[Fanfic]O Velho Kaije

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Mensagem  kemaryus em Sab Dez 28, 2013 7:27 am

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[size=150]O Velho Kaije[/size]
por Jeferson "Kemaryus" S. Paula

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[size=150]Índice[/size]




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[size=200]O Velho Kaije[/size]

[size=150]Capitulo 1 - "O Velho Bêbado"[/size]


TEMPLÁRIO!

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.] que vocês imagina quando ouvem esse nome? Nobreza, Coragem, Justiça, Soldados de Deus? Bom, é isso que todos pensam na maioria.

Hoje, vou contar uma história diferente. Talvez ninguém a tenha ouvido ou conhecido ele. Mas vou contar assim mesmo. Ele? Bem, ele se chamava Kaije. E sim, ele era um templário, um pouco velho, bem experiente alguns diriam, mas não é essa a verdade. Kaije vivia de bar em bar, de festas e bebedeiras. Seus amigos eram aqueles que ficavam em sua companhia até de manhã bebendo e bagunçando em alguma taverna em Prontera. Era um Boêmio.

Aquela manhã era uma manhã normal para o Velho Kaije, como todos o chamam. A porta do bar se abria e ele saia cambaleando, falando mole com suas barbas longas e seu bigode desarrumados assim como seu cabelo e vestes de templário. Como de costume alguns amigos o carregavam para as ruas desertas enquanto eram obrigados a ouvirem suas piadas sem graça:

- Hey, Mung, voxe... sabie... oquê o Xumo... dixe ao Gatuno??? - falava com a voz mole.
- Não! O que velho? - Respondia o arruaceiro que o carregava pouco interessado em saber.
- Devolve... minha... carteira. - dizia o velho enquanto dava sua risada mole, totalmente alcoolizada.

Cansado pelo esforço de carregar o velho Kaije e sua pesada armadura, o arruaceiro parou e sentou na calçada. Neste momento o templário bêbado começava seu momento depressivo.

- Mung... voxe é um amigão cara.... eu to de devendo uma... só voxê se importa comigo...

As ruas começavam a receber os mercadores, que aos poucos abriam suas lojinhas. O Arruaceiro viu um mercador aproximar-se e o chamou.

- Hey cara, te pago mil zennys se levar esse velho até a casa dele em seu carrinho.
- Mas... estou indo a Geffen agora. - falou o jovem mercador.
- Há! Ta bom. Te dou dois mil zennys! - Jogou o dinheiro na mão do mercador e já foi colocando o templário sobre o carrinho. Este ainda tentava abraçar o arruaceiro e beija-lo no rosto afirmando que eles eram irmãos.
- Ele te mostra qual casa é! - Gritou o arruaceiro enquanto saia correndo pela rua.

Kaije e o mercador rodaram pelas ruas ainda escuras enquanto o sola começava a brilhar atrás das colinas ao lado da cidade.

O templário ainda disse algumas palavras mas silenciou-se. Dormiu e sonhou com o mesmo sonho que de todas as noites. Um sonho de sangue. De terror. De uma visão que jamais sua mente esqueceria.

O mercador continuou com o carrinho para um lugar que não seria a casa do velho Kaije.

[continua]

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Mensagem  kemaryus em Sab Dez 28, 2013 7:28 am

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[size=200]O Velho Kaije[/size]

[size=150]Capitulo 2 - "Um Templário Diferente"[/size]

    [Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]le estava em um quarto escuro pegando um item que lhe fora mandado. Enquanto procurava, um enorme barulho fez tremer o teto de onde estava. Parou por alguns instantes. Saiu correndo. Subiu dois lances de escadas e entrou em um corredor largo. Diante de si estava uma figura misteriosa, de costas, empunhando um espada com seu cabelo loiro esvoaçante.
    Enquanto a poeira do lugar baixava o coração de Kaije acelerou freneticamente. Temia o que veria assim que a poeira sumisse de vez.


- NÃOOO!!! - A voz do Templário ecoou pela floresta.

Era um sonho. - Pensou consigo mesmo após cair em si - Não. Era "o sonho" - terminou de concluir em pensamento.

O velho Kaije olhou a sua volta - Onde estou? - se perguntou.

- Pelas árvores devo estar próximo da Vila Orc. Não me lembro de ter vindo aqui.

Pegou sua espada e escudo que estavam caídos ao lado e rumou para o leste voltando para Prontera. Pensava em como fazia tempo que não saia da cidade. Talvez alguns anos. Da última vez que saiu foi pouco antes do padre o excomungar da Igreja - É isso foi triste! - pensou.

Com a cabeça doendo, sentia-se com um pouco de náuseas. Mas o velho Kaije sempre tinha uma cura para a ressaca - Beber mais! - pensou novamente, enquanto pegava um frasco de bebida escondido na armadura. Foi erguendo o frasco até a boca inclinando a cabeça para trás para tomar o líquido. Algo esbarrou nele o assustando. A garrafa escorregou de suas mãos e caiu no chão. Ele ainda tentou segurar mas a garrafa caiu aberta e derramou toda a bebida.

- Mas oras, não olha por onde anda!?! - ladrou bravo com a pessoa que o fizera derrubar a garrafa. Segurando-a pelo ombro a afastou para longe de si. Era uma menina, uma jovem templária pra ser exato. Talvez muito jovem, bem mais jovem do que a maioria.

- O que foi? - Perguntou ao ver os pequeninos olhos pretos da templária mareados de lágrimas.

A garota segurou na armadura velha e toda amassada de Kaije e apontou para trás. Correndo vinham três Guerreiros Orcs.

- Há é só por isso? Estava fugindo? - Olhou a templária com um sorriso no rosto. Ela não respondeu. Apenas olhou para a espada do velho templário na cintura.

- Ahhh! Tá Bom. Ai ai ai. Nem me lembro direito como se faz isso! - O Velho templário Kaije retirou sua espada da bainha e a empunhou - Argh! Orcs, fujam da justiça divina, da coragem, do valor. - Sua voz foi ficando mole - ...e de todas essas coisas fofinha e bonitinhas que todo mundo fala antes das lutas! - terminou seu discurso deixando nítido que ainda estava sobre efeito da bebida.

O Orcs, por sua vez, não pararam para fazer dicursso. Com seus machados atacaram violentamente o templário enquanto, por detrás de uma árvore, a garota observava tudo. Na realidade Kaije estava mesmo muito enferrujado. Isso nos dois sentidos da palavra. Seu escudo amassado e opaco mal refletia o sol e sua armadura, igualmente em péssimo estado, parecia que ia cair aos pedaços a cada golpe que levava. Mas isso não era tão ridículo quanto ao fato de Kaije errar a maioria dos golpes e acabar sendo jogado para o lado apenas pelo peso da espada.

Isso até passaria como normal se não fosse o fato do velho não usar suas habilidades de templário e resumir-se a aplicar Impacto Explosivo e Golpe Fulminante, técnicas da escola dos espadachins, durante todo o longo combate. Não longo porque Kaije não desse conta dos Orcs.Na verdade os ataques dos Orcs não lhe causavam dano algum. Mas sim devido o Velho errar noventa porcento dos golpes.

O Templário saiu vitorioso.

- Pronto garota. Pode sair daí e ir para seu grupo. - Falou olhando pela última vez a garrafa vazia caída no chão. Ele virou a costas e saiu andando enquanto guardava sua espada. Deu alguns passos até notar que a templária o seguia.

- Pronto. Já não tem perigo. Pode ir embora. - falou apontando o caminho oposto ao que iria - O que foi? Não fala nada? O poring comeu sua língua?.

A garota abaixou a cabeça. Kaije sentiu uma pontada no peito. A menina era muda.

[continua]

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Mensagem  kemaryus em Sab Dez 28, 2013 7:28 am

Gostaria de compartilhar com vocês uma música que achei ter algo a ver com esse episódio.
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[size=200]O Velho Kaije[/size]

[size=150]Capitulo 3 - "Limpando uma vida"[/size]

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]assaram-se alguns dias. Prontera vivia sua primavera e a cidade estava agitada como sempre. Os Mercadores gritavam seus produtos e preços, guildas de aventureiros andavam pelas ruas recrutando e passeando entre as lojas. Outras pessoas apenas andavam conhecendo a capital.

Ao norte da cidade, próxima a Guilda dos Cavaleiros, havia uma casa um pouco velha mas em uma localização onde muitos espadachins gostaria de morar. Nos fundos da casa o vento empurrava o varal cheio de roupas brancas acabadas de serem lavadas. Isso era uma cena um pouco rara de se ver pois o morador não constumava lavar suas roupas. Na verdade, o morador não fazia nada. O interior da casa sempre foi uma bagunça. Louças sujas na cozinha, banheiro juntando moscas, garrafas e mais garrafas de bebidas vazias jogadas por alí, uma grossa camada de poeira sempre presente sobre as paredes e os móveis e o chão que parecia o chão de um chiqueiro.

Mas naquele dia nada disso era visto dentro da casa. A cozinha estava organizada e limpa. Os quartos arrumados. O banheiro estava tão limpo que podia-se comer dentro dele. Não se via nenhuma garrafa, nem cheia nem vazia. Os móveis, herança da família, estavam lustrosos e o chão refletia a imagem de quem passa-se por ele, de tão limpo. Quando alguns cavaleiros, acostumados a ver a casa na antiga situação, viram a mudança, alguns até chegaram a espiar pela janela, ficaram intrigados com aquilo, gerando murmurinhos na guilda.

Mas maior foi a surpresa do velho Kaije que, ao descer de seu quarto, viu sua casa renovada. Na verdade, desde que encontrou-se com a jovem templária foi uma surpresa atrás da outra, embora no dia do encontro ela o tivesse acompado até sua casa a contra gosto dele. Com um sorriso no rosto o velho demonstrou que a forma que ela encontrou de agradescer a sua hospitalidade o agradou. No dia em que se encontraram pela primeira vez Kaije havia gritado com ela e mandado ela ir embora. Até havia dado um susto nela ameaçando machucá-la para que fosse embora. Mas nada fez a menina partir. Tanta determinação fez com que o velho templário oferecesse sua casa como um lugar de repouso para ela. - Ela podia estar sozinha! - pensou.

Aí que vem a parte engraçada dessa história toda. O velho Kaije era um beberrão, isso vocês já sabem, e desde que ela chegou em sua casa ele não conseguia beber. Na primeira noite em que ela esteve lá, a templária sofreu de uma forte febre e Kaije ficou cuidando dela. Na segunda noite, ambos foram procurar o peco dela pois havia fugido. Na terceira noite porém o velho Kaije teve êxito. Saiu da casa sem fazer barulho e foi até a taverna. Estava lá bebendo e rindo até que a porta do estabelecimento foi aberta com um enorme chute.

Todos que estavam sentados olharam para o alto da porta para verem a face do invasor. Mas tiveram de abaixar os olhos para o meio da porta, pois, alí estava uma pequena jovem templária furiosa. Ela entrou batendo os pés no chão e com as mãos na cintura. Kaije teve apenas a chance de falar um "oi" e a garota já foi pegando-o pelas orelhas e puchando para fora do bar.

Todos na taverna deram gargalhadas ao verem uma jovem templária puxando as orelhas do velho Kaije e o arrastar para casa. Ele, por sua vez, meio bêbado, achou igualmente engraçado e deixou ser levado pela garota.

A relação, entre eles foi ficando cada vez melhor e agora ficavam o dia todo conversando. Ou melhor, ele ficava contando suas histórias que ela ouvia sempre com muita atenção.

- Você sabe o que o sumo falou para o gatuno? - Perguntou ele com um sorriso. Ela balançou a cabeça indicando que não. - Devolve minha carteira! - ele mesmo respondeu e caiu na gargalhada. Para sua surpresa a menina tambem riu. Ela era a primeira pessoa a rir dessa sua piada velha.

Kaije com o passar do dia havia melhorado. Estava sóbrio, arrumado e até já havia treinado um pouco com a espada na compania da templária.

Quando Kaije pegou seu escudo quase não o reconheceu. A garota havia tirado os amassados e o polido. Agora o escudo reluzia e refletia tudo a sua volta. Kaije o pegou e o olhou maravilhado. Porém pensamentos do passado lhe vieram a mente.

    "No Corredor largo havia uma pessoa de costas para ele, carregava consigo um escudo e este refletia um vermelho, vermelho vivo, que estava por todo o chão da Catedral."


Ele soltou o escudo recém lustrado no chão e naquele dia foi dormir mais cedo.

O dia seguinte amanheceu nublado. Tão nublado que não parecia ter amanhecido. O velho Kaije se levantou e andou pela casa procurando a templária mas não a encotrou. O peco dela tambem não estava amarrado à corda em que ele havia deixado. Surpreso, saiu da sua casa e foi até alguns cavaleiros que estavam em frente a guilda.

- Vocês viram uma pequena Templária? - Perguntou Kaije

- Não não vi! - um lorde apressou-se em responder.

- Eu ví! - gritou um outro mais jovem - Ela parecia estar correndo atrás de um peco fujão. Ambos iam em direção ao Norte, rumo ao labirinto, eu acho! - Concluiu o jovem.

Kaije não pensou duas vezes. Foi até sua casa. Pegou seu escudo, sua espada e saiu correndo. Sabia que o labirinto não era um lugar bom e ela podia estar correndo sério perigo.

[continua]

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Mensagem  kemaryus em Sab Dez 28, 2013 7:28 am

Escolhi uma trilha sonora para esse capitulo espero que gostem. [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] [size=85](clique com o botão direito do mouse e selecione" Abrir em uma nova Janela")[/size]
Boa leitura
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[size=200]O Velho Kaije[/size]

[size=150]Capitulo 4 - "Esbarrando com o Passado"[/size]

[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]á algum tempo atrás...

    "Era um dia de sol, o padre chamava todos para a missa, mas não era um dia comum. Lá fora, alem das paredes de igreja, uma guerra era travada. O padre pediu para que todos se sentassem e começou a passar as primeiras ordens para todos os noviços e sacerdotes que estavam ali.

    Próximo aos bancos, um templário assistia às instruções enquanto permanecia atento à porta para que nenhum monstro adentrasse. Sua aura, de um azul radiante, era um incentivo para aqueles que sairiam dali e iriam encarar os horrores que econteciam lá fora. O templário observava a todos, mas especialmente uma sacerdotisa cercada por vários noviços e que acabara de receber uma missão especial do padre.

    O medo era nítido nos olhos de todos e alguns mais novos estavam chorando. Até quando isso irá?! pensou.

    - Kaije vá até o subsolo e traga o estoque de gemas azuis para podermos ir. Por favor meu jovem. - O padre ordenara ao templário tirando-o de seus pensamentos. Kaije apressou-se. Levantou seu escudo que brilhava como a prata reluzente e foi ao corredor. Entrou por uma porta à direita e desceu dois lances de escadas"


Kaije estava tão perdido em pensamentos que nem percebeu quando esbarrou em um sumo sacerdote.

- Por Odin, olhe por onde anda! - lastimou o Sumo. O Templário não pediu desculpas apenas olhou para trás e seguiu.

- Espere! Kaije é você? - O Sumo segurou o braço do velho que olhou de volta.

- Silak? - Espantou-se Kaije reconhecendo o velho amigo. Silak fora amigo de grupo de Kaije durante muitos anos e após ele perder a vontade pelas batalhas nunca mais se viram.

- Você está velho amigo... - O sumo olhou com pena da situação do amigo.

Isso era verdade. O sumo sacerdote parecia bem mais novo que Kaije. Dizem que em Rune-Midgard quando se perde o ânimo e os espiritos de aventura e de luta e vive-se de forma leviana deixando de lado seus sonhos, a pessoa envelhece rapidamente. Kaije era a prova disso.

- Não nos vemos desde aqueles dias. Senti sua falta e de nossas aventuras. Porque se entregou amigo? - As lagrimas marearam os olhos do sumo. Mais veloz que o templário pôde frear, a lembrança daquele dia invadiu sua cabeça.

    "Um templário abrira a porta da catedral segurando uma sacerdotisa nos braços enquanto gritava com todas as forças em prantos: - SACRILÉGIO!!! SACRILÉGIO!!!"


Kaije puxou o braço de volta e olhou para o sumo.

- Viva meu amigo. Seja feliz e viva. Eu sou um caso perdido. - e saiu correndo em direção ao norte, rumo ao "Labirinto da Floresta".

- Que Odin te abençoe e ilumine seu caminho. - Silak, o sumo sacerdote desejou, enquanto via seu amigo atravessar o feudo e sair para a floresta.

Kaije se aproximou da entrada do labirinto. Afastou a relva que cobria a entrada de pedra e tomou um enorme susto: um peco-peco saiu correndo de dentro do lugar. Kaije, por puro reflexo, agarrou a rédea do peco para que ele não fugisse. O animal, por sua vez, ameaçou dar algumas bicadas no templário mas foi repreendido. Era o peco fujão da garota.

- Xiu! Agora você vai me levar até sua dona querendo ou não! - Kaije montou no peco-peco e bateu sua pesadas botas no corpo do animal que imediatamente obedeceu e entrou correndo para dentro do Labirinto.

O peco pareceu estar perdido mas logo encontrou o caminho até sua dona. Ela estava caída em meio a uns arbustos. A garota vestida de templária estava com sua perna visivelmente quebrada. Kaije pulou do peco, que fugiu do lugar, e foi ao encontro da jovem. Sua ação foi impensada, pois algum monstro havia feito aquilo com ela e esse monstro não havia ido embora.

Quando estava bem próximo da garota, Kaije recebeu um golpe tão inesperado e de tamanha força que o jogou para o lado, alguns metros de distancia de onde estava.

[continua]

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Mensagem  kemaryus em Sab Dez 28, 2013 7:29 am

Minha dica de trilha sonora hoje é essa: [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] [size=85]Clique com o botão direito sobre o Link e selecione "Abrir em uma Nova Janela"[/size]
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[size=200]O Velho Kaije[/size]

[size=150]Capitulo 5 - "Revelando o Passado"[/size]

    "Era um dia de primavera bem típico. A grama estava verde, as árvores majestosas e uma brisa suave trazia consigo o cheiro de flores. Sob uma árvore, aproveitando a vista da cidade de Geffen, dois namorados se abraçavam e ficavam se amando. Um escudo, com uma enorme cruz, caído perto, refletia o sol, dando às folhas da árvore um tom de dourado.

    Nada parecia que os incomodaria naquele instante enquanto trocavam beijos carinhosos. Kaije acariciava o rosto da sacerdotisa que recebia seus carinhos com ternura.
    - Você me ama?
    - Mais do que tudo na vida! - o templário a abraçou - A ponto de te querer pra sempre ao meu lado. - Kaije abriu a mão revelando algo sobre ela.

    O brilho do anel reluziu nos olhos da sacerdotisa que o abraçou forte, em um momento somente deles."


A dor o tonteou. Levantou-se cambaleando. Kaije puxou sua espada e preparou seu escudo enquanto virava-se para ver o agressor. Tomou um enorme susto com o que viu: um enorme Bafomé empunhando sua característica foice.

O mostro avançou sobre a garota que estava caída e que acordou com o barulho. Num momento de desespero ela começou a arremessar tudo que estava ao alcance de suas pequenas mãos no bicho que avançava cada vez mais sobre ela.

O velho Kaije correu. Não queria fazer aquilo mas era necessário. Ergueu sua espada e desferiu no monstro o golpe:

- Impacto Explosivo!

O golpe não surtiu efeito algum no monstro que o empurrou para o lado derrubando-o. Era essa a intenção do templário: que aquele monstro verdadeiramente poderoso o tivesse como alvo e não a menina.

- Corre!!! - Ele gritou para a pequena templaria. A jovem tentou erguer-se mas logo caiu, sua perna estava muito machucada.

O M.V.P. atacou Kaije. Sua foice cortou o ar e tirou faíscas do escudo do velho que quase não defendera o golpe.

- Impacto Explosivo!

Nem mesmo um arranhão surgiu no mostro. Kaije sabia que assim nunca iria ganhar. Mas prometeu, jurou que acima de tudo nunca mais usaria as técnicas de templário.

O Bafomé não tinha dó e nem cessava com os ataques. Kaije colocava o escudo a frente do corpo e se defendia como podia. Alguns cortes já sangravam em seu braço e o suor descia de sua testa. O monstro atacou com a foice e logo deu um soco do qual Kaije não pode desviar. E assim perdeu sua defensiva sendo alvo fácil dos golpes seguintes. E foram muitos golpes. De direita. De esquerda. Com o cabo da foice. O Bafomé dava-lhe uma surra.

Com sangue vertendo de todo seu corpo, Kaije tentava se defender mas ainda assim não usava nenhuma habilidade de templário, nem mesmo o bloqueio. Kaije tentava ferir o bicho com a espada mas com um soco o M.V.P. lançou a espada longe, deixando-o desarmado, apenas o seu escudo. O velho se defendia como podia. - "Posso até Morrer! Mas não vou quebrar minha promessa!" - pensava.

    "A fumaça descia e o clarão se apagava. Os raios de sol entravam pelos vitrais da Catedral de Prontera. Kaije acabara de subir as escadas. Suas pupilas se dilataram, sua boca se abriu. Nada, mais nada conseguiu fazer. Apenas olhar. Olhar uma figura no meio da catedral com sua capa esvoaçante. Sua espada e seu escudo em punho.

    Conforme a Luz entrava, reluzia naquele escudo que tinha uma enorme cruz que refletia um tom avermelhado. Aliás, em todo lugar havia a cor vermelha. No chão. Nas paredes e nos pedaços de madeira que foram dos banco minutos atrás. A luz entrou. Kaije pôde ver o cabelo loiro, a roupa da paladina e até mesmo o rosto da figura misteriosa que guardava sua espada. Ela virou-se e saiu pelo corredor, sem demonstrar qualquer expressão, mesmo levando em conta as dezenas de corpos caídos que ela mesma matou, em solo sagrado, na sua maioria crianças, idosos e religiosos.

    Jô Mungandr passou por Kaije no corredor. Naquele momento, naquele exato momento, Kaije podia tê-la enfrentado, ou ao menos, tentado enfrentar. Ele era um templário e sua aura estava no auge do poder. Ele podia ter vingado todas aquelas vidas. Ter vingado sua amada que fora morta de forma tão covarde. Podia ter feito algo mas não fez. Isso resultou no remorso que iria carregar por toda sua vida.

    Ficou ali parado olhando, petrificado, para a cena. Chocado demais para ter qualquer reação enquanto
    passava por ele e ele não representando ameaça alguma, ela seguiu seu caminho, deixando um templário sem reação para traz.

    Ele deu alguns passos. Viu o corpo de sua namorada, noiva, a poucos dias do casamento. A pegou no colo. Sempre achou que haveria tempo para dizer adeus. Que haveriam ultimas palavras a serem ditas. Mas não não foi assim. Em seus braços a mulher que amava partiu sem um adeus, sem um tchau ou um até logo. Olhou o chão e haviam vários rostos de crianças. Noviços. Aprendizes. Muitos que vira nascer e crescer. Todos mortos numa crueldade sem tamanho.

    Kaije levantou e andou. Seus olhos choravam. Seu peito parecia que iria partir em dois de tanta dor. Com as botas molhadas com o sangue dos inocentes Kaije andou pelo corredor da catedral. Parecia tão longo agora. Imenso talvez. Ao final com um chute escancarou as portas da Igreja e com sua amada no colo, seu lindo rosto sem vida, Kaije gritou:
    " - Sacrilégio!!! Sacrilégio!!!"



O mostro o deixou no chão. Kaije caído, cuspindo sangue e os poucos dentes que ainda tinha estava acabado. Esperava o último golpe ou o golpe de misericórdia. Mas o Bafomé não deu esse gosto a Kaije. Virou-se e foi em direção a segunda pessoa que estava naquela região, a garota, que estava com a perna quebrada.

- Por favor, não... Por favor, não! - Kaije suplicou ao Monstro - Mate-me e vá embora, por favor, deixe-a, eu suplico! - O M.V.P. não ouviu a suplica do velho e foi em direção à menina que tentava se levantar e fugir a todo custo.

Agora, Kaije pensou, que na frente de seus olhos ele iria ver uma inocente novamente perder a vida. E ele não podia fazer nada. É engraçado como as vezes a vida nos faz reviver momentos que antes foram muito difíceis como se reservasse para nós uma segunda chance. Um jeito de rever alguns pesadelos que passamos no passado. Isso podia ser bom ou ruim. Dependia de nossas escolhas, aceitar ou encarar algo que desistimos lá no passado.

- Não! - Kaije sussurrou cuspindo sangue. E em sua mente vieram todas as lembranças que lutou tanto para esconder. Que o faziam triste e cada vez mais fraco. As mesmas lembranças que o fizeram recorrer à bebida para esquecer. Que o fizeram envelhecer antes do tempo e desistir de tudo.

- Não, Não de novo! Não na minha frente. Não, nãoooo! - Kaije gritou.

Fraco, pegou seu escudo e levantou-se. Não importava mais a sua promessa. Não importavam mais os seus sonhos ou pesadelos ou lembranças ou honra ou o que ele achava que era certo e errado no mundo. Naquela criança estava tudo que ainda sobrevivera de bom durante todos este anos que ele desistiu de si mesmo.

- Escudo Bumerangue!

[continua]


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Mensagem  kemaryus em Sab Dez 28, 2013 7:29 am

Olá Amigos. Hoje se encera esta fanfic, espero que tenham gostado e que o final seja do agrado de todos.
Tentei melhorar com as dicas que me deram e espero sinceramente que tenha conseguido. Um forte abraço a todos!"

Minha dica de Trilha sonora hoje é essa: [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.] - [size=85]Clique com o botão direito sobre o link e selecione "Abrir em uma nova Janela"[/size]
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[size=150]Capitulo 6 - "A Salvação"[/size]

    Talvez, algum dia, existam historias mais belas,
    melhores, mais cheias de heroísmo e determinação.
    Talvez, algum dia, o herói não tenha perdido a fé,
    a coragem para lutar ou até a esperança.
    Talvez, algum dia quem sabe, as marcas que as dores nos causam
    não sejam tão profundas e possamos nos livrar delas como trocar de roupa.

    Um dia quem sabe, possamos ser livres de nossas memórias e sonhos,
    de nossas amarguras e inseguranças.
    Talvez o mais importante, sermos livres de nossos arrependimentos
    e daquilo que deveríamos ter feito em determinada ocasião.
    Um dia para lembrarmos porque viemos, porque lutamos e por quem...
    Nesse dia, quem sabe nossa alma seja leve, nossos braços fortes,
    nossas esperanças e vontades inabaláveis.
    Em cada escudo, uma defesa dada pelos braços que o segura
    Em cada espada, o ataque dado pela força de vida, pela própria vida
    e o sangue, a alma, o espírito...
    ... de um Guerreiro..


Kaije jogou o escudo com toda força que havia em seus braços. Em seguida ele imediatamente se levantou. Seu rosto estava encoberto. Suas lágrimas escorriam como um rio de sua face. Ele não deixaria nada acontecer com ela. Ele não permitiria que a violassem de sua pureza ou que isso fosse feito diante de seus olhos. Nada mais importava. Nada. O passado era apenas um lembrança vaga. Sua raiva e fúria estavam em sua magnitude. Sua coragem agora era inabalável.

O escudo chocou-se nas costas do Bafomé que sentiu toda a dor soltando um rugido enorme. Então, com toda a raiva e fúria, assim como um vulcão a muito tempo adormecido que acaba de acordar, Kaije correu não se importando com os ferimentos em sua perna e braços. Com toda sua raiva enquanto corria liberou as luzes e o poder da sua Crux Divinum que foi a sua frente e chegou antes ao monstro o acertando em cheio. Com um grito de raiva o mostro ergueu sua foice tendo como alvo Kaije que imediatamente aparou o golpe com sua espada. Sua aura era límpida e brilhante como já fora a muito tempo atrás.

- NÃO VOU PERMITIR ISSO MALDITO! – Ele gritou com toda sua força.

Enquanto se seguiam golpes de espada ferozes e golpes de foices com brutalidade, Kaije lutou como lutam os templários. Não pela sua vida mas pela vida dela, com bravura, não se importando com mais nada.

Em um momento o ataque do mostro o arremessou para longe. Kaije apoiou-se na espada e levantou-se. Usando seu vigor correu de volta com toda sua velocidade e em um salto, grande salto, caiu sobre as costas do mostro e assim permaneceu agarrado ao pescoço dele enquanto o bicho se debatia freneticamente. Kaije segurou sua arma e com golpes fortes cravava sua espada nas costas do monstro. O Templário rugia e gritava como um selvagem como o próprio Bafomé, em um constante frenesi alucinado.

O mostro se debatia e tentava tirar o templário de suas costas enquanto este permanecia grudado atacando constantemente o monstro. Kaije, com sua espada em punho, não olhava ao certo onde atacava. Apenas queria causar a maior quantidade de dor e sofrimento ao monstro. Ele agora era a fera. Ele era a besta descontrolada. Aquele Bafomé com certeza iria se arrepender de ter cruzado com ele naquele lugar, naquele dia.

O Bafomé jogou-se contra uma árvore e por um minuto de dor Kaije perdeu sua espada. Mas ele sabia o que fazer. Conhecia a técnica. A mesma técnica que matou sua amada. A mesma técnica que ele odiou por anos. Aquela técnica que ele jurou não utilizar jamais.

Em um milésimo de segundo seus olhos percorreram o local e caída ele viu sua amiguinha que assustada apenas olhava a luta próxima a uma árvore. Por ela. Por ela ele quebraria sua promessa!

Kaije segurou-se. Com toda sua força puxou na memória a habilidade. Não foi difícil pois essas coisas não se esquecem. Segurou firme os pelos do mostro e um grito rouco de alguém que está sem ar e recém pega o fôlego saiu de sua garganta:

- CRUX MAGNUN!!!

Um enorme clarão caiu sobre a floresta. Todos os pássaros voaram assustados. O Bafomé chegou a flutuar do solo tamanha a ferocidade da habilidade. Kaije sentiu o seu sangue jorrar pelos ferimento e a dor ela dilacerante. Com as mão tremendo, ainda sobre o monstro. Kaije berrou pela segunda vez:

- CRUX MAGNUN!!!

Dizem que a segunda é ainda mais dolorida que a primeira. Os olhos de Kaije estavam vidrados em um frenesi constante. Ele não estava mais em seu próprio corpo. Enquanto o bicho se debatia de dor ele gritava alucinadamente:

- Eu vou te matar! Eu vou te matar! Eu vou te matar! Eu vou te matar! Eu vou te matar! Eu vou te matar! Eu vou te matar! Eu vou te matar! Eu vou te matar! Eu vou te matar! Eu vou te matar! MALDITA! VEJA. OLHE PARA MIM. SINTA MINHA FÚRIA. VOU LEVÁ-LA PARA O INFERNO COMIGO MALDITA! - Na mente de Kaije não era contra o Bafomé que ele lutava. Era contra ela. A paladina. A assassina de seus sonhos.

Kaije não aquentou segurar mais. Caiu e rolou pelo chão deixando um rastro de sangue. Sangue vermelho vivo. Ele se levantou. O Bafomé ainda se debatia devido a dor. Kaije andou em direção a ele. Em sua mente flashes de lembranças de seu passado, de como fora um espadachim esforçado, um templário honrado. De como conseguiu o amor de uma bela mulher, para ele, a mais belas das mulheres. O dia maldito. Ele também se lembrou das luzes da Crux Magnun da Paladina Jô. Do rosto de sua amada em seus braços e do fato dele não ter se despedido.

Ele chorava muito. O sangue que descia de sua testa se misturava às suas lágrimas e ambos emolduravam sua fúria e raiva. Ele andou aqueles vinte passou em direção ao monstro. Sua mente não estava ali. Tudo acontecia rapidamente, mas para ele, o mundo havia parado. As árvores não se mexiam. Não havia cheiro ou som algum. O Bafomé vindo em sua direção atacou-lhe com a foice. Desarmado Kaije esmurrou-o e acabou fazendo a foice acertar o chão. E em instantes Kaije juntou as duas mãos e agarrou a cabeça do monstro. Seus dedos polegares penetraram nos olhos do bicho jorrando sangue e um liquido branco. O Bafomé agonizava e nada via, estava cego.

- Vamos para o inferno! - Kaije falou baixo.

Suas mão seguraram o monstro. Esse foi, com certeza, o maior e mais poderoso Crux Magnun que aquele lugar presenciou. Com um estrondo enorme a terra se levantou e as árvores ao redor foram arrancadas. Um vento soprou vindo do templário que gritou. Gritou enquanto a vida o deixava. Gritou sua liberdade, sua honra recuperada. Gritou por todos que não puderiam gritar. Gritou como um templário enquanto seu corpo sumia na luz ofuscante, Kaije gritou como um herói.

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Algum tempo depois as árvores voltaram a ficar silenciosas. Os pássaros voltaram aos seus ninhos e nada parecia ter acontecido a não ser pelas duas pessoas próximas a uma grande marca de cruz no chão. Um enorme corpo marrom se arrastava para dentro da floresta fugindo da cena da batalha.

A jovem templária segurava a cabeça de Kaije no colo enquanto acariciava seus cabelos. O olhava com um olhar maternal como uma mãe consola um filho. Ele estava caído. Não se mexia. Não respirava. O vermelho de seu sangue cobria-lhe todo o corpo e misturava-se com o azul do resto daquilo que foi um dia sua armadura. Havia paz em sua face. Seu rosto que fora corado agora estava pálido, mas parecia estar bem. Parecia ter encontrado o que procurava.

Assim Kaije morreu, no calor da batalha, por uma garota muda que mal conhecia e nem sequer sabia o nome. Mas para ele parecia estar certo. Parecia estar bem. Cresceu como um guerreiro, viveu como um mendigo e morreu como um herói.

Um brisa suave correu até os dois, seguido por um farfalhar de asas. A templária olhou para a origem do som, fez um aceno com a cabeça. Em seguida olhou para o rosto de Kaije. A jovem sorriu delicadamente e sua boca se abriu. Uma frase se formou com uma voz doce e inocente de criança:

- Ainda não é hora de ir Templário Kaije!

[FIM]


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Agradecimentos:

Agradeço a minha esposa pela inspiração, ao leitores que permaneceram fiéis até o ultimo capitulo e agradeço também ao RagnaTales por disponibilizar o espaço para postá-la. Enfim esta é minha primeira fanfic. Obrigado a todos que opinaram e deram dicas para que eu pudesse melhorar este trabalho.

edit:14 Dez 2010

Hoje uma pessoa releu este conto, acreditou nas verdades contidas nas entrelinhas e sentiu a emoção com que Kaije lutou e venceu seu maior desafio, seu medo. Já Fazia tempo que eu a escrevi, mas ainda hoje, Kaije e sua redenção motivou e inspirou. recebi uma homenagem, sim, homenagem, pois este leitor, abdicou de seu tempo, trabalho e devotou sua atenção para esta obra. Marcelo corrigiu editou e ilustrou esta obra e isso é uma honra, uma honra que pessoas como eu (aprendiz de ajudante de auxiliar de escritor) nem sempre tiveram e sou grato. Obrigado Dmoriam por acreditar e sonhar junto com essa historia.

Muito obrigado a todos e até a Próxima.

Jeferson S. de Paula
"Kemaryus"

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