebeu o golpe em cheio. Master percebendo a presença do ninja começou a conjurar várias Luzes Divinas contra o garoto enquanto curava a Yukimura.

Feroz avançava dando vários de adaga golpes contra o Mestre-Ferreiro que ia se esquivando com uma certa dificuldade. O homem então ergueu as mãos para o céu e um enorme martelo se materializou batendo forte no chão, e deixando Feroz tonto e com um forte soco fez o arruaceiro voar a alguns metros dando a ele oportunidade de pegar seu machado novamente.

A luta estava equilibrada para ambos os lados, mas era visível que Master e os outros não durariam por muito tempo. A energia de todos já estava se acabando mas todos lutavam com determinação.


Roen e Senty se encaravam. Senty havia um sorriso no rosto. Ambos avançaram um contra o outro mas quando seus golpes iam se encontrar o cavaleiro deu um salto para o lado e foi para as costas do templário, que se virou atacando. Mas ao contrário do que o templário pensava o alvo não era ele. O cavaleiro avançava contra uma alquimista que vinha correndo na direção dos dois, com um movimento rápido o cavaleiro lhe acertou um soco no estomago que fez a garota se contorcer e a agarrou pelas costas com a espada no pescoço da garota.
-Parado Roen!! Mais um passo e esta garota morre!!
-Pan!! - Gritou o Templário - O que você faz aqui?
-Ah! Então você conhece ela? - Sorriu o Cavaleiro se deliciando com o momento.
-Ro...en...- sibilou a alquimista olhando o templário.
-Covarde!! Largue ela e continuemos nossa luta.
-Não, Largue suas armas e se renda. - O cavaleiro percebeu então que uma pequena garotinha de cabelos verdes batia em sua perna, ele apenas olhou pra baixo e deu um chute com sua bota de ferro que acertou a boca da garota que caiu desmaiada no chão.
-LIf!! Seu demônio maldito!!
-Renda-se
-Nunca!!
-Então ela ira morrer!!
-Droga...- Rosnou Roen.


-Laminas Destruidoras!! - Gritaram o Mercenário e o Algoz se atingindo mutuamente. Ambos foram arremessados contra a parede com força pelo impacto da força do golpe de ambos.

A luta seguia ferozmente. Master já estava com sua batina totalmente rasgada, a armadura de Yukimura estava amaçada assim como o seu elmo. Feroz jazia desacordado em um canto da sala. E Giovani continuava combatendo Venegur. Não demoraria muito para que os que estavam de pé caíssem. Mesmo até os oponentes estavam ofegantes.
O barulho de passos podiam ser ouvidos, saindo do buraco feito na parede pelos cultistas vinha Galfariam, em suas mãos ele trazia um livro. Todos olharam para o Arquimago Ele observou a cena por um momento com um sorriso no rosto e então falou:
-Nossa missão esta concluída não precisamos mais perder tempo com estes aleatórios. - Todos então pegaram asas de borboleta e esmagaram com suas mãos.
-Nossa luta continua outro dia... - falou o Algoz para Giovani antes de partir.
-M****!! Nós falhamos!! - Falou Master.


-Largue suas armas Roen!! - Gritou o Cavaleiro.
O templário abaixou e largou seu escudo e sua espada no chão logo a frente o cavaleiro se deleitava com cada segundo daquele momento. Mas sua felicidade não durou muito. A voz de Galfariam começava a falar em sua cabeça.
- Milord!! Concluímos a missão...
O cavaleiro fez uma expressão de ódio. Mas algo que ele não esperava aconteceu, outra voz, uma voz bem conhecida por ele e que ele se familiarizou nestes últimos meses começou a falar.
-MATE O TEMPLÁRIO!! - falava a voz
-O que?! - Pensou o Cavaleiro.
-MATE O TEMPLÁRIO!!
-O livro foi pego, temos que nos retirar.
-O LIVRO NÃO É IMPORTANTE, MATE O TEMPLÁRIO!!

Senty ficou pensativo por um tempo observando o templário desarmado na sua frente e disse:
-Hoje é seu dia de sorte, Roen. Eles já concluíram o que viemos fazer aqui. Mas... Se quiser ver sua amiga de novo, nos encontre no feudo de Al de Baran daqui a três dias.
-M-mas, o que? - Disse Roen confuso.
O cavaleiro então esmagou uma asa de borboleta em sua mão, os olhos da alquimista se encontraram com o do templário a angustia dela era visível. Era como se o tempo andasse lentamente e ambos ficaram se olhando. E quando ela finalmente sumiu, Roen caiu de joelhos no chão. Lágrimas vertiam de seus olhos. O templário dava vários socos no chão enquanto falava:
-Eu falhei de novo!!

Roen
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Mensagem  Roen em Sab Dez 28, 2013 5:21 pm

Capitulo IV - Só
"Lamentar as experiencias vividas é uma forma e impedir o próprio desenvolvimento."
Oscar Wilde

Musica do Capitulo: Minha Paz - Glória
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A brisa batia na janela fazendo a cortina tremular. Um pássaro pousou na borda da janela e começou a cantarolar uma canção, mas foi recebido com um jellopie que foi arremessado contra ele, fazendo-o voar para longe. Roen estava debruçado sobre uma mesa com um olhar vago para fora da janela, para longe, no horizonte. Em sua cabeça soava cada vez mais alto aquela palavras "nos encontre no feudo de Al de Baran daqui a três dias". Vestia seu gibão marrom, e por baixo uma camisa preta onde um crânio estava desenhado, usava calças azuis de um material diferente que havia comprado quando havia ido até Lighthalzen.

-Cheguei!! - Disse uma voz no andar de baixo, mas o templário não deu a minima atenção.

"Nós vamos te ajudar...é uma boa oportunidade para pegarmos eles" disseram eles. "É fácil pensar assim..." disse o templário em voz alta. A porta do quarto se abriu, e Master entrou por ela, ele vestia uma camisa branca e uma bermuda preta. Carregava um pacote grande e deixou sobre a mesa logo em frente Roen.

-Você não imagina como está movimentada Prontera hoje. Oush... Mas consegui algumas coisas até que baratas... O que, que aconteceu?
-Nada...-Disse o templário rabugento.
-Você ainda esta triste? Puts, nós falamos que vamos te ajudar... não há motivo de ficar triste desta maneira.
-Ah!! Me deixa em paz. - Falou com agressividade.
-O que que aconteceu? Por que você esta assim? - Retrucou o Sacerdote.
-Me deixa em paz!!
-O que foi, esta triste porquê acha que não foi capaz de proteger ela? É isto?
-Já falei para me deixar em paz!!
-DEIXA DE SER EMO ROEN!! - Gritou o Sacerdote.
-O que você falou?!
-Falei para você deixar de ser emo. Já cansei de ouvir suas lamentações, é sempre o mesmo "mimimi". "Ah, eu sou fraco", " Ah, Ela morreu", "Ah, Ela ficou com aquele cara", "Ah, eu não pude protege-la". Eu já te vi segurar um clã inteiro apenas com dez poções. Eu já te vi derrotar quatro mercenários ao mesmo tempo enquanto segurava a nevasca de um bruxo que estava sendo auxiliado por um caçador. Eu já te vi bater em quatro cavaleiros enquanto protegia dois peco-pecos. Então deixa de se fazer de coitadinho que você não é.
-Você não entende...-sussurrou o templário que se levantou bruscamente e saiu pela a porta do quarto.
-Onde você vai?
-Não é do seu interesse. - Disse o templário olhando sobre o ombro e saiu batendo a porta fazendo um enorme barulho.
-Idiota.


-Ai!! Cuidado!! – Exclamou de dor o cavaleiro quando a caçadora lhe tirou um curativo das costas.
-Me impressiono como você se cura tão rápido... – Exclamou a garota de longos cabelos castanhos.
-Você sabe como nós cavaleiros somos resistentes, não é?
-E como eu sei...-Sorriu a garota abraçando o cavaleiro por trás, que beijou a mão da garota

A brisa leve da tarde batia no corpo do cavaleiro que estava despido da parte superior de sua armadura. Ao lado do estava um pequeno lago onde a caçadora molhava um pano e limpava as feridas. A garota estava de cabeça baixa e falava pouco aquele silencio incomodava ao cavaleiro.

-Yuki...
-O que há de errado Kikio?
-Bem...é...que... eu não quero que você vá com o Roen.
-Como?
-Você viu a forma que você está? Você não pode lutar!!
-Já estarei pronto amanhã.
-Não quero que você se arrisque desta maneira.
-O Roen é meu amigo, eu sei que se fosse você a raptada ele me ajudaria a salva-la. – O cavaleiro então se virou e a olhou nos olhos enquanto acariciava a face da garota. – Eu vou voltar. Não se preocupe. Eu prometo.
-Eu tenho medo quê...-Yukimura então pôs um dedo nos lábios dela.
-Confie em mim. – O garoto então se aproximou aos poucos e o lábios dos dois se juntaram em um longo beijo.
-Você sabe que eu te amo seu bobo.
-Não quero te ver assim por minha causa.
-Espero que você saiba o que esta fazendo...
-Não se... – O cavaleiro não chegou a terminar a frase. A garota se agarrou contra ele, e ambos se amaram até o fim da tarde.


-Como é que é a parada? – Gritou o Arruaceiro dando um salto da cama onde estava deitado.
-Isto que você ouviu. – Retrucou o Mercenário.
-Então o filhote de Satanael do irmão dele raptou a namorada dele e a gente vai lá salvar?
-É por ai que as coisas andam.
-Pupa que se abriu!! Carvalho mano!! Como você me deixou feliz com esta noticia!!
-Hã!?
-Agora eu vou poder dar uns caritipapos naqueles caras!!
-Há! Se levanta daí então que temos muito o que fazer agora.
-O que?!
- Isto que você ouviu temos que nos preparar.
-“Ce” ta de brincadeira né?
-O que foi quer que eu traga, café e biscoitos pra você aqui na cama? E quem sabe o jornal também... não quer um banho de ervas? Levanta vagabundo, temos muito que fazer. Vamos lá que temos que arrumar nossos equipamentos. – O Mercenário então puxou o Arruaceiro que se levantou de muita má vontade se espreguiçou e foi até uma pequena estante.


Roen caminhava por Prontera. As pessoas caminhavam apresadas, uma sacerdotisa cuidava de um grupo de crianças e chamava pelo o nome de algumas que teimavam e correr do grupo. Mercadores gritavam suas ofertas, aventureiros planejavam aventuras. O garoto andava de cabeça baixa e com as mãos no bolso da calça, se lamentava pelo o que havia ocorrido.

-Roan eu te amo!! – Ouviu o garoto logo atrás dele, que se virou assustado. Viu então uma sacerdotisa de cabelos azuis abraça com um templário ruivo. “Só pode ser sacanagem com a minha cara né?” pensou o garoto que continuou a caminhar pela a cidade, estava desolado e não sabia aonde ia, deixava suas pernas o guiar, e chegou até onde havia uma estatua onde duas mãos estavam se apertavam. Por um tempo ficou parado observando ela, e ficou pensando no que Master lhe disse, e se lembrando de tudo que passaram até aquele momento. Nada fazia sentido. Estivera tentando ficar mais forte todos este tempo. Mas para que? Havia falhado novamente, e isto corroia sua alma.

-Então é assim que você reage quando esta em dificuldade? Eu esperava mais de você depois de toda aquela conversa. – Falou uma voz atrás de Roen.
-Hum. Você não sabe o que ta acontecendo Usagui. – Disse o garoto ainda e costas.
-Não, sei? O Master me contou tudo.
-Aquele linguarudo.
-E você vai ficar ai se lamentando? Se levanta, não foi isto que eu te ensinei?
-Mas...
-“Mas”, o que? – A Mestra começava a levantar a voz – Ela ainda esta viva! Você tem a chance de salva-la! O seu inimigo abriu a brecha, então ataque!!
-E o que você faz, quando seu inimigo é alguém que você ama? – falou o templário se virando e olhando para a mulher.
-Então lute para transforma-la em seu aliado.

O garoto então ficou calado. Abaixou a cabeça por um momento e logo após olhou para ela.

-Você vem com a gente?
-Não, eu tenho coisas a fazer. Isto é problema seu, resolva você!

Roen então deu um sorriso e saiu caminhando vagarosamente.

-Você tem que ser forte... Filho de Asgard.



Master estava sentado tomando café na mesa da cozinha. A sua empregada Alice trazia uma pequena sestinha com alguns pães. O garoto então tomou um longo gole do café e quando pousou o copo na mesa viu Roen parado na porta.

-Como é que se fala? – Disse o Sacerdote.
-Eu sou um idiota.
-E o que mais?
-Você estava certo.
-E...
-Desculpa.
-Muito bem. Agora – O sacerdote foi até o pacote que ele trouxera mais cedo que estava encostado no canto. – Abra isto.
- O que é isto?
-Olha logo!!

Quando Roen abriu, viu uma bela espada com duas faixas amarradas no cabo.

-É uma Haeddongun refinada sete vezes. Esta equipada com duas cartas Zipper. Acho que isto deve melhorar algo naquela sua técnica suicida.
-Obrigado, Master.
-Obrigado o escambal, ta me devendo uma Abelha Rainha.

Ambos então gargalharam e se sentaram para tomar café.

Roen
O.V
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[FanFic]Crônicas de um guerreiro Vol.4 - Advento Empty Capitulo 5

Mensagem  Roen em Sab Dez 28, 2013 5:22 pm

Edit: Resolvir postar hj o capitulo :3

Capitulo 5 – Embate
“Nunca uma falha...Sempre uma lição”
Arnaldo


Musica do Capitulo:Templars of Steel – HammerFall
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O Sol mostrava sua enorme face brilhante no céu de Al de Baram, dando sua enorme energia aos habitantes da cidade. A água como um longo véu azul era abundante nas ruas da cidade. Uma brisa leve fazia com que as pessoas soubessem que logo mais aquele clima não se manteria.

Várias pessoas se reuniam nas escadas da cidade procurando por grupos para treinarem. Muitos lideres de clãs voltavam do feudo após terem pegado os prêmios da guerra do dia anterior. Um par de bandeiras, onde a figura de um olho no meio de um pentagrama, tremulavam logo em frente um dos castelos. Logo em frente um castelo um pequeno grupo

-Que coisa não? Eles pegaram um castelo só para lutar com a gente...”estilosos” eles, não? – Falou Feroz. Estava com um arco nas costas junto de seu broquel, na cintura trazia várias adagas. Cobria o rosto com um pano vermelho. Na cabeça usava um boina azul.

-Acho que não foi apenas por isto...-Respondeu Giovani que trazia debaixo do braço um bonito elmo roxo, vinha vestido com um manto adornado com penas negras. Na cintura trazia um cinto e no pescoço vinha trazendo um pingente.

-Como assim?

-Bem...-Começou Yukimura- Com o ataque ao castelo de Prontera, e com a conquista deste castelo. Suponho, que estejam reunindo itens específicos. A questão é... para que? – O cavaleiro vinha equipado com sua espada de duas mãos mais uma menor que vinha presa na cintura, nas costas carregava uma lança junto de um escudo, na cabeça trazia sua típica Coroa do Líder.

-Isto não importa agora. - Falou Roen. O templário estava equipado com uma armadura um pouco diferente da habitual, esta tinha a cor mais escura e parecia que a carta equipada nela pertencia a um monstro maligno. Logo abaixo do braço trazia um elmo prateado finamente adornado.

-Você esta certo... viemos aqui com um objetivo. Então vamos lá. – Falou Master.O sacerdote trazia na cabeça uma boina semelhante a do arruaceiro,carregava na cintura uma grande maça junto de seu Cajado do Sobrevivente, no braço vinha preso um broquel.

Entrando no castelo o grupo viu, sentado em uma pequena mureta, estava o Algoz. Quando os viu o homem levantou e começou a falar com os braços abertos fazendo um gesto exagerado:

-Bem Vindos tumulo de vocês. Hoje todos vocês irão morrer em glória de meu senhor!!

-Deixa este palhaço ai comigo, vocês vão em frente e façam o que tem que fazer. – Disse Giovani tomando a frente sacando duas adagas.

-Espera!! Você não pode lutar sozinho com ele...- Começou o Arruaceiro.

-Nós não queremos perder muito tempo aqui não é? E se não me engano eles estão aproveitando para pegar os tesouros agora... então é bom não deixa-los pegar o artefato deste castelo também, não é? Inteligente, matar dois lunáticos com uma cajadada só. Estou certo ou errado Venegur? – disse olhando para o Algoz.

-Você é mais inteligente do que eu pensava, pena que irá morrer aqui e agora. – Falou o Algoz pegando seus katares e jogando sobre elas o conteúdo de um vidro em formato de caveira.

-Giovani...-Sussurrou Roen.

-Vão!! Não temos tempo a perder!!Eu alcanço vocês!!-Gritou o Mercenário, cruzando as adagas e dando um beijo nelas, sussurrando logo após - Tomara que vocês me dêem tanta sorte quanto dizem.

O grupo então avançou passando pelo os dois, ambos se encaravam e não estavam para brincadeira.
-Bem, bem, bem agora nós vamos terminar isto de uma vez por todas!
-Você fala de mais! Vamos logo com isto!

Venegur então sorriu e avançou contra o mercenário. Com movimentos rápidos o Mercenário ia se esquivando sem problemas dos golpes do Algoz que atacava cada vez com mais violência. Venegur então atacou com suas Laminas Destruidoras, Giovani então recuou dando um enorme salto para trás e dando de costas com uma parede. O homem então cruzou seus katares e abriu os braços lançando uma enorme nevoa contra o garoto que do nada desapareceu.

-Onde esta você!! Vai ficar fugindo até quando!! Esta com medo do meu Veneno Mortal?!

-Eu estou bem aqui!! – Falou o Mercenário logo atrás do Algoz, aplicando suas Laminas Destruidoras, mas o adversário foi mais rápido e se virou aplicando o mesmo golpe.O garoto foi lançado então para trás caído no chão.

-Ridículo... Não conseguiu nem suportar um golpe de minhas Laminas Destruidoras Envenenadas. – O Algoz então se virou e caminhou calmamente em direção a saída. De repente começou a sentir uma dor lancinante nas costas, quando se virou percebeu que estava com uma faca nas costas. O mercenário estava de pé, em uma das mãos segurava uma pequena faca e um broquel na outra.

-O Veneno Mortal é poderoso, ele tem a incrível capacidade de tornar o ataque de quem o usa pelo menos quatro vezes mais forte quando colocado sobre as armas. E quando bebido por um Algoz, que são os únicos permitidos a ter esta capacidade, tem o efeito de acelerar seu metabolismo e deixa-lo mais veloz. Mas ele quando é exposto ao ar ele começa a se deteriorar muito rapidamente, e seu efeito dura apenas durante um minuto. Quando percebi que o efeito de seu veneno havia acabado resolvi atacar, mas infelizmente também percebi que não conseguiria acertar o meu ataque, então eu guardei meus katares e peguei este broquel e esta faca projetada para a defesa para diminuir o dano recebido. Eu posso não ser um Algoz ainda, mas você não esta lutando contra um principiante, seu aleatório.

-Maldito!!- Gritou o Algoz avançando contra o Mercenário.



O grupo corria pelos corredores do castelo, passavam por várias salas seguidas. Correram até chegar a uma enorme sala onde no centro dela, um Atirador de Elite arrumava a corda de seu arco.

-Ah! Já chegaram? Eu achava que aquele inútil do Venegur iria segura-los algum tempo, mas vejo que me enganei.

-Eu acho que agora sou eu. – Disse Feroz.

-Como?! – Exclamou Yukimura.

-O Giovani esta certo. A gente tem que impedir não é? Então vão em frente que deste aqui eu tomo conta.

-Você tem certeza Feroz? – Perguntou Roen.

-Vai logo e salva a garota mano!

-Já acabaram a conversa? Sinto muito dizer as vocês mas ninguém vai passar daqui! Tiro Preciso!! – A flecha voou veloz contra o grupo criando um enorme corredor de vento por onde ela passava. Master então estalou os dedos e uma enorme fumaça verde surgiu protegendo o grupo fazendo a flecha desfazer.

O grupo avançou correndo passando direto pelo Atirador de Elite sem dar atenção para ele deixando ele para lutar contra o Arruaceiro que sacava seu pequeno broquel e uma adaga e já avançava contra o adversário que lançava várias flechas.

Feroz ia se esquivando dos ataques com dificuldade e não conseguia chegar perto,o Atirador mantinha os ataques sem parar, o arruaceiro então desapareceu não deixando nenhum rastro. Sem pensar duas vezes o Atirador mandou seu falcão, mas o Arruaceiro não estava mais no mesmo lugar. Várias pedras foram então arremessadas contra o Atirador que foi pego de surpresa, uma das pedras acertou a cabeça dele e o deixou tonto. O Arruaceiro então se aproximou com um par de algemas e as prendeu nos pulsos seus e do Atirador. Com um movimento veloz o Atirador puxou a corda do arco até o maximo e deu gritou:

-Disparo Violento!! – A flecha saiu com força do arco, o Arruaceiro bloqueou o ataque com seu broquel, mas foi arremessado com força para trás arrebentando a corrente das algemas, logo ao cair o arruaceiro desapareceu novamente, mas desta vez foi revelado pelo o falcão e foi recebido com várias flechadas.- Como eu disse, o Venegur é um inútil não ache que a luta comigo vai ser fácil.

-Heh! Eu acho que isto vai ser mais divertido do que eu imaginava! – Disse o Arruaceiro sacando o uma adaga diferente. – Alias, o Druida Maligno de sua malha é bem útil.

-Como você sabe que eu estou usando um Druida Maligno?!

-Pensa um pouquinho ai enquanto eu te mando para Nifflhein!! – Falou Feroz correndo na direção do Atirador de Elite.



Yukimura, Master e Roen seguiam correndo pelo o castelo, apenas o barulho de seus passos que ecoavam por toda a parte era possível ouvir. Não demorou muito para que o grupo chegasse a uma outra sala, onde sentado em uma mesa, onde um enorme banquete estava servido, um homem comia ferozmente.O homem que parecia ser um Mestre-Ferreiro apenas olhou para eles e levantou grunhindo algo pegou seu enorme machado que jazia ao seu lado. Yukimura tomou a frente e disse:

-Vocês dois lutam melhor juntos. Vão logo...

O homem deixou que os dois passassem por ele e ficou fitando o cavaleiro dando uma ultima mordida na coxa de javali que ele comia, ele então limpou a comida que estava em sua enorme barba ruiva e falou:

-Vou quebrar todos seus ossos como se fossem feitos de vidro...seu verme imundo, Gilin ESMAGA!! – O homem avançou com violência arremessando a mesa com um golpe de seu machado contra o cavaleiro que se esquivou saltando para a direita e avançando contra o homem com sua espada de duas mãos em punho.

-Veremos... – Disse Yukimura enquanto golpeava o homem que bloqueou o golpe com a própria arma.

O Cavaleiro deu um enorme salto para traz e o homem avançou dando vários ataques que eram aparados pela a espada do cavaleiro. Yukimura então aplicou seu Impacto de Tyr e o homem fora jogado para traz com a força do golpe. Dando um enorme berro Gilin avançou contra o cavaleiro dando um golpe fora aparado. O homem então golpeou novamente este foi com tamanha força que o machado estava em chamas. A espada do cavaleiro então partiu em dois pedaços e com a força do golpe ele foi lançado para o canto da sala.

Yukimura se levantou com dificuldade com um filete de sangue escorrendo pelo o canto da boca. Pegou então o escudo que trazia nas costas, e jogou a lança contra o homem que recebeu o ataque diretamente no peito, mas o ataque se quer o arranhou. Mãos saíram da lança e agarraram ao Mestre-Ferreiro, um grande espírito começava a se formar em volta dele segurando-o e limitando seus movimentos.

-O que é isto?! – Berrou o homem.

-Isto se chama maldição, esta lança que eu acabei de jogar tem o espírito de quatro magnólias nela. Acho que as quatro não gostaram muito de você. – Falou o Cavaleiro pegando a lança que magicamente voltava as suas mãos e desembainhou a espada que trazia na cintura.

-WAAAAAAAAAAAAA!! – Gritou o homem correndo com dificuldade na direção do Cavaleiro.



Quando Master e Roen saíram da sala se deparam com um enorme corredor, não demorou muito e já estavam chegando perto do final dele. Master então parou e segurou o templário pelo o braço, quando o templário ia falar algo percebeu que lanças feitas de gelo haviam saído do chão. Um Ninja saltava caindo logo a frente de ambos.

-Bem, parece que eu é que vou ter que mata-los e ai quem vai ser o primeiro?

-Legal, você já sabe a peça Roen, você vai em frente e salva a garota enquanto eu dou uma neste cara. – Falou Master olhando para o amigo.

-Você da conta dele?

-De olhos fechados, com uma mão amarrada nas costas e sem uma perna. – Respondeu o Sacerdote. O templário deu um sorriso. – No Três você passa correndo.Um...

-Dois...

-Três... – O Sacerdote então lançou uma Luz Divina contra o Ninja que foi acertado no peito e Roen passou correndo. No momento que o Ninja se levantou o templário já estava longe e o Sacerdote pegava a maça que trazia na cintura.

O Ninja e o Sacerdote se encaravam. Master tinha um sorriso no rosto enquanto seu oponente mostrava uma feição de raiva.

-Por quê esta sorrindo? – Berrou o Ninja.

-Porquê eu sei que eu vou vencer. Você vai ser chato, mas eu vou vencer. – Falou Master enquanto lançava suas próprias bênçãos sobre si mesmo.

-Eu sou um Ninja de Elite, você nunca vai poder me derrotar, eu vi você no nosso ultimo embate, você agia como suporte. Você é um simples Sacerdote, seu poder ofensivo é zero. Como que vai derrotar sem me atacar?

-Você quer realmente ver?

-Eu Lerathian, O Garm! Irei mata-lo em honra ao meu lorde. – Fazendo vários movimentos com a mão, a pele do Ninja brilhou. Logo após deu um forte tapa no chão e vários espinhos de gelo saíram do chão logo abaixo do Sacerdote que deu um salto para traz.

-Legalzinho vocês ein?! Ficam falando de matar por seu lorde, e o Deviruch a quatro e nem ao menos devem saber pelo o que lutam. – Falou Master calmamente, enquanto corria avançando contra o Ninja.

-Você não pode imaginar o que o Galfariam fez por nós. – Lerathian lançava várias lanças que iam sendo evitadas pelo o Sacerdote que avançava contra ele.

-E você não pode imaginar o que ele fez para outras pessoas, e o que ele planeja de verdade.

-Não me importo, enquanto eu for forte eu não preciso me preocupar com nada. – Mais lanças foram lançadas contra Master, que se jogou para o lado para poder se esquivar das lanças

-Tolo! Esta sua fé em Galfariam será o motivo de sua queda. – Várias Luzes Divinas foram lançadas contra o Ninja que recebia os ataques diretamente. O Sacerdote se aproximou correndo e aplicou um ataque no oponente. A pele de Lerathian se desfez e ele apareceu mais a frente.

-Nunca vai superar o meu Trocar de Pele!! – O Ninja então sentiu uma tonteira, e cambaleou um pouco. – O que você fez comigo? Desgraçado...

-Esta maça que eu estou usando se chama Atordoador, e este em especial tem duas bebês selvagens para amplificar o seu efeito...-Começou o Sacerdote se aproximando aos poucos do Ninja que aos poucos se recuperava.- Não vou poder derrota-lo apenas usando a Luz Divina sem que tenha um Espiritualista me ajudando. Então a melhor opção é eu te tontear e atacar várias vezes seguidas, até seu Trocar de Pele cair e eu poder te acertar diretamente e poder causar algum dano maior. Mas como eu não fui treinado para esta função vai dar um pouco de dor de cabeça... Resumindo, é o que eu falei no inicio. Eu vou vencer, vai ser chato, mas eu vou vencer...



Roen prosseguia pelo o castelo, não faltava muito para que chegasse ao seu objetivo: A Sala do Empérium. Quando o templário finalmente chegou, viu Galfariam em pé no local onde era para se encontrar a pedra que é visada pelos guerreiros nos períodos de guerra. Ao lado do Arquimago, ajoelhada, se encontrava Pan amarrada. A garota tentou falar algo mas sua boca estava amordaçada e o Arquimago a trouxe para trás com um forte puxão nos cabelos. Uma longa escadaria separava Roen dos dois.

-Bem vindo Roen! Filho de Frans e Valéria Midnight!! – Proclamou Galfariam.

-Onde esta o meu irmão seu monstro!

-Seu irmão esta seguindo com o seu destino. E o seu.... é morrer aqui hoje!! – Gargalhou o Arquimago, o bastão dele começou a brilhar e ele bradou o nome de sua magia. – Nevasca!!

O vento frio começava a se formar em volta do templário. Várias pedras de gelo surgiram magicamente e foram lançadas contra o garoto. O Arquimago assistia a cena com um sorriso no rosto. O vento era tão frio que uma nevoa se formou e nada podia ser visto dentro da sua Nevasca. Mas algo o surpreendeu, um escudo voou de saindo do seu ataque, e o acertou fazendo que ele caísse. Do meio da nevasca Roen vinha correndo subindo a escadaria, sua armadura tinha um leve brilho azul.

-Você acha que eu não ia vir preparado?! – Bradou o Templário.

Quando se aproximou, Galfariam apontou para ele uma Gema Vermelha. E gritou:

-Petrificar!! – Novamente a armadura do Templário brilhou, desta vez um brilho escuro.

-Eu disse: “Você acha que eu não ia vir preparado?!”, GOLPE FULMINANTE!! – A espada do templário brilhou, e ele atacou ao Arquimago.

Roen
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[FanFic]Crônicas de um guerreiro Vol.4 - Advento Empty Capitulo 6

Mensagem  Roen em Sab Dez 28, 2013 5:25 pm

Capitulo VI - Queda
"Você nunca sabe que resultados virão de sua ação. Mas se você não fizer nada, não existirão resultados."
Mahatma Gandi

Musica do Capitulo - Left Behind - Slipknot
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A espada do Templário fez um enorme arco na direção do Arquimago. A fúria nos olhos do garoto era visível. Mal havia começado o combate e seu sangue guerreiro já tomava conta de seu ser. A espada então desceu, mas sua trajetória fora bloqueada por uma parede de cor púrpura produzida a tempo pelo o arcano.

-Trovão de Júpiter!! – Berrou Galfariam. Relâmpagos saíram das mãos do homem que formaram uma esfera que arremessou o garoto para os pés da escadaria. – E você acha que eu não estou preparado para alguém como você?

Roen se ergueu com dificuldade e fitou o seu oponente. Ele se mantinha de pé dentro de sua proteção. O garoto então cuspiu um pouco de sangue e berrou:

-Eu vim aqui para salvar a Pan, e você não vai me impedir. – O templário então arremessou seu escudo ao mesmo tempo em que corria na direção do Arquimago. O escudo acertou ao homem que caiu para fora da proteção. O garoto novamente tentou cravar sua espada no inimigo mas seu ataque foi bloqueado mais uma vez por outro Escudo Mágico feito pelo oponente.

-Pântano dos Mortos!! – Sussurrou o homem. O chão em volta começou a se transformar em um enorme pântano, Roen então começou a afundar no mesmo e andava com dificuldade. Galfariam se ergueu e caminhou calmamente na direção da Alquimista que observava a tudo. – Você é fraco Roen. Nunca será forte realmente enquanto tiver estas emoções. Irei deixar esta briga mais divertida. – O homem então espalmou as mãos apontou na direção da garota e começou a conjurar mais uma magia.

-O que?! Não faça isso!! – Vociferou o Templário. Enquanto tentava avançar pelo o pântano formado pelo Arquimago.

-Me agradeça Roen, eu irei livra-lo de sua humanidade. Você se tornará algo superior. Chuva....- Logo acima do Arquimago várias enormes bolas de fogo começaram a se formar- de... – As bolas começaram a tomar a forma de meteoros. - ...METEOROS!! - Os vários ataques começaram a cair em volta da garota que tentava se livrar desesperadamente das cordas que a prendia. Roen então fechou os olhos, não havia escolha, estendeu sua palma aberta na direção da Alquimista e começou a sussurrar uma pequena oração:

-Ó grande Pai! Daí a mim a força para proteger os justos, o milagre da vida será mantido enquanto seu servo permanecer de pé! Faça da minha carne a dos que sofrem, faça do meu peito a bainha das espadas que ferem os misericordiosos. O mal não triunfará enquanto houver o perdão, e os justos não pagarão enquanto estiverem sob a minha...REDENÇÂO!! – Um fino feixe azul saiu do peito do templário e se prendeu no corpo da Alquimista.Um grande meteoro foi em direção de Pan que fechou os olhos para não ver o seu triste fim.Mas o grande ataque não fez nem sequer um arranhão na garota.Ela então ouviu um berro, quando abriu os olhos percebeu que o dano do ataque fora totalmente passado diretamente para Roen. A dor que atravessava o corpo do garoto era dilacerante, mas o garoto permanecia firmemente de pé. – Não! Novamente, Não!! Ninguém que é importante para mim voltara a morrer enquanto eu estiver vivo!!

-Então eu te matarei de uma vez, verme insolente. – O Arquimago apontou seu cajado para o Templário, e várias Lanças de Fogo caíram, enquanto o garoto avançava em direção ao homem.




Os katares se cruzavam, a briga entre o Giovani e Venegur se estendia. O Algoz permanecia atacando com movimentos cada vez mais violentos, enquanto o Mercenário mantinha-se na defensiva evitando os ataques e atacando quando via alguma brecha. Os movimentos pareciam perfeitamente sincronizados, um observador não poderia distinguir quem levava a vantagem no combate.

Mais uma vez o Algoz embebeu as laminas de seus katares com veneno mortal e avançou contra o Mercenário, que bloqueou com seus katares revidando com um golpe no tórax. Giovani então recuou e arremessou várias facas envenenadas contra o oponente que avançava cada vez mais rápido evitando os ataques do garoto. Quando Venegur finalmente chegou perto do garoto, uma nevoa tóxica se espalhou pelo o ar ao mesmo tempo em que Giovani desaparecera no ar.

-O que foi?! Não vai me encarar de frente? Vai ficar se escondendo e me jogando estes brinquedos? – Berrava o Algoz no meio da nevoa enquanto tapava a boca. – Este seu veneno é brinquedo perto do que eu tenho aqui.

-Você fala demais!! – Dizia a voz de Giovani que parecia vir de toda a parte. – Nós mercenários somos guerreiros furtivos. Mas parece que alguém se esqueceu disto aqui. – Várias estacas feitas de pedra começaram a sair do chão e avançaram contra Venegur que se esquivava de todas com facilidade.

O que aconteceu naquele momento fora de tremenda velocidade que caso algum possível observador piscasse não saberia o que aconteceu. De entre os espinhos Giovani saltou na direção do Algoz atacando com suas Laminas Destruidoras, mas foi surpreendido pelo o mesmo ataque vindo de seu oponente, o movimento fora tão rápido que o Mercenário não teve tempo para pegar seu broquel e sua faca de combate. O ataque de Venegur acertou Giovani que foi arremedado contra uma parede e caiu fazendo um enorme baque. Em seu corpo era visível os vários cortes provocados pelo ataque. Sentiu a dor correr por todo o seu corpo. O oponente com um sorriso no rosto andava calmamente contra o garoto que se levantava com dificuldade.

-O que foi? Bati forte de mais? Me desculpe deixa eu te ajudar a levantar – Zombou, dando um chute nas costelas do Mercenário que caiu em posição fetal no chão. – Vamos!! Levante-se!! Você é um lixo!! – O homem virou o mercenário de frente com seu pé e começou a pisar várias vezes seguidas no peito dele. Sangue saia da boca de Giovani. O Algoz gargalhava com a cena e aproveitava cada momento daquela tortura.



Feroz esquivava com dificuldade dos ataques de seu oponente várias flechas já estavam cravadas em seu corpo, ao tempo que o oponente não havia se ferido quase nada. O Arruaceiro tentava evitar os ataques ao maximo, mas o falcão de seu oponente impedia que ele se escondesse.

O Atirador atacava incessantemente. A sala parecia ter sido alvejada por uma chuva de flechas. Os projéteis estavam cravados por todas as partes da sala. Feroz avançava na direção do Atirador tentando conter os ataques mas era uma tarefa difícil.

-Rajada de Flechas!! – Gritou Jeremy. Duas flechas foram disparadas contra Feroz que se esquivou por pouco.

-Rajada de Flechas!! – Revidou o Arruaceiro usando de seu Plágio para imitar a ação do oponente. Com um movimento rápido o Atirador evitou as flechas.

-O que foi vai ficar me imitando até quando? Achei que você seria um oponente mais... feroz?! – Disse atirando mais flechas.

Feroz se protegeu pulando atrás de uma das paredes.”Se continuar assim não vai dar...”, pensou o Arruaceiro retirando uma flecha de sua perna. Olhou para a própria adaga, e disse:

-É isto ai amiguinha, só temos mais uma chance... to confiando em você... – O arruaceiro saiu de seu esconderijo e avançou contra o seu oponente que atirava várias flechas contra ele...



O Mestre-Ferreiro desceu violentamente seu machado que estava coberto de chamas. O seu trajeto foi parado por um escudo que logo que recebeu o ataque se partiu em vários pedaços. Yukimura recuou e olhou para seu oponente. O grande homem que estava a sua frente havia vários cortes pelo o corpo, mas nada parecia lhe parar, nada parecia surtir efeito. Sua armadura já estava completamente destruída, sua Coroa de Líder não passava de pedaços no chão. A única coisa que restava era sua espada que se mantinha firme em sua mão. Seu corpo estava completamente cansado e ferido pelo o combate.

O homem mais uma vez avançou, a fúria era visível nos seus olhos. O Cavaleiro recuou mais uma vez. Cada ataque do homem fazia o corpo do garoto estremecer. Yukimura recuava cada vez com mais dificuldade, até que deu de costas com uma parede. O homem impiedosamente ergueu seu machado e atacou com um poderoso golpe vertical, o cavaleiro com habilidade deu um salto para o lado e o machado acabou acertando a parede e ficando preso. Aproveitando da brecha o cavaleiro aplicou mais um Impacto de Tyr contra o oponente que foi empurrado contra outra parede e caindo no chão. Quando o homem se levantou ele olhou firmemente nos olhos do garoto que estremeceu e avançou com as mãos nuas dando um soco na boca de Yukimura. O cavaleiro tentou atacar com sua espada, mas foi surpreendido por Gilin que tirou ela das mãos do cavaleiro segurando pela a lamina sem medo de cortar as mãos e a quebrou no próprio joelho.A espada agora não passava de vários fragmentos espalhados pelo o chão.

Yukimura serrou os punhos com hesitarão e avançou contra o oponente que se mostrava imponente sobre os fragmentos de seus equipamentos no chão.



O Sacerdote avançava contra o ninja, sua bata já estava completamente rasgada, era visível os ferimentos pelo o corpo do servo de Odin.

- O que foi? Você não ia me derrotar? Não era apenas questão de tempo? – Gargalhava o Ninja olhando para Master.

-Curar!! Curar!! – Ofegou o garoto – Já esta acabando... ou você acha que eu não percebi que você assim como eu já esta ficando sem energia? Mas eu... – Um enorme anjo apareceu sobre o Sacerdote. – me recupero no dobro da velocidade. Eu sou um Sacerdote, meu fluxo e controle mágico é infinitamente superior ao de um simples ninja. Lex Aeterna!! –Um anjo se transfigurou sobre Lerathian e espadas translúcidas caíram sobre o Ninja.

-Então você vai continuar lutando? Por que? Por que você luta?

-Porque o Roen é meu amigo e ele esta contando comigo. Nós sempre estivemos unidos desde o inicio e enfrentamos tudo, juntos.

-Há, neste momento seu amigo deve estar morto.

-Não ele não esta, ele luta por um motivo importante. E não vai ser um inimigo qualquer que vai parar ele.

Master então avançou contra o Ninja que a cada ataque que recebia continuava a se esquivar usando de sua habilidade.



-TROVÃO DE JUPITER!! – Roen fora lançado mais uma vez contra uma parede com um forte impacto. – O que foi? Vai desistir? Cadê toda aquela conversa de salvar sua amiga? – O templário já estava com o corpo cheio de queimaduras e machucados provocados pelos ataques do arcano. O Arquimago tinha a capacidade de chamar suas magias sem necessitar prepara-las e isto deixava o garoto em uma grande desvantagem. Ele se levantava mais uma vez, a proteção que ele havia posto sobre a alquimista se mantinha firme. E o arquimago se aproveitava da situação atacando a garota várias vezes para atingir o templário.

-Eu vou te derrotar...nada me impedira meu objetivo* ...Eu vou salvar a Pan e vou resgatar meu irmão... – O garoto levantou com dificuldade, e estava se esforçando para ficar de pé.

-Eu acabarei com isto de uma vez por todas...- Galfariam ergueu suas mãos e destruiu o teto da construção com mais um Trovão de Júpiter mostrando um céu limpo. – Vocês caíram sobre o meu ataque... Veja este céu, olhe que beleza. Esta é a maior criação dos deuses, este imenso céu azul. E será ele que irá mata-los. – As nuvens começaram a escurecer o vento forte começou a soprar.O templário correu para o lado da alquimista e a abraçou para protege-la do que vinha enquanto observava para o céu que parecia ser controlado pelo homem –, MORRA, ROEN!!** IRA DE THOR!!

O Barulho de um enorme trovão ecoou por toda a cidade de Al de Baram, todos que estavam na cidade pararam para olhar o enorme clarão que vinha da direção do feudo. Todos que estavam dentro do castelo se assustaram e ficaram paralisados de medo.

As gargalhadas do Arquimago ecoavam por todo o local, enquanto os raios caiam incessantemente. Era possível de ouvir um enorme grito de dor que saia da tempestade.




*Referencia a “Nanico Britador” um dos personagens mais engraçados do “Pica-Pau” clássico.

** Referencia a “Saga” dos “Cavaleiros do Zodíaco” um dos meus vilões preferidos de um dos meus animes preferidos

Roen
O.V
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[FanFic]Crônicas de um guerreiro Vol.4 - Advento Empty Capitulo Final

Mensagem  Roen em Sab Dez 28, 2013 5:25 pm

Capitulo Final - Reviravolta
"Grandes espíritos sempre enfrentam violenta oposição de mentes medíocres" Albert Einstein

Musica do Capitulo: Colide - Skillet
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O barulho ecoava por todo o castelo, Venegur olhava espantado para o lado de onde vinha aquele enorme estrondo. Estava tão distraído que não percebeu que o mercenário agarrava sua perna. Com um forte puxão Giovani derrubou seu oponente no chão. O Algoz bateu com a cabeça no chão e levantou xingando, o Mercenário que acabava de desaparecer.

-Você se gaba de seu Veneno Mortal e de sua enorme força. Mas você não passa de uma criança chorosa. Você é uma vergonha para todos os Mercenários e Algozes. – A voz de Giovani ecoava por todo o salão, era como se um fantasma estivesse falando naquele momento. A entonação que ele tinha em suas palavras poderia deixar qualquer um com os cabelos brancos.

-O que? Você é um lixo! E não consegue admitir sua derrota. Venha aqui para eu poder te matar de uma vez. – Esbravejou Venegur.

Vários espinhos saíram do chão mais uma vez, mas desta vez diferente dos que haviam saído antes estes eram feitos de gelo o Algoz tentou se esquivar deles mas foi atingido em cheio e acabou sendo congelado em uma enorme pedra de gelo. Giovani então saiu de seu esconderijo e caminhou lentamente em direção ao seu oponente em sua mão trazia um pergaminho. Quando o abriu várias faíscas começaram a saltitar em seus katares.

-Você – começou o mercenário – não sabe do potencial de suas habilidades mais básicas. Você é como uma grande parte dos Algozes que acham que tudo se baseia no Veneno Mortal e nas Laminas Destruidoras. Acho que você nem sabia que se você porta uma Flecha Congelante a sua Tocaia pode congelar seu oponente. Interessante né? Como algo tão simples assim pode ter um efeito tão devastador, mas agora isto não importa, porque eu vou te matar agora.

O mercenário tomou a postura do seu ataque mais forte. Olhou firme para os olhos de desespero do Algoz que estava preso no gelo. As katares as faíscas que saltavam dos katares soltavam um barulho amedrontador. Giovani avançou, aplicou oito golpes perfeitamente sincronizados. O primeiro cortou fora a mão direita do Algoz, o segundo cortou o braço esquerdo. Logo em seguida outros cinco golpes avançaram sequencialmente contra o coração, barriga, pescoço e pulmões terminando com um ultimo golpe que atravessou o crânio de Venegur. O sangue do Algoz agora banhava os katares do garoto que olhou para o corpo inerte do oponente jogado no chão e disse:

-Isto é algo mais forte que qualquer veneno mortal. Isto se chama habilidade.

O garoto então caiu no chão sentado, ofegando e tirou do bolso um pequeno frasco com um liquido branco e deu um longo gole. Tomou um pouco de ar e avançou com dificuldade pelo o castelo pensando “espero que não seja tarde de mais”



Feroz avançava contra seu oponente, na sua mão trazia uma adaga que tinha os dois gumes divididos por uma pequena fenda. Jeremy lançou sua Rajada de Flechas contra o garoto que se esquivou fazendo um rápido movimento lateral e avançando contra o oponente. O Atirador tentou se esquivar, mas o ataque do Arruaceiro não visava acertar ao homem.
Com uma forte apunhalada Feroz prendeu o arco entre a fenda da sua adaga. Um sorriso estava estampado no rosto do garoto quando o arco se partiu em dois.

-Confinamento!! – Gritou Feroz enquanto tirava um par de algemas, prendendo a sua mão esquerda a mão direita do oponente. – Agora, a gente vai brincar de porradinha!!

O Atirador de Elite avançou com um cruzado de canhota que o Arruaceiro se esquivou sem dificuldades. Com este movimento Jeremy deixou as costas desprotegidas e sacando uma outra adaga o Arruaceiro rasgou a malha do Atirador de Elite de cima para baixo, os pedaços da roupa caíram no chão enquanto o homem fazia uma cara de horror.

Sem conter a raiva o homem avançou com um gancho contra o garoto que deixou ser atingindo, aos poucos o corpo do homem começou a se tornar pedra. Feroz então retirou as algemas e olhou aquela situação com um sorriso no rosto.

-Agora descobriu, como eu sabia que você usava uma Druida Maligna? Estou com uma carta Moldura Maldita equipada em meu casaco. Ela é bastante útil para lutar contra pessoas que atacam rápido... Logo foi bem útil para lutar contra você, só que não esperava que você usasse uma Druida... E você não ia deixar eu me aproxima com este maldito arco, então tive que usar minhas adagas preferidas a Destruidora de Espadas e a Destruidora de Malhas. Mas a Adaga que vai acabar vai ser esta aqui. – Falou o Arruaceiro enquanto sacava outra adaga e abria um pergaminho que fez a adaga ficar em chamas. O garoto então foi até as costas do homem.

– Foi divertida a luta, mas... Apunhalar!! – Feroz cravou a adaga que estava em chamas no pescoço da estatua que desmontou e caiu no chão em vários pedaços. O arruaceiro deu um sorriso quando percebeu que alguém batia palmas atrás dele.

-Do jeito que eu te ensinei não é? – Falava Giovani.

-Exatamente!! – Exclamou Feroz coçando o nariz.



Yukimura recebia vários socos seguidos do Mestre-Ferreiro. Cada vez mais os socos doíam. Ele não ia durar mais era um milagre esta ainda de pé. O Cavaleiro tentava revidar mas era sempre surpreendido pelo o homem. Com um soco direto Yukimura caiu no chão apoiado na parede ofegando. O homem então deu um berro e levantou os braços como se houvesse alguma platéia ali para aplaudi-lo. Com dificuldade o garoto respirava, sua visão estava embaçada. Olhou então para o machado do homem que estava preso na parede e imaginou como seu oponente era forte. Um lampejo então veio a cabeça do Cavaleiro que rastejou até o enorme machado sem que seu oponente, que estava comemorando a vitória, percebesse.

Quando o Cavaleiro se levantou para pegar o machado, Gilin percebeu que ele ainda estava de pé e avançou contra ele. Em desespero Yukimura agarrou a arma com as duas mãos, apoiando um pé na parede ele puxou com todas as forças que lhe restavam. Quando o homem se aproximou o machado se soltou e o garoto sem pensar duas vezes avançou contra-atacando com o machado que acabou cortando fora o braço do homem. Yukimura tomado por uma fúria momentânea começou a atacar com vários e vários ataques o homem com o machado.Todo o mundo para o cavaleiro havia se tornado vermelho, não existia nada alem da fúria ele atacava cada vez mais violentamente. Cada golpe cortava uma parte do corpo do homem. Quando ele terminou no chão restava apenas uma massa disforme, o sangue do homem estava por todo lugar.

O cavaleiro ofegava quando caiu no chão seu corpo estava cheio de ferimentos e ele estava muito cansado, “Você só me mete em furada Roen”, pensou ele antes de sua visão se turvar. Antes de desmaiar ele viu duas figuras correndo na direção dele e então tudo se tornou escuro.



O Ninja lançou suas lanças mais uma vez contra o Sacerdote. Aquela luta já durava muito tempo e Master já estava exaurido. Aquela ia ser sua ultima investida contra o Ninja. O Sacerdote correu na direção de Lerathian e acertou ele novamente com a maça, mas novamente o Ninja saltou para trás deixando apenas pele para trás.

- O que foi? Não vai me derrotar? – Zombou Lerathian.

-Vou te derrotar agora!! - O Sacerdote avançou contra o Ninja atacando com sua maça novamente, e mais uma vez ele saltou para trás só que desta vez ele bateu com as costas contra uma parede. Quando ele havia percebido isto já era tarde de mais, Master já estava colado a ele. Com um forte ataque o Lerathian ficou tonto. A proteção do Ninja acabava de cair. A cada momento que ele retornava a si ficava novamente tonto pelos ataques do Sacerdote, que com o auxilio de seu próprio Imposito Manus conseguia bater mais forte que normalmente conseguiria. Com uma forte pancada no braço direito Master quebrou o braço do oponente. Com outras três quebrou em três partes o braço esquerdo, os ataques seguintes visaram as pernas e por ultimo finalizou com um ataque no crânio, o Lerathian então caiu inerte no chão sem poder fazer qualquer movimento.

-Coitado... era apenas uma marionete... mas que coisa... ele me deixou mais cansado do que eu posso imaginar... – O Sacerdote então sentou um pouco encostado em uma parede e puxou um pequeno frasco com um liquido azul. Neste momento Feroz e Giovani apareciam trazendo Yukimura inconsciente.

-A vida ta boa aqui, ein? – Brincou Feroz observando o Sacerdote sentado.

-Cure ele rápido!! – Falou Giovani

-Eu estou cansado, preciso de um tempo para isto...Vocês estão bem?

-Sim, mas e o Roen?

-Ele foi esta lutando contra Galfariam agora, temos que ir lá rápido. – Falou Master enquanto tomava um ultimo gole do liquido. Se aproximou de Yukimura e começou a curar ao cavaleiro que despertava aos poucos. – Sinto que algo esta acontecendo...

-Vamos em frente então...




O ultimo raio acabava de cair, o Arquimago sorria. A Alquimista estava sem um arranhão se quer, mas Roen estava caido cheio de ferimentos ao lado dela. O templário tinha queimaduras por todo o corpo. Galfariam se aproximou sorrindo, do corpo do templário e pisou no peito dele dizendo:

-Acabou Roen, você perdeu. Neste momento todos seus amigos devem ter sido derrotados pelos meus subordinados. Você não pode me derrotar, você é um fracassado completo.

O Arquimago então deu as costas para o templário e foi em direção de Pan, que chorava copiosamente, o homem estava com o bastão apontado na direção dela e uma enorme esfera elétrica começava a se formar.

-Agora, é a sua vez... Trovão de... – Neste momento Galfariam foi agarrado por trás. Roen totalmente ferido segurava o Arquimago passando os braços por debaixo dos braços de Galfariam.

-Faço de suas palavras as minhas,“Agora, é a sua vez”. – Ofegou Roen com um sorriso no rosto.

-O que você pensa em fazer? Você esta acabado! Não tem nada que você possa fazer neste momento.

-Não?! Pense melhor...

-Não! Você não vai pode... Você vai acabar matando a nós dois!!

-Se for para livrar o mundo de uma pessoa como você, vai valer a pena!! – Uma enorme Cruz totalmente feita de Luz se formou embaixo dos dois. Roen olhou para Pan e deu um sorriso. Com firmeza na voz o templário gritou: CRUX MAGNUM!!

O brilho do ataque do templário iluminou todo o recinto. Galfariam e Roen gritavam de dor naquele momento. A dor tomava a conta de todo o corpo do Templário, sentia cada traço de suas energias se desfazendo naquele momento. Quando o ataque se dissipou Roen ainda segurava a Galfariam. O Arquimago estava fraco seu olhar era de raiva e ódio. O homem então cospiu um pouco de sangue e o garoto zombou:

-Vamos para o segundo round Galfariam?

-M-Mald-dito...

-CRUX MAGNUM!!

Mais uma vez a Cruz se formou e o brilho tomou conta da sala. O segundo ataque feria cada vez mais aos dois. Galfariam sentia sua carne se desprender de seus ossos, seus olhos estavam a ponto de saltar das órbitas, seu corpo sentia cada parcela daquela dor, era como se algo o queimasse por dentro e por fora. Quando o ataque se dissipou novamente, Roen soltou o Arquimago que caiu no chão, o corpo do homem estava totalmente inerte e sem vida. O garoto deu um sorriso e caiu ao lado de seu oponente.

Pan tentava se soltar das cordas que a prendiam. Estava preocupada com o garoto, ele havia batalhado, viu cada momento em que ele a protegeu recebendo os ataques que iam nela para si próprio. Tentava de toda a maneira chegar perto dele, até que sentiu que as cordas que a prendiam foram cortadas. Ela olhou para trás e viu um Mercenário que cortava as cordas.Um Sacerdote estava do lado do Templário, o Sacerdote segurava uma gema azul e a Alquimista sabia o que isto significava. Sem ao menos agradecer ao seu libertador ela correu para o lado do Templário que estava caído. Quando Master terminou sua oração, Roen permanecia da mesma forma. A garota chorava com o garoto em seus braços.

Todos no momento abaixaram suas cabeças de maneira solene. Os olhos de Master lacrimejavam. Yukimura fechou os punhos firmemente e fechou os olhos. Giovani apenas fechou os olhos enquanto apoiava a cabeça em uma das mãos. Feroz fitava o chão como se ele fosse a coisa mais interessante do mundo.
Pan agarrada ao corpo de Roen chorava copiosamente, aos poucos os olhos do templário começaram a se abrir. A visão do garoto estava totalmente embaçada.

-Isto dói... – Exclamou o garoto para espanto de todos. Master deu um sorriso e bateu com um leve tapa na cabeça do amigo. Yukimura e Feroz deram gritos de felicidade. Giovani apenas deu um sorriso de canto de rosto.

-Você esta vivo!! – Gritou a Alquimista que abraçou o templário que acabava de sentar.

-Já disse isto machuca... – Exclamou o garoto novamente dando um sorrisinho.

-Seu medíocre – Falou a Alquimista dando pequenos “soquinhos” no peito do templário – nunca mais me da um susto desses.

-E onde é que entra o clima? – Brincou Roen sorrindo – Ai! Isto dói...

Todos sorriram. Mas o momento foi interrompido por uma alta gargalhada. Quando todos se viraram viram Galfariam estirado no chão gargalhando.

-Vocês acham que venceram? Todos os itens já estão na posse do nosso senhor. Senty se tornara o general de nossos exércitos e ninguém impedirá isto!!

Roen se levantou com dificuldade e andou até o lado do corpo de seu oponente. Era a primeira vez que via o homem daquela maneira e acabou sentindo pena dele.

-O que você esta falando?

-Estou falando que esta vitória foi nossa... – O homem então gargalhou por um momento.Logo em seguida o homem teve uma convulsão e então o corpo dele ficou totalmente inerte, seus olhos estavam abertos e ele parecia fitar o céu uma ultima vez.

-O que aconteceu com ele? – Falou a Alquimista com medo

Master se aproximou pegou no pulso do homem e viu que não tinha o menor sinal de vida.

-Ele esta morto... – Explicou o Sacerdote que fechou os olhos do homem.

-O que você acha que ele dizia, Roen? – Perguntou Yukimura.

-Eu não sei... mas não importa o que seja nós impediremos. – Respondeu o Templário se levantando. Roen abraçou a Alquimista e olhou uma vez para o céu. -Agora eu entendo o que ele queria dizer...vamos? Acho que nosso trabalho esta terminado por aqui...

Todos concordaram, e saíram silenciosamente. Feroz e Giovani voltaram para Morroc para reportar o acontecido a guilda dos mercenários. Yukimura foi para sua casa em Prontera pois tinha alguém que o esperava. Master voltou para Prontera para buscar a Lif da Alquimista. Enquanto Roen e Pan ficaram em Al de Baram, o sol se punha no horizonte formando um incrível espetáculo de cores. Os dois observaram aquele espetáculo único que curava suas almas e seus corações.


FIM

Epílogo

Senty estava sentado em uma enorme sala muito bem mobiliada, vários quadros decoravam o local. O Cavaleiro apreciava de uma refeição solitariamente. Um ferreiro adentrou na sala de cabeça baixa e esperou a ordem do cavaleiro.

-Pode falar.

-Os artefatos do castelo já estão em nosso domínio...

-Ótimo.

-Mas Galfariam e os outros estão mortos.

-Tudo bem, pode se retirar. – Ordenou o cavaleiro, que continuou a comer.

Uma voz ecoou na mente de Senty, a voz era terrível e poderia por medo na mente de qualquer um. O Cavaleiro percebeu que dois olhos vermelhos saltavam da figura de um monstro de um quadro.

-POR QUÊ VOCÊ NÃO MATOU O TEMPLÁRIO QUANDO TEVE CHANCE? – Disse a voz

-Eu quero esperar o momento certo...

-A MORTE DELE É IMPORTANTE PARA NÓS!!

-Não se preocupe, logo Roen morrerá... não se preocupe mestre, o sacrifício de Galfariam era útil para nós.

-ESPERO QUE VOCÊ FAÇA O QUE PROMETE HUMANO!!

-Não se preocupe. Tudo esta correndo conforme os planos. -A voz então se desfez da mente do Cavaleiro que tinha um sorriso no rosto. – Tudo esta correndo conforme os planos...

Roen
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