[Fanfic] Crônicas Valkyricas - Jeff Valk Kemaryus

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Mensagem  kemaryus em Sab Dez 28, 2013 7:19 am

[size=200]Crônicas Valkyricas[/size]
[size=150]Jeff Valk Kemaryus[/size]

[size=85]Autor: "Kemaryus" - Jeferson S. de Paula[/size]


Nota do Autor: Esta fanfic relatará em 1ª pessoa todo o evento que se passou durante o Treinamento de Kemaryus no Valhala, onde adquiriu os poderes de Professor, será uma fic longa e chata cheias de monólogos a lá "Evangelion". Mesmo assim se alguém ler, gostaria que comentassem dando opiniões e dicas. Obrigado pessoal e vamos a fic:


Curiosidades:
Spoiler:
Nomes dos Capitulos:
- Mein Kampt: Em alemão significa "Minha Luta/batalha".

- The last walk of Kemaryus: É uma citação a passagem do "O Senhor dos Anéis - As duas Torres", onde Barbarvore convoca os entes para a Ultima marcha com destino a vingança sobre Isengard.

- Réquiem: Significa, uma canção fúnebre, geralmente usada em velórios.

- Canon In D: É uma passagem de uma obra Sinfônica de Johann Pachelbel

Valquírias e Nornas: Skuld é uma das Nornas, porem também exerce função de uma valquiria, seu nome aparece nos Poemas Nórdicos Völuspá e Nafnaþulur.


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Capitulo I – Mein Kampt.



Sempre pensei no porque em ter me tornado sábio, não foi algo que nasci com o dom, pois até onde sei, meu pai foi um grande Lorde, minha mãe, bem não sei muita coisa sobre ela, então não posso falar que ela tenha sido uma Maga ou não. Por isso, genética não explica a magia que corre em minhas veias.
O que me importa é que me tornei Sábio, uma profissão difícil, algo que envolve estudo e constante aprendizado e isso ao longo dos anos se tornou uma verdade.

Me formei, como todos o fazem, me casei e tivemos uma filha, uma linda garota, puxou a mãe é claro. Minha família é feliz e completa, como toda há de ser, afinal conceitos de felicidade e alegria são relativos e completamente subjetivos.

Mas na vida, nessa vida, existe coisas importantes, a família e o amor são, mas lembre-se só é possível amar seus familiares se existir um mundo para habitar. Então entramos em algo mais complexo, que é do qual eu faço parte. O Mundo nem sempre foi como o vemos hoje, já foi escuro, envolto em trevas e vazio, não existia Ordem tão pouco Caos, pois não existia qualquer conceito sobre os mesmo. Então algo aconteceu, um ápice de criação e eventos, poder e derrota e o mundo se fez, assim como o homem surgindo do nada, posso me adiantar e conversar sobre as Teorias da Criação ou as Religiões que julga saber sobre o Surgimento, porem isso também é subjetivo e cada ser tem seu ponto de vista, não seria eu um sábio se não soubesse disso.

O fato é que fomos criado e desde a criação existiu uma profecia. O Dia do Ragnarok, ou o Crepúsculo dos Deuses. Não importa quantas vezes isso já tenham dito a você ou a sua família, sempre existe pessoas que vão discordar ou não, nós somos agraciados pois nossos deuses são presentes em nossa existência e se fazem de professores, nos ensinando artes como a Guerra, Criação, Conhecimento e até mesmo Historia de nossa existência. E essa historias dizem que o mesmo que levou a existirmos nos levará a deixar de existir.

Oque um jovem Sábio como eu tem haver com isso?

Já Faz algum tempo, mas eu estava fazendo minhas pesquisas próximo a Juno em um dos Campus da universidade, sai para respirar um pouco do ar puro do Planalto de El Mês, caminhei durante alguns minutos e então, bem, então minha vida mudou. Recebi então a primeira visita de minha tutora, uma Valquíria acompanhada por mais Oito. Não vou mencionar seus nomes pois isso é de fato um segredo do qual não foi cabível a mim revelar, mas o fato importante é que nesse dia meus olhos se abriram para todas as coisas a minha volta, e vi mais longe do que jamais vi, da mesma forma entendi mais coisas naqueles instantes do que em toda minha formação acadêmica. Então assim foi o inicio da Ordem das Valquírias.

O Equilíbrio, essa é minha missão, zelar, cuidar, manter e medir. Através de ações no mundo, cuidar para que as forças que são opostas não iniciem uma guerra e fazer com que coexistam, mesmo que não seja pacificamente. Sem a Ordem o mundo não existe, porem sem o Caos não há evolução, esses dois fatores são cruciais no mundo. Se não houver equilíbrio, as forças começarão a levantar-se uma sobre a outra e inicia-se um briga na balança da Realidade onde cada qual, ordem e caos, tentará subjugar a outra, e cada vez mais uma medida maior tentará pesar para sí o lado dessa balança. Em tese, seria o mesmo que comparar, por exemplo, uma Guerra entre dois países onde cada qual começa a atacar um uma arma cada vez mais forte afim de vencer o inimigo, então logo ambos países estarão em perigo pois suas armas darão lugar a bombas e após uma bomba é feita, uma maior será fabricada. assim o próprio Mundo será destruído e se fará em ruínas.


Minha luta por esse mundo e sob esta visão não foi fácil, mas nunca em momento algum estive sozinho, os companheiros de Clã, amigos valorosos sempre estiveram nessa campanha para o bem da existência, seus atos nobres e sua coragem são o escudo e a espada da Ordem. Lembro-me agora porem daqueles, que embora não sejam Valkyricos, mas tem em seu coração o entendimento sobre a responsabilidade que a Ordem tem em cuidar do mundo, assim devotam seu tempo, esforço e vida para ajudar em muitas das perigosas missões.

Sou grato a todos e é por eles que luto para ter a arma que zelará pelo Equilíbrio do mundo, o "Conhecimento". Desde modo, sou Esposo, Pai, Sábio, Reitor e Amigo, e este é o relato de minha experiências vividas após meu desaparecimento.

Fim cap. 1

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Mensagem  kemaryus em Sab Dez 28, 2013 7:21 am

Capitulo II – “The Last Walk of Kemaryus”

[size=150]E[/size]ra cinco horas da manhã, Juno é sempre fria a noite, porem abrir a janela e ver o nascer do sol é algo que não se pode negar a si mesmo. Minha casa não é enorme, tão pouco é rica, é simples, modesta em seus moveis e em seu tamanho, comprei tudo o que o dinheiro pode comprar, claro, tudo o que o salário de Pesquisador Oficial de Juno poderia me proporcionar, O Clã não me gera renda, muito pelo contrario, muitas são as vezes que me traz gastos, mas isso é outro assunto.

[size=150]L[/size]embro-me de caminhar pela casa, já vestido, olhar a mobília e as fotos, sentia-me angustiado, confuso, não sabia ao certo o que me esperava, afinal isso vai ser muito doloroso principalmente para mim. Caminhei até o quarto de minha filha, ela dormia profundamente, é meu tesouro e se busco um futuro melhor para a raça humana é com certeza por causa dela. Chego perto de sua cama e a pego para dar um abraço, a garotinha em meio ao sono e os sonhos resmunga algo e corresponde ao abraço.

“ - Te amo filha!” - É só oque consigo dizer, não quero me prender muito, pois poderá ser ainda mais difícil.

[size=150]A[/size] deito novamente em sua cama, tão pequena e frágil como toda criança, mas para esse pai coruja, ela é especial, a deixo terminar de dormir seu sono inocente. Volto a caminhar pela casa, vou até o meu quarto andando calmamente e olho para dentro, na cama, deitada entre as cobertas e edredons, minha esposa. A admiro dormir, fico próximo a porta apenas observando enquanto a minha mente voa, voa rumo ao passado, afinal quantas coisas já passamos juntos, desde a época que eu a conheci, quando ainda era um simples Mago tentando desesperadamente entrar na Universidade de Juno, foram muitas batalhas juntos, viagens e caminhadas longas, já enfrenamos muitos perigos também, afinal Rune-Midgard é cheia deles. Nas ultimas semanas Anne me proporcionou o mais pesados dos treinamentos que já tive, tenho dores no corpo mesmo hoje depois de dias, mas foi bom, pois resultou na elevação do meu poder ao máximo que um sábio poderia chegar e finalizando meu aprendizado como Sábio. Graças a ela hoje tenho uma aura de sabedoria.

Anne é uma companheira para toda a vida isso é inegável, mas isso me deixa triste, pois minha vida, mesmo tão jovem, está preste a acabar.
Entro no quarto e vou até ela, a acordo com um toque em sua face:

“ - já vai?” - Ela me pergunta com uma voz meiga e fazendo carinho em meu rosto. Suas mãos são quentes e isso me faz corar.

[size=150]M[/size]al sabe ela que esse “já vai” foi muito estudado, pensado e analisado cada possibilidade, não tem jeito, a única coisa que posso fazer é assumir o compromisso que me foi imposto quando recebi a Valquíria pela primeira vez. Uma hora chegaria em que eu deveria abrir mão de tudo e então seguir adiante.

“ - Sim, tenho que ir, já estou atrasado.” - O atraso é proposital, durante esse tempo todo estive reunindo forças para abrir a porta dessa casa e caminhar.

[size=150]U[/size]m beijo, um abraço, são os ultimo que recebo, nunca mais sentirei esse calor, que passa do corpo dela para o meu e abriga-se em meu coração. Nunca mais verei esses olhos como eu os vejo agora. Mudarei, não serei eu mesmo de novo, embora isso tudo seja para salvar nossa existência, o que mais me preocupa é se com um coração novo, ainda a amarei?

[size=150]N[/size]ão há mais nada a dizer, o adeus teve que ser em silencio, foi dito que seria algo secreto e não poderia falar para ninguém. Quanto tempo ficarei fora? Me disseram que serão dias, semanas talvez ou até mesmo um mês. Isso me faz perguntar, sentirão minha falta? Ela sentira saudades? Minha filha perguntará sobre seu pai? Oque dirão?

“ Chega!” - Grito para mim mesmo em pensamento. Não posso ficar pensando nisso, já sou um homem morto, tenho que abandonar todas as minhas ligações com este mundo.

[size=150]N[/size]ão há bagagem a ser levada, apenas minhas roupas, sob a desculpa de ir ver algo importante para a “Ordem das Valquírias” irei a Geffen, e então não serei mais visto, só espero que quem regresse, seja ao menos tão carinhoso, devoto e amigo como eu fui.

[size=150]A[/size]bro a porta para sair de minha casa, o vento empurra meus cabelos brancos e desarrumados, tomando folego o ar frio enche meus pulmões, o primeiro passo é o mais difícil, deixando para traz, Família, amigos, responsabilidades, vou iniciar a ultima viajem neste mundo, sob a lua que desaparece no horizonte, a ultima caminhada de Kemaryus.

fim cap. II


OFF

Obrigado os comentário pessoal, não achei que alguém em sã consciência fosse ler. =)


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Mensagem  kemaryus em Sab Dez 28, 2013 7:21 am

Capitulo III – Réquiem



[size=150]N[/size]ascer, crescer, viver e então morrer, tudo é um ciclo interminável e insubstituível na natureza, todos os dias nascem seres novos, pessoas, animais, monstros e até mesmo as emoções. Solidão, medo, amor, devoção, raiva, orgulho, alegria e tristeza. Para cada parte de nossa vida, sempre há uma emoção nascendo e outra morrendo, somos feitos de emoções, elementos de nossa natureza.

Lembro-me que medo e tristeza eram o que eu sentia quando cheguei a Geffen, a Cidade era pequena, mas com um enorme significado em minha vida, ali cresci, estudei e tive minha formação antes de partir para o mundo.

[size=150]N[/size]as ruas, arruaceiros iam para suas casas dormir após uma longa noite de bebida, baderna e diversão, mercadores iniciavam suas lutas diária, gritando os preços e ofertas de suas lojas, jovens magos iniciavam seu treino. Enquanto atravesso a cidade, vejo muitos rostos felizes e sorridentes, mas minha expressão não tem motivos para estar contente.

“ - Me dá um zeny tio?” - O jovem aprendiz me indaga sobre dinheiro e diz querer qualquer valor pois “já ajudaria”. Não sou burro, já vivi o suficiente para ver isso de perto, é comum nas cidades, você retira sua sacola de Moedas e em seguida é assaltado, costumam aplicar esse golpe com frequência, por mais esperto que você seja, eles levam tudo o que estiver ao alcance de suas mãos, posso estar sendo injusto e esta criança pode estar falando a verdade, mas isso é um risco, e analisando minha situação, embora não tenha muita coisa comigo, não seria legal ser enganado.

“ - Não tenho nada, com licença!” - Saio, me desvio, embora o Aprendiz volte a pedir de novo, simplesmente fingir que não estou ouvindo é minha única opção, afinal não tenho itens para jogar, que ele que possa vender, e ter o dinheiro que tanto precisa.

[size=150]I[/size]sso é crescer, aprendi que nem todos que precisam de ajuda, devem ser lhe dada ajuda. A Sociedade é cercada de regras e normas, capazes de moldar um ser humano mesmo em sua complexidade natural em pensar e existir. Mas na prática sempre existem alguém que vai contra o pensamento coletivo e passa a pensar em si próprio, assim quebram as regras, leis e transgridem tudo o que foi imposto a sua mente por anos de criação e educação.

Sociedade, pensar nisso enquanto caminho rumo a minha morte, isso não faz o menor sentido, sempre fui assim, minha mente vaga por caminhos próprios. É mais rápido do que eu posso controlar.

Mais rostos felizes passam por mim.“Fui feliz?”pergunto agora com o coração bem mais aflito, Fui feliz, não posso negar. O que me espera depois da morte?

Chego ao mirante, a cidade e todo o lado a Oeste é facilmente visto lá de cima. Um vento fraco e fresco sopra fazendo a grama a minha volta ondular. Há um cheiro de flores e ar puro, será agora, deixarei de existir.

“ - Está atrasado Kemaryus!” - Hrist já me esperava, representada hoje por uma Jovem com longos cabelos dourados. Eu não podia ver suas asas. A muito elas veem a Midgard, sob um disfarce para evitar contatos desnecessários.

“ Me perdoe.” - Minha frase sai fraca e cheia de angustia, agora seria o momento em que ela me mataria e levaria minha alma para Asgard?

Mais duas Jovens chegam, vestidas de roupas simples, igual a qualquer mulher no reino, são no total três mulheres, sendo uma delas uma criança, suas expressões são misteriosas e não parecem demonstrar o que farão.

“ - Vamos Kemaryus a passagem está aberta.” - Hrist acena para as outras. Em instantes como um véu que cobria os meus olhos, toda a gloria e magnitude são revelada a minha frente. Com armaduras reluzentes que emitem um brilho ofuscante Hrist, Skuld e Sigrdrifa são as Valquírias que até então estavam sob disfarces Humanos, suas asas como de Cisne preenche todo o lugar, por alguns instantes tive que fechar meus olhos devido ao intenso brilho.

O Medo invadiu profundamente minha alma e senti que era chegada a hora, onde meus sonhos, vida, amor, futuro, onde tudo seria então finalizado e consumido com o sangue que iria secar em minhas veias e com o ultimo suspiro que daria.

[size=150]A[/size]joelhe-me, abaixei minha cabeça e esperei o golpe, certamente depois disso, as valquírias levariam minha alma consigo. Pensei em tudo o que vivi, em menos de um milésimo de segundo lembrei da cada coisa que passei e já fiz, boas e ruins, mesmo aquelas lembranças que não estavam mais em minha mente, veio-me a memória. Esposa, Filha, Amigos, Clã, todos jamais os verei de novo, quem voltará não será mais eu, mas sim alguém novo e mudado. Desejei do fundo do meu coração que o “eu” que voltar não seja duro, agressivo, mal e indigno de viver a vida que eu vivi. Desejei ainda dar um ultimo beijo em minha esposa, o ultimo beijo em minha filha, o ultimo abraço em meus amigos e então fechei meus olhos e aguardei os últimos e mais longos segundos de minha vida.

“ - O que estais fazendo?” - A voz da Valquíria Hrist era fria e sem emoção.

“ - Esperando que me mate para poder levar minha alma!” - Porque eu tinha que passar por isso? Logo a tristeza iria ser substituída pelo sentimento de indignação.

“ - Quem sois vós?” - Sigrdrifa sempre foi a mais autoritária.

“ - Sou, o que sou!” - minhas palavras saíram automaticamente.

“ - Reitor, levantai, sua função não lhe permite morrer, são muitos os mistérios que ainda verá e presenciará em seu Mártir. - A voz infantil ecoou pela minha mente, embora Skuld fosse tão fria quanto suas companheiras.

“ - Não estou entendendo, não vou para Asgard?” - por um instante, breve, mas infinitamente saboroso instante senti uma felicidade indescritível.

“ - Vossa jornada a Asgard já foi profetizada e a hora chegou.”

[size=150]H[/size]rist, então fez novamente um sinal para as outras valquírias e elas ficaram ao meu lado, abriram os braços formando um circulo do qual eu estava no meio. Ouvi o barulho e o vento de suas asas e em instantes comecei a flutuar sobre o solo junto com elas, era uma sensação nova e até então jamais imaginada, em segundos meu corpo estava a metros do chão, podia ver Geffen ficando cada vez mais distante e pequena, alem das montanhas podia ver um brilho sobre uma terra escura do qual julguei ser Juno sob o Sol da manhã.

“ Casa, Anne, filha”. Foram as ultimas palavras das quais pensei antes de transladar dos Círculos de Midgard.

Fim capt III

OFF
Obrigado pelos comentários pessoal é bom ver que gostaram =)

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Mensagem  kemaryus em Sab Dez 28, 2013 7:22 am

Capitulo IV - Canon In D /J.Pachelbel

Spoiler:
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Quem somos nós a não ser simples peças da existência, desempenhando seu papel de construtores de uma futuro para nossa especie. Por mais que queiramos ser algo além, nos destacar na multidão, apenas somos simples peões de um sistema maior, mais complexo, completo.

A Valquíria me revelou isso, eu, Kemaryus, Reitor de sua Ordem em Midgard sou apenas mais um, um dos muitos Reitores que Antecederam-me, Céczar Mont'Vannor, Aysha Alexa, Aeke Sant'Kallegan, Yggns Arkadel, e agora Jeff Kemaryus. Todos desempenharam suas tarefas e suas funções para com a Ordem e hoje são soldados em Asgard, lutando e se preparando para o Dia.

Asgard, campos tão vastos quanto meus olhos podiam ver, mas não os pisei, fiquei em um local afastado, senti-me nos portões de entrada, como se estivesse diante do paraíso e não pudesse entrar. Hrist me levou para o Hall das Valquírias, que flutuava nos céus assim como Juno, Juno, meu lar.

Lar, o lugar onde mora nossos corações, como uma faca esses pensamentos dividiram minha mente, quem poderia viver sabendo que ira morrer? Afinal porque lutamos tanto apenas para adiar um certeza que não tardará para vir, já foi revelado a nós que um dia, tudo o que lutamos e batalhamos irá ser destruído. Lar, sim nossos lares, família, crenças dinheiros tudo, simplesmente deixará de existir, apagando-se nas poeiras do tempo e do espaço, não restará lagrimas para lamentar, pois não existirão olhos para as chorarem. Porque lutar por nossas famílias hoje se amanhã poderão estar todos mortos? Por que eu luto? Porque eu busco uma salvação?

Esposa, Filha? Amigos e futuro? Vale a pena sofrer em uma batalha para garantirmos alguns suspiros a mais das pessoas que amamos?

“ - Sim! “

Na vida poucas coisas me fizeram ser feliz Não fui agraciado com boas formações desde minha infância, fui pobre, fraco e tolo, já lutei por coisas vãs e por detalhes que hoje vejo não importar mais. Mas hoje, não, agora é diferente, são outras as prioridades que minha vida me impôs.

“ - Você fez uma Escolha! ”

Escolha? Minha talvez ou obra do destino, afinal todos nascemos com uma marca que nos levará a um rumo, onde por mais que lutamos jamais iremos escapar.

“ - Você acredita em Destino?

Nossas vidas comandadas por outras forças que não são as nossas, não escolhemos o destino, nem o aceitamos por diversas vezes, nossa formação faz nosso destino. Nossas escolhas, se eu tomar o caminho da direita ou da esquerda terei uma sorte diferente, um final trágico ou outro alegre.

" - Acredita realmente nisso?"

Talvez, não posso descartar nenhumas das possibilidades antes de estuda-las, afinal esse sou ...

" - Quem sois vós?"

Sou oque sou! Matéria, carne, osso, pensamentos sob uma mente, uma mente sob um corpo. Apenas um pedaço de matéria evoluível através da simples evolução animal, mas isso define o que eu sou?

" - O que eu sou?"

Sou Kemaryus!

" - Acredita nisso?"

Sou um Sábio

" - Acredita nisso?"

Sou Marido

" - Acredita nisso?"

Sou pai

" - Acredita nisso?"

Sou amigo

" - Acredita nisso?"

ACREDITO EM MUITAS COISAS, EMBORA ELAS NÃO ACREDITEM EM MIM ! Me Deixe em paz !

" - Humano..."

Humano?

Evolução novamente, com base em pensamentos e ideias, construímos nossa especie, não importa nossa origem mas o quanto aprendemos desde ela. Humano que mantem ainda seu vinculo animal tão forte e interligado com sua consciência controladora.

" - Consciência?"

Somos pensadores, questionadores e criadores, temos ciência do que somos e nosso papel na sociedade e na própria função no mundo, seja ela em seus diversos significados, por vezes na falta de termos algo provado sobre nós mesmo, então criamos, elaboramos nossas ideias e tomamos ela por verdades.

" - Verdade!"

Existe uma, única e absoluta. A de que a verdade não existe. Aqueles que tomam algo por verdades a tornam para si. Lutam, matam e morrer por ela, mas apenas para si mesmos. Não podemos provar nossas verdades, apenas fazer com que outras pessoas a veja como a vemos.

" - Qual é a sua verdade?"

Que sou fraco, tolo e ignorante. Que o mundo ira ruir e nada poderá salvar meus tesouros ou nem a mim mesmo.

" - Por quê?"

Porque não tenho poderes! Não tenho meios, estudos, força ou intelecto para evitar isso!

" - Por quê?"

No final não tenho importância, não mudarei nada e nada poderá ser mudado.

" - Você!"

Sou dono de mim mesmo, vou mudar minha sorte e vou fazer minhas escolhas, a única que eu posso fazer, onde não haverá destino, onde não haverá profecias que disseram que eu o faria. Um caminho onde eu escolhi o rumo e o fim, o Meu Fim.

Ergo um punhal. Quem caia sobre mim o peso de minhas escolhas, que venha até mim o futuro que eu escolhi, minha vontade. Este corpo não será mais templo dessa mente!

O Punhal acerta meu corpo como uma espada acerta seu inimigo.

" - Morrer não lhe é permitido!"

“NÃO?!”

Minhas escolhas não são minhas escolhas, no final, no final de tudo, apenas mais uma ferramenta, sob uma maquina na cadeia evolutiva, não tenho poderes para nada, nem sobre meu destino, nem sobre o que eu sou.

“ - Quem sois vos?!"

Não sou, logo não existo.

Caio no vazio de minha própria existência vã, onde nada parece existir nem minha mente lembra-me de minha existência, apenas um escuro, opaco e interminável, não sou, não fui, não serei, apenas cair em esquecimento, não há família, casa, amigos ou amor a se apegar, apenas o fraco semblante de um sábio que um dia foi, e hoje já não é.

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Mensagem  kemaryus em Sab Dez 28, 2013 7:23 am

Capitulo V - Cogito, ergo sum



[size=200]O[/size] Vazio, afinal, não é frio, sem vida ou triste como pensei que fosse, é apenas o vazio, sem um lugar para pousar os pés ou para chorar. Não há razão para nada, nem para existir, pois quem existe no nada, nada se torna.
Não me lembro de minha vida, quem fui, nem quem sou, apenas sei que estou sozinho, onde nenhum braço pode alcançar. Alem da compreensão e da Realidade.

[size=150]M[/size]eu corpo esta caído no chão, sem vida, um Homem, jovem, com seu rosto ainda molhado por suas ultimas lagrimas, marcas de uma despedida cheia de dor e sofrimento, mas não física. O sorriso que tinha naqueles lábios, eu não posso dizer como era, pois não me lembro, tão pouco os abraços e carinhos que recebeu, se foi um herói ou se foi um vilão, isso não me faz sentido, ele sou eu, mas eu não sou ele.

[size=150]A[/size]s valquírias vem até mim e recolhem meu corpo, apenas observo, não tenho vontade de impedir, não tenho vontade de voltar a viver ou tão pouco fazer valer qualquer vontade que eu possa ter. No final existe apenas aceitação. Morri, não respiro, não tenho um coração pulsante, em breve minhas veias se secarão, junto com meus ossos e todas as coisas hão ter ter passado e em uma pira tudo tornar-se á cinzas.

“ - Passado.”

[size=150]U[/size]ma simples palavra, não me remete a nada, não sei quem sou, não sei quem fui, tão pouco o que serei, apenas no vazio. Afinal eu não existo, não mais.

“ - Então Viajei.”

[size=150]P[/size]or lugares tão distantes quanto uma viajem ao infinito, por coisas tão grandes e maravilhosas quanto a própria vida. Vivi eternidades em segundos e segundos em profunda eternidade. Vi enigmas que nenhum outro jamais viu e mundos jamais criados. Dos mais simples segredos aos mais secretos, viajem dentro de emoções que nunca pensei sentir e tudo fiz dentro do vazio, tão vazio que descobri que nem mesmo o nada existe.

[size=150]E[/size]ntão como um fechar de olhos, voltei. Para o mesmo lugar onde sempre estive, maravilhado de conhecimentos que esquecerei e de visões que não poderei contar com minha matemática. Fiz-me o nada, e não esperei por mais, não há o que esperar nem o que não esperar, simplesmente não há.

[size=150]A[/size]mor, família, amigos, paz, coragem, fraternidade, irmandade, brilhantismo, criatividade, superação, força, inteligencia, virtudes, abnegação, celibato, pudor, fervor, paixão, carinho, devoção. Fé, destreza, demagogia, intelectualidade, heroísmo, sagacidade, dor, raiva, ódio, frustração e desilusão.

[size=150]V[/size]ivi cada palavra, com honra ou não, devoção ou não, intensamente ou não, mas as vivi, da minha forma, do meu jeito e de como eu quis, algumas escolhas foram a mim impostas, outras eu as escolhi, erros ou acertos, eu as escolhi.

Agora no final de minha cruzada, nada me resta, nem as lembranças, me as emoções, nem o que aprendi.

Fecho meus olhos, como quem fecha a alma para tudo, no vazio, serei dissolvido como o sal no mar é e farei parte do nada.

“ - silencio!”

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[size=150]M[/size]as muitas coisas são criadas do nada, o universo se originou do nada e tudo que ele leva consigo em sua jornada é resultado do nada e do vazio.

“ - Eu existo?”

Porque caminhamos ou vivemos se um dia vamos deixar de existir?

“ - Eu existo?”

Porque existimos se um dia não existiremos?

“ - Eu existo?”

O que define minha existência? O que define minha criação?

“ - Eu existo?”

[size=150]S[/size]e não existo o que é a voz que acorda comigo, levanta comigo e trabalha comigo, aquilo que me guia durante toda minha vida, uma vós que só eu ouço, mas que muda o mundo a minha volta? De quem é essa voz? Se não existo porque quem existe enciste em falar com um nada? Onde podemos buscar uma razão para existir? Onde podemos buscar um real motivo para estar entre aqueles que existem conosco? O que mais vale na vida alem de nossa própria sorte ou nossas respostas que procuramos desde o dia de nosso nascimento? Quem SOU EU? EU EXISTO? Porque cada dia a vós entra em minha mente e me faz ser quem sou? Se não existo me de uma razão para Existir.

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“ - Penso, logo existo!”
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[size=150]A[/size] Alma se faz existente, a existência se faz matéria, aquilo que acreditamos não é nada comparado as maravilhas que a vida ainda irá nos mostrar. Em uma viajem, ao fundo de mim mesmo, em uma viajem para fora de minha realidade e de meu corpo, que no final é apenas uma das minhas muitas realidades, descubro que eu sou, não o corpo que anda, ou a voz que fala, mas o pensamento que me move, minhas duvidas são minhas realidades, meus medos são minhas realidades e tudo aquilo que compõem meu eu.

“ - Eu existo?”

[size=150]E[/size]u penso, logo minha mente existe, e ela sou eu, assim como eu sou ela e em minha própria consciência somos uno e pensantes. Não importa quantas formas exista de ser, eu sempre serei pois penso, me questiono me pergunto e faço parte de minha realidade. Não importa quantas realidades existam, eu existo e em meu universo interior sou criador e destruidor de mim mesmo. Posso ser apenas o fruto da criação de um pensamento de alguem, seja ele superior, ou inferior a mim. Até posso existir somente dentro dessa criação e pensamentos subjetivos de meu criador, mesmo assim isso não faria de mim inexistente, da mesma forma se eu criar agora, uma vida, uma historia, ela existirá, pois foi criada, mesmo que dentro de minha realidade e dentro de meus pensamentos. Eu a criei, logo ela existe.



Então minha visão se abre, o véu de minhas duvidas e de minhas incertezas é rasgado e o que aprendi se enraíza em meu subconsciente. O mundo a minha volta não é apenas uma tola nevoa esbranquiçada.

[size=150]C[/size]ontemplando a imensidão de Asgard me deparo a frente de um grande campo com gramados verdes e colinas adornadas de belas arvores que soltam suas flores ao vento. Sobre uma dessas colinas uma criança, alias uma Valquíria, Skuld, segura um bebê em seus braços enquanto aponta mostrando o mundo e todas as coisas belas que nele há, o recém nascido brinca e sorri, seus poucos cabelos azuis brilham a luz do sul, vejo meus olhos bicoloridos e como nasci forte e animado. Hoje nasce, para o mundo de minha existência, e para mim mesmo, uma vez mais Jeff Valk Kemaryus.


Fim cap. V

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