[Fanfic]Memória das Runas: Vitimas da Inocência

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Mensagem  kemaryus em Sab Dez 28, 2013 6:37 am

Se tem uma historia que eu acho muito bem bolada, é a de Ignatyus Arkadel, o que dizer do ultimo filho de um povo miseravelmente oprimido pela luxúria de um Deus? Por outro lado qual a relação deste ser com Jeff Valk Kemaryus? Um ser feito para representar a vontade dos deuses na terra?

Cada vez que essa historia é contada me inspira mais e mais em escrever a origem destes dois personagens de estaque para a Ordem das Valquírias, por isso escrevi um pouco e deixo guardado aqui, neste tópico para que não se perca em meio as diversas outras historias fascinantes sobre tantos outros membros valorosos de nosso clã.

Boa leitura!


[size=85]A meus grandes amigos...
Deixe-me leva-los ao nosso mundo novamente.
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.

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[size=150]† MEMÓRIA DAS RUNAS †
Vítimas da Inocência[/size]

[/hr]
Por: Jeferson S. de Paula "Kemaryus" e Samir Mouran "Ignis"

Filhos do Lobo

[size=200]N[/size]aquele lugar de solo arroxeado e céu nebuloso vivia uma comunidade muito antiga, não se sabe de onde eles viera ou para onde iam, mas naquela época habitavam ali com a forma com que podiam, havia agricultores, construtores e até mesmo professores, não tinham muitas ambições a não ser viver e criar seus filhos, e por sinal, não podiam ter muitos filhos, salvo casos especiais, geralmente no máximo eram de dois ou três filhos, o que ao decorrer da historia os fez crescer populacionalmente vagarosamente.

Uma comunidade, não muito grande, mas que daria para povoar uma cidade pequena, mas algo chamaria a atenção, se alguém de fora os visse, pois todos tinham Cabelos Brancos desde o nascer, e este branco se tornava cada vez mais acinzentado conforme viviam, até chegar ao puro prata, quando alcançavam a maturidade por volta dos seus 30 anos, dizia ser esta a idade onde um Homem/Mulher está no seu ápice.

Havia uma ligação muito forte com seus antepassados, pois havia uma herança que não podia ser medida ou vista, era uma herança de sangue, os filhos herdavam lembranças, habilidades e essências de seus pais, quando estes morriam, embora muitas vezes fragmentadas e confusas, isso lhes dava o conforto de não estarem sozinhos ou órfãos.

Aconteceu que dentre todas as crianças, de forma exclusivamente rara, nascera Gêmeos, coisa nunca antes vista entre este povo, e deram seus nomes: Abely e Myca, sendo uma menina e um menino respectivamente.

Não havia uma menina mais bela em todo aquele povo do que Abely, seus cabelos cacheados totalmente brancos e sua pele alva contrastavam-se com os olhos tão claros que reluziam a prata, sua voz podia encantar os pássaros com cantigas e trazer conforto para homens cansados pelo trabalho árduo.

Myca por sua vez era um jovem rapaz esperto, tão belo em formosura quanto tua irmão, havia nele o mesmo brilho de luz, e seus cabelos lisos e curtos eram tão alvos como a neve da manhã, sua pele alva só se diferenciava por sua coloração natural avermelhada na região da bochecha, mas havia nele algo que muitos acreditavam ser uma doença, seus olhos eram azuis, tão azuis como as tochas de fogo produzidas pelo gás que emanavam do solo daquela região. Algo jamais visto pois todos tinham olhos acinzentados em diversos tons, mas nunca diferente disto.

Abely e Myca eram muito unidos, brincavam e andavam para todos os lugares, e a ligação de ambos era muito forte, quando um se machucava o outro também chorava, podiam conversar de uma forma quase telepática e sentiam as mesmas emoções. Contudo inegavelmente também havia suas diferenças, Abely olhava para a lua com paixão e admiração, enquanto Myca admirava o Sol com força e determinação. Ao conversar sobre estas coisas ambos faziam juras de um dia poderem chegar aos astros celestes e os terem para sí.


Cores no céu

Aconteciam todos os anos no primeiro dia do inverno, quando a noite é a mais longa, os habitantes daquela região comemoram com uma grande festa, visto que a colheita já fora feita e os estoques de comida estão definidos para o frio inverno a seguir, pois normalmente a neve começaria a cair em alguns dias.

Naquele ano, Abely decidiu cantar uma musica feita por ela mesma, ao invés das comuns cantigas de seu povo. Sua canção era triste e melancólica, comparava os homens aos pássaros em gaiolas, onde não podem fugir de seu destino. Embora aplaudida, muitos ficaram meditando sobre aquelas palavras tão simples e pura de uma criança, mas cheias de verdades.

No dia seguinte foi marcado por uma chuva constante, que duraria todo o dia e a noite seguinte, as arvores curvavam diante a ferocidade da chuva e dos ventos, a jovem garotinha estava melancólica durante todo o dia. Então Abely viu da janela que do ninho de um pássaro um pequeno filhote caiu ao chão, soprado pelo vento. Implorou para seu irmão Myca que o fosse resgatar do chão para que não se afogasse Myca embora relutante pela chuva, para ver sua irmã alegre e para que ela não ficasse ainda mais triste decidiu ir pegar o pássaro, mesmo pouco ligando para o destino do mesmo, afinal ele sabia que aquilo era natural, inclusive a perda.

Myca trouxe o pequeno pássaro para dentro, mas para tristeza de Abely ele já estava morto, vendo a tristeza da garota. Myca então o pegou nas mãos e disse a Abely para cantar ao pássaro, e que sua musica iria ecoar levando sua alma em paz, mas para surpresa de ambos, ao final da canção o pássaro se levantou e voou completamente vivo. Em sua inocência aquele fora o dia mais feliz para os gêmeos.

Passado a noite o dia amanheceu coberto de nuvens escuras e um som vindo dos céus acordou quase que todas as pessoas, incluindo os irmãos, quando saíram para olhar a origem do som que parecia o cavalgar de muitos cavalos, olharam para o céu e viram um espetáculo de luzes.

Havia faixas e raios de luz de cores diversas, tantas cores brilhantes que refletiram aos olhos de Abely, que parecia encantada com tudo aquilo, Myca por sua vez sentiu-se temeroso e não pode explicar o porquê, afinal aquilo não era natural na sua concepção. Para Abely era um espetáculo feito exclusivamente para ela, entre as nuvens fechos de luz caiam sobre o solo, mudando a cor de tudo por onde passavam, ela, corria até as luzes e brincava, seu cabelo alvo refletia a cor da luz, deixando ora ele vermelho, ora azul.

Então alguém gritou na multidão e apontaram para o céu, havia algo se movendo entre as nuvens, rápido com asas, em uma quantidade tão grande quanto os olhos podiam ver, Abely então parou sua dança e se aproximou de Myca, que ficaram imóveis olhando aquela cena, até que instintivamente um segurou a mão do outro.

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Mensagem  kemaryus em Sab Dez 28, 2013 6:39 am

Obrigado pelo comentário Ignis!

É realmente nem saberia escrever a origem por tomei como ponto de partida o nascimento dos Gêmeos. Mas para deixar bem interessante fiz algumas referências que você deve ter notado.

Abely e Myca são anagramas para Abel e Caim

Abely tinha paixão pela Lua e Myca gostava do Sol, lembrando que você diz sobre Arkadels ter uma relação com Fenhir, assim faço referência com os lobos filhos de Fenhir e que perseguem a Lua e o Sol, Skoll e Hati, Abely e Myca respectivamente.

Abely seria a antepassado de Ignatyus, escolhi uma garota para fazer ligação com a aparência andrógena do Ignatyus.

Sobre Myca demostrei que ele tem um senso grande de equilíbrio natural das coisas, algo herdado por kemaryus, defini isso como o que ele acha "natural" e "não natural".

_
Eu queria muito escrever mais sobre o destino destes dois irmãos e como eles escaparam do holocausto, inclusive o distanciamento entre eles, o que resultaria as lembranças dos antepassados de Ignatyus não conter Myca, pelo que você escreveu no outro artigo a linhagem Arkadel herdou lembranças e a linhagem Kemaryus as habilidades, também queria definir o porque os descendentes de Myca Arkadel abandonou o sobrenome Arkadel. Ah! Também tem a influência dos Gêmeos na época da Guerra contra Geffenia. Affs são tantas ideias, se você deixar vou ter bastante coisa para escrever!



Spoiler:

[/hr]Cont...
[/hr]


>.< ATUALIZAÇÃO COM SABOR DE MAÇÃ (~º;º)~

É normal muitas vezes tentarmos escolher a melhor hora, o melhor momento, seja para fazer uma escolha, ou uma revelação, até mesmo para tomar uma atitude, esperamos qualquer indício, por mínimo que seja, de que nossa ação não será em vão. A coragem necessária para tomar uma atitude só é recompensada se essa ação é bem vista, aceita. Quando tomamos a iniciativa e não somos retribuídos, fica um frio incomodo, uma vergonha, um medo do que a pessoa envolvida irá pensar sobre você a partir daquele momento.

E assim foi, desde a lua no topo do céu estrelado, até seu "adeus" sumindo na linha do horizonte, uma noite se passou, para todos, criança, jovens, adultos e velhos, o tempo não espera o melhor momento, ele simplesmente vai, avança, firme e sem medo. O dia raiou, especialmente para duas figuras conhecidas, dormiram juntos, bem, ELA dormiu, ele não.

Fletcher viu Margaery acordar, com o cabelo todo desarrumado, com a cara de sono, totalmente rabugenta, mas ainda sim, a mesma elfa que vira tão linda na noite anterior. Eles levantaram sedo, tinham que pegar o primeiro vôo para Juno, logo Margaery se despediu e foi para o lugar onde deixara suas coisas, em um hotel. Combinaram de se encontrar no Aeroplano.

Fletcher se sentiu frustrado, "dormiu" ao lado da garota mais linda que ele já teve em sua cama, aliás, a única, e não teve coragem nem de pedir um beijo. Se sentiu meio otário, embora não estivesse com a vergonha da rejeição ou até mesmo, com uma "fenda dimensional" em sua cara, no final até tenha lucrado então. Mas não deixava de perguntar, porque a Elfa fez isso, ele não sabia o que pensar de Margaery, ora ela o rejeitava e agia rispidamente, hora ela era incrivelmente meiga. Definitivamente ele não entendia as mulheres.

As armaduras já estavam sobre o corpo e ele estava pronto para partir, levava apenas uma lança mais curta, ele não tinha pretensão de ir em nenhuma batalha, apenas atender a um chamado da Liderança da Ordem das Valquírias.

Assim que saiu as ruas, percebeu que homens limpavam as calçadas e casas, retirando sujeiras da festa da noite passada, o sol ainda não estava forte e ainda tinha um friozinho da madrugada, embora Rachel fosse árida, pela altitude e por estar localizada em uma região de grandes cordilheiras de montanhas, o clima esfria muito durante a noite e demora até esquentar pela manhã.

Ele decidiu ir tomar um café em uma barraca próxima, estava com muito sono e seus olhos coçavam, subia uma fumaça branca de um fogão a lenha e o cheiro do café fresco era reconfortante, a dona, usava uma faixa na cabeça e logo o serviu, "por conta da casa" diz ela, o que Fletcher não sabia é que a dona havia visto a luta do Guardião Real com o Atrocer e decidiu agradece-lo a seu modo.

- Hum... Fletcher? - Alguém o interrompeu enquanto ele saboreava aquele café, olhou a sua volta e para sua grande surpresa, era Tatiana.

- Oi, Tudo bem com você, conseguiu dormir depois de ontem? - Cumprimentou Fletcher, sabia que a moça havia ficado muito abalada com o ataque do monstro, e talvez por Roen a ter deixado no meio da festa.

- Eu queria falar com você, antes de partir, estou indo para Juno e depois Al-de-Baran. - A voz da moça era baixa, e ela olhava constantemente para as mãos e para baixo, parecia que não queria fixar os olhos em Fletcher.

- Eu também vou para Juno, vamos andando até o Aeroplano e vamos conversando no caminho.

-Ce... certo.

_
Eles cruzaram os portões da Cidade e andaram na Planice entre Rachel e o Aeroporto, havia um silencio meio constrangedor e Fletcher se perguntou se Tatiana não iria falar o que ela queria, estava curioso e o sono não o deixava pensar muito bem em hipóteses, ele ficava mais burro do que o normal.

- Olha, er... eu queria pedir desculpa para você Fletcher, por tudo. - Começou Tatiana, ela agitava as mãos enquanto falava, parecia nervosa.

- Eu... bem... foi muito divertido aquele dia em que saímos juntos e fomos para tantos lugares, eu não tinha passeado por Rachel ainda. E bem, eu não costumo sair com muitos caras, a maioria pegam pesado nas cantadas e bem, sou uma Kafra, recebo cantada de pedreiro o dia todo.

- Hum - Fletcher não sabia o que dizer então deixou a garota continuar.

- Você ficou o dia inteiro comigo e não me deu uma cantada seguer, primeiro achei que você era gay. - Ela deu uma leve gargalhada.

- O quê?! Está louca mulher!?

- Calma - Ela disse ainda sorrido

- Depois eu percebi que você só é um bom rapaz, educado, responsável, meio tímido, mas ainda sim um bom rapaz. Bem, isso meio que me atraiu em você, você não é como os outros, que estão todo o tempo pensando em besteira. - Continuou Tatiana, Fletcher assim que ouviu a palavra "atraiu" ja começou a imaginar que ela definitivamente queria seu corpo nú.

- Não.. eu não, tenho tantas coisas para pensar. - Concluiu, embora a voz em sua mente estivesse gritando "MENTIRA".

- Então, ai eu te beijei, me desculpe pro aquilo, sério, eu não queria ser ousada ou fazer você trair sua namorada.

- Não, haha, não, a Marga não é... - Por um instante ele parou e pensou, afinal o que ele e Margaery eram? Ele ficou na dúvida por alguns instante antes de concluir a frase, afinal, passaram a noite juntos, mas nem se tocaram, e ela quase todo o tempo o trata como um inseto repugnante e até mesmo uma criança, eles não são namorados, ele nunca a beijou, nunca a tocou, e ontem foi a prova final de que ela realmente não o vê como um homem, no máximo, como algum amigo/escravo assexuado lambedor de salto.

- Nós não somos namorados. - Concluiu, ele sentiu a tristeza em sua voz ao dizer aquilo, embora pareceu que Tatiana não havia percebido.

- Não? Sério? Aquele dia vocês dois ... na casa... você, sem camisa, ela, você. Hahaha. Nossa que vacilo, sério? Ela parecia mandar em você. - Tatiana estava desconcertada.

- Ela é mandona mesmo, com todos ela é assim, tirando as pessoas que ela acha que estão no nível dela.

Eles foram cortados, havia uma multidão na porta do Aeroporto, todos de pessoas querendo entrar, no início da fila, havia um jovem rapaz com roupas de Arcano e um animal no colo, era um Imp, ele gritava com o atendente do aeroplano.

- Não vou coloca-lo em uma Jaula! Ele é um filho para mim! Pare de ameaça-lo com esse objeto intimidador! - O Arcano gritava.

- Senhor, Imps são feitos de fogo, e é muito perigoso viajar com eles soltos, o Balão é feito de gás explosivo, existe um risco muito grande. Pode machucar as outras pessoas.

- Ah!!! Então o problema é as "outras pessoas". Muito bem, proíba-os de irem comigo, mande-os ir a pé!

- Senhor é a regra, monstros que ofereça risco devem ir em gaiolas.

- MONSTROFÓBICO!!! Vocês ouviram ele, ele é um monstrofóbico, maldito homem das cavernas, me dá vergonha pisar no mesmo chão em que você, repudiando e recriminando criaturas tão fofas e carinhosas que abriram mão de sua natureza assassina para servir de amigo para seus donos! Que nojo meu jovem, que nojo! - O Arcano gritava mais alto, o Imp no colo abraçava o pescoço do rapaz, incrivelmente não o queimava.

Fletcher avanço entre as pessoas para por fim na situação, logo percebeu que Margaery também já estava ali e trocou olhares com ela, Tatiana veio atrás e logo parou ao lado de Fletcher.

- Moço, Por favor, você está atrasando a fila, coloca o Imp na gaiolinha. - Pediu Fletcher com educação.

- Não se mete gordo. Então como eu ia dizendo...

- Senhor nem dá mais, o Aeroplano já está partindo. -

Fletcher ouve uma sirene, soando alto, vindo da Cidade, logo a multidão fica agitada, com medo do que está acontecendo. Vários soldados saem da cidade ao longe e os portões gigantes da cidade são fechados.

- O vôo foi cancelado! Ninguêm irá deixar Rachel! O Alto Sacerdote de Freya, Zed, foi encontrado morto, carbonizado hoje pela manhã! - Gritou um Soldado.

- E o Assassino pode estar no meio... OH MINHA DEUSA!!! É ELE!? - O Soldado apontou para o Arcano que estava tumultuando a fila.

- Eu? É impossível... eu prefiro mal passada. - Disse enquanto acariciada seu Imp.

- Segurem ele! - Gritou o Soldado enquanto vários homens partiram para cima do Arcano.

Fletcher também investiu, a notícia era trágica, Zed era um homem bom, Fletcher sob o cargo de Grão-Mestre já havia falado com o Alto-Sacerdote e a conversa fora agradável, era um homem muito caridoso e com bondade nos olhos, exercendo sua autoridade de Aventureiro, partiu para cima do Arcano pronto para leva-lo a justiça, se fosse inocente, ele seria liberado.

- Sem Samuel Hopkins para vocês hoje, seus gordos! - Ele puxou algo e usou como escudo, Fletcher parou imediatamente. O arcano havia pego Tatiana como Refén e escudo humano.

- NÃO ATAQUEM!! - Ordenou Fletcher aos outros três soldados.

- Assassino não adianta, logo virá as tropas e você será morto, torturado e morto.

- Por mais que me fascine vê-los tentar, meu tempo é curto e não posso queima-lo aqui com vocês, adeus! - Samuel conjurou uma explosão de fogo a sua volta que afastou e empurrou todos, então entrou para dentro do Aeroporto, puxando Tatiana que gritava.

- Calma gatinha assustada, não vai querer me ver de cabeça quente, vai? - Disse enquanto dava altas risadas.

Fletcher correu atrás, e pode ver Samuel carregar Tatiana escada acima em direção ao Aeroplano, o Imp acompanhava, mas assim que viu Fletcher, começou a atirar bolas de fogo no Guardião Real para atrasa-lo. Logo samuel já estava a bordo e o Aeroplano começa a partir.

Fletcher correu subindo as escadas o mais rápido que pode, seguido por Margaery que já segurava seu chicote nas mãos, lá em baixo vários soldados invadiam o saguão do Aeroporto. Os Heróis finalmente alcançaram o aeroplano no ultimo instante em que o mesmo decolava e subia em direção ao céu. Não havia ninguem no convés a não ser Tatiana, o Arcano de roupas chamuscadas e seu Imp que agora não tinha nada de "engraçadinho".

- Solta ela bandido! Ela não te fez nada - Ordenou Fletcher.

- Se você pular agora, juro que não vai se queimar no meu conceito. - Samuel apontou para fora do Aeroplano.

Fletcher investiu, portando sua lança, contra o Arcano, notou que Margaery começou a cantar uma canção e imediatamente sentiu seus movimentos mais rápidos e precisos. O Arcano jogou Tatiana de lado e espalmou em direção ao Guardião. Uma enorme esfera de fogo e rocha, colidiu contra Fletcher, o jogando para trás.

- Pode vir quente! Eu estou fervendo! - Ao dizer isso, o elmo de Samuel inflamou em chamas vermelhas e azuis, revestindo sua cabeça com fogo.

Margaery também atacou, lançou seu chicote sobre o Arcano que enrolou-se em seu pescoço, mas Samuel e segurou com as mãos e logo o fogo caminhou por toda estenção da arma até chegar na Musa, que foi obrigada a soltar.

- Dois contra um? Vou fazer essa festa pegar fogo! - Sorriu Samuel, e retirou algo do bolso, eram pequenos galhos secos. Estourou vários e magicamente, vários monstros começaram a tomar forma diante de seus olhos, todos feitos de fogo, havia grandes pássaros de fogo e lagartos que exalavam chamas vermelhas.

- Bem passado por favor. - Samuel sentou-se em um banco rindo enquanto as criaturas avançaram sobre Fletcher e Margaery. Retirou um grande copo plástico sabe-se lá de onde, no qual havia um canudo e inscrições na embalagem "MilkShake", então começou a tomar. Seu Imp pulou em seu colo e Samuel ficou assistindo a luta ali enquanto o acariciava.

- Que droga! - Um fio magico de cor azulada saindo de Fletcher percorreu todo o conves do Aeroplano, até chegar a Tatiana, a revestindo com a energia, da mesma forma outro partiu até Margaery a revestindo também.

O Guardião segurou sua lança e retirou o escudo de suas costas. Margaery conjurou seu Arco e ambos começaram a lutar, Tatiana por sua vez, tentou se esconder atrás de alguns bancos e cadeiras. Fletcher usou o escudo para bloquear um lança chamas que era produzido na boca do Pássaro de fogo, Margaery, disparou contra o mesmo que caiu ao chão. Rapidamente enterrou sua lança dentro da boca da Salamandra que tentava abocanhar Margaery. Quando se viu cercado, girou a lança a sua volta, derrubando vários inimigos ao mesmo tempo.

Algum monstro havia atacado Tatiana com fogo, mas a dor e o ferimento imediatamente fora transferido para o Guardião Real, ao fundo Samuel parecia vibrar a cada ferimento do rapaz.

- Isso mesmo meus bichinhos! Não vão "queimar meu filme"! - gritava ele.

A salamandra surgiu do nada tentando morde-lo, ela abria a boca rápido de mais e Fletcher tentou fechar a boca do bicho com as próprias mãos, levantou e jogou a criatura para fora do Aeroplano, que gritou enquanto caia.



- Marga usa tempestade! - gritou Fletcher.

- Não dá! - A Elfa apontou para o balão acima de suas cabeças, ataques em área poderiam causar a explosão de todo o Aeroplano.

Eles continuaram com a luta, embora não fosse muito difícil, aquelas criaturas eram trabalhosas, logo todo o convés estava pegando fogo. Tatiana assim que viu a oportunidade correu para Fletcher e Margaery, o calor fazia o Guardião suar, então havia somente mais uma salamandra para matar e ele e Margaery iriam finaliza-la juntos. Então algo já esperado aconteceu.

O Balão explodiu em chamas, o fogo do convés havia chego até a parte superior, e repleto de gas, entrou em combustão, o Aeroplano imediatamente desnivelou e tanto Margaery e Tatiana que estavam na beirada caíram para fora. Fletcher ouviu o grito e pulou de barriga no chão com as mãos estendidas, deslizou alguns poucos metros e quando já estava com metade do torax para fora do Aeroplano, conseguiu pegar nas mãos de Tatiana e Margaery. Tatiana estava em sua mão esquerda e Margaery em sua mão esquerda, as duas estavam para fora do Aeroplano, com seus corpos pendurados, o aeroplano por sua vez inclinado para a direita não oferecia apoio para as duas subir, ficando realmente no ar, tendo somente a mão de Fletcher como ligação contra o chão que a cada minuto ficava mais e mais distante.

Muitos dirão que Fletcher poderia levantar as duas fácil, afinal, ele é forte, rápido, e tem habilidade físicas incluíveis. Mas se esquecem que até os mais experientes e capazes estão a merce da sorte. Talvez, se Fletcher tivesse um ponto de apoio, e o Aeroplano não estivesse mexendo tanto, ou se ele já não estivesse deitado no chão com metade do corpo para fora, e se ele não estivesse sustentando a sí mesmo e as duas garotas apenas com o peso de seu corpo, sem poder se agarrar em nada.

- Não disse que essa fuga seria um estouro! - rio Samuel.

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Mensagem  kemaryus em Sab Dez 28, 2013 6:39 am

Genealogia histórica dos acontecimentos posteriores

Os gêmeos fogem do holocausto e os Arkadels são todos tidos como mortos pelas Valquírias. Abely e Myca vivem durante alguns meses na floresta até que são encontrados por uma expedição de Homens. Eles ficam extremamente assustados a ver pessoas tão diferentes fisicamente (cor do cabelo, pele, roupas de batalha). Igor Black Throne os acha e deduz que são selvagens, ele estava naquela floresta caçado ladrões em nome do Rei de Glast Heims.


Igor resolve levar as crianças para a Capital, e sua comitiva parte de volta para Glast Heim, e descobre-se que ele é um importante General de Glast Heim. Após limpa e salva, Abely se mostra uma criança muito encantadora e bela e chega a encantar até mesmo a corte.

Em uma festividade entre Homens e Elfos, Maaryen Tyrell, a rainha dos Elfos de Geffenia se encanta pela garota e pede para que ela seja criada para se tornar uma Lady (dama) nos costumes dos Elfos como prova da bondade e da amizade entre homens e elfos. Relutante, Igor concorda. Abely parte para Geffenia, voltando esporadicamente para ver seu irmão.

Em Glast Heim, Igor Black Throne criaria Myca como um filho e o treina nas artes da batalha, Myca se sai um ótimo guerreiro, mais tarde se tornando Capitão da Cavalaria do Rei.

Os anos passam.
Abely se torna uma linda Lady, totalmente educada nos costumes élficos pela própria corte do Rei Tyrell, tão bela e exótica em sua aparência e ao mesmo tempo uma nobreza nata na forma de falar e agir. Alguns diziam ser até mais bela do que as filhas do Rei Tyrell. Seria prometida ao filho do Rei Tyrell, o Príncipe Elfo, nesta época destaca-se que a presença de Abely é capaz de atiçar a luxuria dos homens e mulheres.


Uma comitiva de Geffenia leva Abely para visitar seu irmão, a tanto tempo não visto. Durante a visita a Myca, o Príncipe Herdeiro de Glast Heim, Smair, se apaixona perdidamente pela moça e é correspondido, eles se deitam.

O Príncipe de Geffenia ao descobrir sente-se traído e inicia-se uma série de entraves entre Geffenia e Glast Heim, resultando desafios de espadas entre os herdeiros dos homens e elfos. Smair o príncipe dos homens é morto em uma emboscada por pessoas anônimas, o Rei culpa os Elfos. A tensão entre Geffenia e Glast Heim aumenta.

Em raiva e o princípio de sua loucura o Rei culpa Igor Black Throne e sua família por estar planejando sua ruína e um golpe ao trono desde que trouxera Myca e Abely há anos atrás chamando Abely de bruxa (no sentido pejorativo). Visto que Igor fazia parte da Casa dos Regentes, o misterioso Trono Negro, que assumiria o comando do Reino em caso de incapacidade do Rei ou herdeiro até a eleição do novo monarca.

Descobre-se que havia um conselheiro que estava fazendo a cabeça do Rei, cuja identidade era misteriosa, o Rei passou a se distanciar de sua religião e a cultuar um deu pagão.

Igor acusado de traição é sentenciado a decapitação, mas foge com sua família antes de ser capturado, que incluíam sua esposa, suas três filhas, seu filho Erus e Myca, filho de criação, contudo em uma perseguição, sua esposa é morta por arqueiros.

Em Geffenia o Rei Tyrell culpa Abely pela sua luxúria e o estopim que trouxe a desgraça aos elfos e a prendem em uma torre, embora confortável, solitária, visitada ocasionalmente pela Rainha que a amava e achava aquilo injusto.

Muitos outros acontecimentos ajudaram a levar Glast Heim e Geffenia á guerra, que duraria algum tempo até a destruição de ambas as cidades. Neste tempo, em prisão Abely tem um filho do príncipe dos homens, fruto daquele relacionamento.

Myca planeja o resgate de sua irmã da fortaleza em Geffenia e seria ajudado por Igor e alguns leais amigos da família, algumas tentativa são realmente feitas mas sem sucesso, um dos motivos mais forte na falha do resgate fora a gestação de Abely.

Então as Valquírias ouvem falar que ainda restava um Arkadel vivo e inicia uma caçada. Myca é achado e tem uma batalha contra Hild, agora como homem e treinado por Igor consegue matar a luta, mas no final teve que fugir mas neste momento, seu irmão de criação e único filho homem de Igor, Erus acaba se sacrificando por Myca.

Descobrindo que as Valquírias desconheciam da existência de sua irmã, Abely, decide se afastar dela por um tempo para mante-la oculta. Neste tempo casa-se com Ellis Blackthorne, filha de Igor e decide mudar seu nome para manter sua identidade a salvo, em homenagem a seu melhor amigo, Erus Blackthorne, Myca Arkadel faz um anagrama unindo Myca e Erus, chamando-se agora Kemaryus, sem sobrenome. De fato não seria mais achados pelas Valquírias durante um bom tempo.

Enquanto isso Abely em sua prisão recebe cada vez menos regalias conforme a guerra entre homens e elfos se torna mais brutal. Então acontece o dia da Corrupção das Espécie, um evento cataclísmico que destruiria ambos os reinos os mergulhando em trevas e sombras. Diante a morte eminente, e com uma filha nos braços Abely se vê sem saída. Em meio ao turbilhão de deuses pagãos e a essência do caos, Tyamat é seduzida por Abely e vê graça, luxúria e blasfêmia no sangue daquela moça. Abely faz um pacto com Tyamat, a deusa dragão em troca de sua libertação, e assim é feito.

Corrompida e sozinha, Abely vagou pelos lugares amaldiçoado de Geffenia e Glast Heim, completamente perdida e sem saber do destino de Myca, resolve partir de onde veio quando era criança, a terra de seu povo. Á sua filha dá o nome de Lucyl Arkadel.

As Valquírias descobrem que Myca não era o único Arkadel vivo e parte para o assassinato de Abely e Lucyl, e após muita luta e perseguições são impedidas de executá-las por Tyamat, proclamando seu direito sobre os destinos das duas.

Abely vagou pelo deserto perdida e sob a insolação e a loucura, não sabendo sobre a desistência de assassinato pelas Valquírias, achou que poderia ser caçada novamente a qualquer hora, então procurando preservar a vida de sua filha a entrega para um homem em uma caravana, que a adotaria e mudaria seu nome para Lucil, a criança herdaria parte da beleza e graça da mãe. Abely então parte a procura de sua terra natal o mais longe possível de sua filha para as Valquírias não achar a criança.
Myca então chega a prisão onde Abely estava e a encontra vazia, então achando que sua irmã havia morrido na desgraça dos Elfos, chorou tanto até que seus olhos se tornaram vermelhos como o sangue.

Abely também deduziu que Myca havia morrido na desgraça dos homens e igualmente chorou por meses. A dor de ambos era tão forte que seus gritos ecoavam na noite como o uivar de uma matilha. Myca pela culpa se tornou insano e deixou a família e filho para trás, partindo para o norte. Desafiando e matando qualquer um que ousasse desafiá-lo, se tornou completamente atroz e selvagem, recluso passou a viver com os lobos e nunca mais foi visto.

Abely chega a terra de seus pais com a ajuda de alguns homens, seduzidos pela beleza da moça, então reconstrói a vila e passar a viver lá, qualquer homem ou mulher que chegasse lá era seduzido e aprisionado por Abely. Ela também inicia um culto de adoração pagão que anos mais tarde traria a vida a seu filho homem gerada por um destes rituais. Abely jamais abandonaria o sobrenome Arkadel e chegou a conclusão que a adoração a deuses pagãos afastaria as Valquírias.

Embora mais velha e mais decidida, Abely jamais perdeu sua aparência e sua luz, mantendo-se sempre jovem e bela, diziam este ser o resultado de estudos de sua ordem de magos negros, shamans e necromante que ela fundou, seu servos a tinham como a encarnação de Lilith e com o passar do tempo seus cabelos se tornaram escuros como as trevas, deixando o branco prateado em um passado esquecido, herdado apenas por seu filho. Quando se achou apta o suficiente partiu viva ao mundo dos mortos em busca de resgatar Myca, seu amado irmão e nunca mais fora vista.

Iniciou-se então a linhagem Arkadel como nós a conhecemos. O filho de Myca “Kemaryus” foi criado por sua mãe e por Igor Blackthorne, posteriormente recebeu auxilio de Ivan Aroff Noldor, um Czar de uma terra distante com quem fez amizade e recebeu apoio financeiro em troca de se tornar embaixador de sua terra em Midgard. Então iniciou a linhagem Kemaryus como nós a conhecemos.

Fim [?]

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Mensagem  kemaryus em Sab Dez 28, 2013 6:40 am

"... A decadência dos bravos e as ascensão do poder fácil (orkutização do poder)..."


As pessoas se tornaram hábeis, fortes de uma forma jamais vista, logo os Heróis de outrora foram sendo esquecidos um a um... Luthien se tornou apenas um nome na historia, Leafar apenas alguém do passado, até mesmo Bonnie acabou esquecida em algum casebre, abandonada pelo tempo...

Aquele não era mais o mundo que todos conheciam, jovens aventureiros, sem qualquer conhecimento manejavam armas feitas para deuses, gritavam nomes de habilidades que nem sabem seu significado, tudo se tornou banal, se tornou fácil. Até mesmo a mais perigosa das criaturas se tornou apenas motivo para treino e acesso a dinheiro rápido.

O maior veneno não era o das criaturas das trevas, mas a influencia e a corrupção humana, logo, até mesmo Midgard, estava corrompida em todas as áreas, desde o governo falho, até os monstros tratados agora apenas como meios de se conseguir dinheiro e influencia.

Pouco a pouco os antigos heróis foram desaparecendo, com exércitos de clãs amadores e com poucas regras, os reinos deixaram de apoiar os antigos clãs que protegiam o reino, o império e a republica, afinal, esses novos clãs não exigiam justiça ou melhorias dos governantes, exigis apenas dinheiro e não questionava se as missões fossem ilícitas.

No final, todos os clãs foram se desfazendo como castelos areia ao vento, sem apoio, sem motivos para lutar, as pessoas se esqueceram de seus nomes, pois não precisavam mais deles para protege-las, o poder fácil era vendido em qualquer barraca, bastava ter o suficiente para pagar.

Na margem que marcava o verdadeiro fim de uma era, a Ordem das Valquírias persistia como a ultima bandeira em um mastro ao meio a tempestade, a ultima casa antiquada de uma rua onde os prédios habitacionais estão abarrotados.

Naquele dia, Kemaryus estava observando algo em Geffenia, um monólito de rocha completamente gasto e quase sem forma, coberto de musgo e solitário diante a clareira que o rodeava, esquecido, abandonado, ou simplesmente levado pelo tempo, aquela imagem que outrora fora a chama do reino, que despertou heróis, motivou exércitos e incitou líderes, agora era apenas um marco de rocha sólida, a forma humanoide não era mais reconhecida.

O feiticeiro estendeu as mãos, em sua mão direita havia um pequeno pedaço de metal, retorcido e moldado com as letras "O" e "D". Roubado de um museu particular, talvez a ultima peça ainda não perdida. Igualmente castigado pelo tempo e corroído pela ferrugem, o azul não era mais lustroso assim como o vermelho não era mais vívido.

Na outra mão havia outro objeto, de proporções iguais, feito com metal prateado, onde Letras em alto relevo descreviam O.V, não estava gasto, estava novo, como sempre fora. O Brasão emitia um leve brilho, mas oscilava.

A maior preocupação que recaía sobre a cabeça do Feiticeiro era que em breve, tão breve quanto ele lamentava, aquele Brasão também se tornaria apenas uma peça de metal esquecida e opaca, e para ele, não haveria museu, nem registros de seus feitos e muitos até diriam sobre as atrocidades que fizeram, sem lembrar seus motivos.

Jeff Kemaryus enrolou o velho brasão da OD em um lenço escarlate, não por fanatismo ou por orgulho, mas por respeito, e o colocou em um bolso interno de suas vestes. Então segurou seu próprio brasão da Ordem das Valquírias com as duas mãos e o aproximou do peito, enquanto respirou fundo recitou solenemente, não pela ultima vez, mas como se ainda houvesse um fôlego para mais um mergulho: "Ordo Ab Chaos".

O mundo estava expelindo para fora da historia seus antigos heróis, e como o marco de uma antiga era, a Ordem das Valquírias teimava em continuar, tentando se adaptar as novas realidades da forma em que podia, muitos abandonaram seus caminhos e decidiram viver o resto de suas vidas com suas famílias, como pessoas normais, outros optaram viver uma vida regada a exageros, alcoólatras, e até mesmo como mendigos. Outros decidiram sair em suas próprias buscas pessoas, por fantasmas do passado, e um especial, até mesmo deixou-se dominar pela escuridão e entorpecer a tudo a sua volta.

Poucos restaram para continuar a zelar pelos objetivos e pelo que a Ordem acredita. Então, abdicando de sua arrogância e prepotência, diante aquele marco de pedra, em um lugar onde os demônios se vestem como anjos, Kemaryus orou, uma súplica a não um deus em particular, ou até mesmo a uma Valquírias, mas a alguém, alguém com um poder maior, alguém capaz de mudar o curso da historia, apenas suplicou junto ao brasão, emblema de sua devoção, não pela paz no mundo, ou pela solução de todos os problemas, orou por sí, e pelos outros, que independente do amanhecer da nova era, que ao menos, ele e seus amigos, tivesse um fim como são, Heróis.

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Mensagem  kemaryus em Sab Dez 28, 2013 6:41 am

Da queda do mundo


Aconteceu que passou-se um longo tempo desde as ultimas tormentas do mundo, o entrave chamado de "Renovação" trouxe um nível de poder sem precedente, o que aconteceu por dar grande poder as pessoas. A facilidade pela obtenção por equipamentos, armas e itens que dão clara vantagem em uma luta acabou por corromper todas as pessoas as fazendo acreditar que também poderiam ser heróis.

Uma onda de novos aventureiros invadiu Midgard, pessoas normais estavam abandonando suas vidas e seus trabalhos para ir em busca do sonho de se tornar heróis ou se tornar ricos pelas tesouros dos monstros. Logo os campos de treinamento foram se tornando lotados e as guildas formavam jovens aventureiros quase todos os dias.

A procura por itens cada vez mais fortes se tornaram mais intensa, a Guerra do Império se tornou mais ferrenha e conglomerados de Clãs mantinham a soberania em feudos inteiros. Vaziam acordos comerciais que influenciavam todo o mercado, desestabilizando a economia e fazendo a inflação disparar, com a entrada de grandes quantidades de itens valiosos, os mesmos estavam cada vez menos valioso devido a fácil oferta.

Por sua vez, o dinheiro se desvalorizou, e acabou por entrar em um verdadeiro colapso financeiro onde o mesmo produto podia ser comprado por três valores diferentes ao decorrer do dia. Surgiram então os grandes Clãs mercantes que cuidavam de monopolizar a venda de determinado item e até mesmo retirar-los do mercado para que seu preço e procura subisse.

Com a falta do item de consumo, criou-se a necessidade de produzir cada vez mais itens, então monstros foram caçados como presas ao invés de inimigos, viam os monstros como mercadorias, na fabricação de armas e diversos itens com suas peles, ossos etc... a cobiça ficou tão intensa que clãs começaram a investir em uma ação completamente ilegal, usando drogas e compostos alquímicos (BOT: Biocondutores Opressores Traumas), conduziam pessoas de baixa renda para áreas de coleta de itens, induzindo-os em um estado narcoléptico os deixando horas a fio, matando monstro e pegando os itens, sem comer, sem beber e sem sentir exaustão ou dor pelas feridas, para esta pratica ilegal deram o nome de "Farm".

Por sua vez os GM's desapareceram aos poucos, no final não estou nenhum para conduzir a civilização mediante a crise, um dos maiores motivos foi a alegação de que a corrupção humana estava em nível muito altos, e por não ser um inimigo externo os homens deveriam procurar a solução.

Logo a quantidade de clãs e guildas cresceram vertiginosamente os governos passaram a procurar parcerias com estes novos clãs pois a oferta era grande, eles trabalhavam por menos dinheiro e cumpriam todo tipo de ordem, independente se era justo ou não. Da mesma forma, a segurança do reino começou a ser tratada diretamente com os clãs da Guerra do Empério.

Antigos clãs de conhecidos heróis passaram a ser um incomodo para os governantes por questionarem as ações e formas de governo cada vez mais corrupta, tratados foram desfeitos e os antigos clãs de heróis pouco a pouco perderam a utilidade na visão dos governadores. Com a monopolização das grutas de monstros e das tumbas de tesouros, os clãs honestos começaram a perder seu espírito de luta e pouco a pouco, quanto mais a corrupção humana aumentava, os Heróis deixavam suas espadas para viver suas vidas como pessoas normais, criar famílias e seguir a vida de outra forma.

Clãs de Heróis importantes começaram a se dissipar e pouco a pouco foram fechando as portas, mesmo aqueles que teimavam em dizer que estavam sobrevivendo, se resumia a um grupo de não mais do que 5 pessoas em algum lugar escondido.

Após espionar, corromper e destruir todos os clãs que se opuseram a Ordem das Valquírias, Kemaryus sentiu pela primeira vez que o destino da Ordem das Valquírias estava ameaçado. A falta de interesse em continuar a vida heroica pouco a pouco estava domando um a um.

Hartvalley fora o primeiro a abandonar a vida de Herói e partir para sua casa em Brasilis, onde começou a trabalhar como guarda pessoal do Governador local e a viver com sua familia. Roen Midnight, o famoço caçador de MVPs abandonou a vida de herói e começou a viver como um homem errante, encontrando emoção apenas em brigas "mano a mano" em ruas e bares. Ignatyus Arkadel, indignou-se com o mundo e fez um grande anuncio e partiu para a terra de seus ancestrais a fim de viver os fins de seus dias com quem possuí sentimentos.

Ging abandonou todos seus pertences e itens e passou a trabalhar em um laboratório de pequeno porte anexo a Rekember. Cíntia Brigth decidiu-se focar em seu sonho de construir um aeroplano, enquanto Jurougumo partiu para Moskóvia para cuidar da morte de seu pai e acabou ficando por lá. Norxália após pistas de seu mentos, pediu licença da Ordem e saiu a procura do homem que a criou. Alex Almer por sua vez recebeu um ministério da igreja ao qual agora é responsável pelo orfanato. Souran perdeu-se no oceano passou dias em uma ilha isolada no extremo leste, após regressar disse que precisava de um tempo, e retornou para o extremo leste.

Louis Golden passou a se apresentar exclusivamente em Comodo, em Show diários, contudo nitidamente estava em depressão com o pós fama. Mano Ranger decidiu abrir uma academia de ensino e treino físico e abandonou de vez sua vida de aventureiro. Maxxsuel partiu para Moskóvia com sua esposa, e incrivelmente abandonou a batina e a fé. Edu de Libra comprou uma casa em Hugel e decidiu-se morar lá, Halt aceitou emprego de instrutor de Caçadores também em Hugel e passou a morar na Casa de Libra.

Por sua vez, Fletcher Blackthorne ainda era um dos poucos que ainda estavam envolvido com a Ordem, ficou em Rachel cuidando da Loja Valkyrica de Arunafeltz até o fechamento da mesma. Margery Tyrell desapareceu completamente, dando sinais de vida uma vez ou outra, ha rumores de que ela seja a ultima Elfa em Midgard.

Valkië (Valkyrica) desde o incidente, passou por diversas momentos dificeis e hoje abandonou totalmente a vida de aventureira, agora trabalha em uma boate de Lighthalzen. Kaito e Shallow formaram uma dupla para caçar MVPs e vender os itens para abrir um negócio próprio. Clérigo de Tenebra começou a assumir o novo negócio da familia Tenebra nas Industrias Rekember, um projeto em conjunto com o orfanato de Prontera. Zé do Alface é um dos poucos que ainda aparecem na Loja as vezes. Angel Feiticeiro está trabalhando em Izlude no projeto de re-popular a fortaleza submersa. Yuki Daitenshi foi aceito novamente em seu lar, e partiu aos céus e não foi mais visto.

Kemaryus, apesar de manter a Ordem, passou a cuidar outro assuntos pessoas, não foi mais procurado pelas Valquírias e quando as procurou recebeu silêncio como resposta. Sem rumo, decidiu tocar a vida e continuou com seu trabalho no conselho de Juno. Por algum tempo, a Ordem parecia estar fadada a seguir como seus antecessores.


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Dos Primórdios da Ascensão de Freya
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Acontece-se que os tecnólogos de Arunafelz conseguiram finalmente replicar o poder do coração de Ymir de forma artificial, todavia ainda em escada reduzida. Após o assassinato do Alto Sacerdote de Freya "Bekento". Foi instituído um novo alto sacerdote vindo de Veins para o cargo. Contudo o tempo revelou que este novo homem estava envolvido com o Culto Fanático a Deusa e se mostrou ter opiniões muito radicais.

Primeiramente fechou todas as fronteiras do Sacro-Império, proibindo que qualquer um pudesse adentrar as regiões de Arunafeltz, salvo com autorizações especiais, dadas geralmente a alguns clãs. Monopolizou os Castelos da Guerra do Império, oferecendo-os para quem Defende-se Arunafeltz de invasores e inimigos, desta forma instituiu um grande exercito de clãs mercenários.

Aeslyn Gaebolg, a rainha, partiu em busca de seu marido, Tristan, na esperança de acha-lo na terra dos mortos. Sua comitiva nunca chegou a Niffhein, sendo a rainha salva por um gentil homem de cabelos prateados, com quem teve um rápido romance.

Mais tarde, o fruto desta relação nasceria, e se chamaria Ignatz Gaebolg. Aeslyn não voltaria mais para Rune-Midgard e morreria no exílio, seu filho Ignatz, só retornaria anos mais tarde, após a morte de sua mãe. O trono seria decidido entre as famílias, nomeando o novo Tristan, respectivamente o Rei.

Em Arunafeltz foi iniciado o Protocolo Experimental da Soberania de ARunafeltz (P.E.S.AR.). Contudo, falhas críticas causaram muitas destruição e mortes, a missão inicial era trazer Freya de volta a Rune-Midgard, acordando-a de seu sono na inexistência. Um homem nesta época surge dizendo ter o conhecimento para faze-lo.

Crianças de todos os reinos começam a desaparecer, uma investigação acusaria Arunafeltz pelos atos. A Corrupção no judiciário de Rune-Midgard levaria o processo para o arquivamento. Os Corações das crianças são usados como capacitores para o maior coração de Ymir artificial já feito, embora elas ainda estivessem vivas e com seus corações no devido lugar, havia uma conexão entre elas e o Coração de Ymir.

A informação é roubada pela Rekember, e um Laboratório Secreto e ilegal, trabalha nesta tecnologia em paralelo, porém usando as antigas cobaias do laboratório de Somatologia ao invés de Crianças, reações "estranhas" foram analisadas, e as cobaias foram trocadas por crianças, devido a sua instabilidade.

Cíntia Brigth faz o lançamento do primeiro Aeroplano Particular Cívil, o combustível não é revelado, de acordo com ela, para evitar cópias não autorizada. A festa de lançamento em Juno é invadida por um grupo armado que rouba o artefato de combustão do Aeroplano.

Amigos de Cíntia partem para uma investigação e para recuperar o item, sozinho ele é instável e altamente perigoso por sua capacidade de radiação e explosão. Descobre-se que se trata de um pequeno coração de Ymir anexado a um sistema de enriquecimento totalmente desenvolvido por Cíntia. O Reator consegue extrair a energia suficiente alimentar o Aeroplano, contudo se for anexado em um Coração maior, o efeito será ainda mais poderoso.

Em Morroc, Norxalia finalmente acha seu mentor, e descobre que o mesmo está envolvido em uma trama para declarar independência de Rune-Midgard e se tornar parte da nação de Arunafeltz, se tornando Governador do Sograt. O Mentor estava sob a direção da Guilda dos Assassinos, e planejava ataques a Rune-Midgard. Norxália inicialmente é convencida a lutar a seu favor. Mas durante um destes ataques a Ordem das Valquírias acaba ficando entre o caminho de seu mentor, a tentativa de golpe é frustada e Norxália é ferida por seu mentor.

Voltando ao deserto, O mentor é perseguido por Norxalia, que sem alternativa, o desafia para um duelo de morte pela posse da Guilda. Norxalia vence mas se recusa a matar seu antigo mestre, ele a ataca e por reflexo termina por mata-lo. Norxália se torna a nova Líder das Sombras, Líder de toda a Guilda dos Assassinos. Norxalia como primeira ação, traz de volta um Seleto Grupo de Assassinos, conhecidos como "Retaliadores" e corta toda a influencia de Arunafeltz, criando uma força de Defesa na costa sul de Rune-Midgard.

Kemaryus e Fletcher Blackthorne, percebem a fragilidade do reino de Rune-Midgard diante a eminente catástrofe e o caos gerado pela falta de um governante, visto que o rei Tristan III havia desaparecido assim como sua esposa, a rainha Aeslyn. Em um jogo complexo de política e busca por artefatos que comprovem a origem dos antepassados de Fletcher, também há assassinatos em nome de um bem maior. Logo ele se instala como novo sucessor ao trono, se tornando o novo Tristan. Começa a juntar o exercito e a estabelecer uma corte marcial a todos os infratores do reino, um verdadeiro expurgo, re-estabelece aliança com Norxália, líder dos Assassinos.

Acontecem as primeiras explosões radioativas sobre Lighthalzen, a cidade é devastada por duas bombas feitas com o Coração de Ymir de pequeno porte. A guerra é declarada entre Arunafeltz e Shwartvaseiláoque. Hartvalley retorna de Brasilis e descobre que Arunafeltz tem em posse mais 11 ogivas feitas com o coração de Ymir artificiais, cada uma batizada com o nome de uma valquíria. Cíntia também descobre que seu aparelho não está sendo usado para transformar os corações em bombas e especula qual seria a finalidade.


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Do Princípio da Guerra das Valquírias de Freya
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Souran retorna do Leste, onde revela haver um reino de proporções continentais lá. Junto com Kemaryus e Jurougumo, partem para o reino amaldiçoado dos Arkadels a procura de Ignatyus. Tropas vindas de Juno defendem Lighhalzen a transformando em uma cidade fortaleza em rúinas. Rekember recolhe todos os guardiões em suas posses e os coloca a frente do campo de guerra.

Kemaryus convence Ignatyus Arkadel a voltar para Rune-Midgard, secretamente maquina um plano. Fletcher (agora Tristan) entrega um dos Aeroplanos do Reino para a Ordem das Valquírias, o outro está sendo usado para a mobilização das tropas. Inicia-se uma imigração em massa para as ilhas independentes.

Norxália, Cíntia, Ignatyus Arkadel Jurougumo e Souran se unem a Kemaryus para ir a Rachel em uma missão suicida mas crucial, assassinar o Alto Sacerdote e recuperar o Catalizador de Cíntia. O grupo parte, o local é o Templo de Freya. Haverá um resgate ousado com o Aeroplano.

O grupo invade o Templo e chegam até o átrio da Deusa em forma de Criança. kemaryus revela o verdadeiro motivo da missão: Assassinar Freya. Ainda revela o verdadeiro motivo de Ignatyus Arkadel estar ali, somente ele poderia corrompe-la ao ponto de mata-la, ninguém mais. Ignatyus se irrita com o feiticeiro por te-lo usado. Enquanto isso, Norxalia, Souran e Jurougumo invadem os andares mais baixos do templo, um local agora transformado em uma Usina. Observam um Coração de Ymir Artificial de tamanho gigante. Não conseguem impedir o uso do Catalizador para a criação do Projeto P.E.S.AR. um golen de pura mana e de poder Vanir, completamente sem controle, os Cultistas o chamam de Freya, dizendo ser esta a Deusa Restaurada. Após pegar o Catalizador, o grupo foge de Rachel a bordo do Aeroplano, mas são perseguidos por um Aeroplano de Guerra de Arunafeltz, conseguem destruir o inimigo mas completamente avariados caem na costa oeste de Umbala, o Coração de Ymir do Aeroplano se torna instável e explode, todos escapam com vida.

Todos ficam abismados com o poder do Golem Freya, que parece invencível. O grupo recebe a notícia de que Freya caminha para Lighthalzen, e partem para lá, chegando bem antes e ajudando a preparar as tropas para a batalha, oferecem ajuda a Swhartseiláoque. Hartvalley decide ir a Juno pegar o Aeroplano de Cíntia como uma arma a mais na batalha, mas demora a retornar. Ignatyus descobre que o Golen descontrolado está sendo atraído pelo coração de Ymir verdadeiro, localizado em Juno (o que faz a cidade flutuar e dá acesso ao Hall das Valquírias). Todo o exercito posto a frente da Cidade é destruído pelo Golen, que aparentemente não sofre danos maiores. Ignatyus afirma que se o Golen pegar o Coração de Ymir verdadeiro nada neste mundo irá destruí-lo. Souran diz que destruir o coração de Ymir verdadeiro poderia evitar tal acontecimento. Cíntia afirma que poderia transformar o Coração de Ymir em uma ogiva mas a explosão mudaria a vida como a conheciam, destruiria metade do continente e tudo o que estivesse nele.

Kemaryus não descarta esta opção e a deixa como um "Plano B". O Golen chega a Lighthalzen e destroi tudo a seu caminho, nem mesmo a Rekember é capaz de para-lo com seus canhões. O grupo decide abandonar a cidade pois a batalha não havia chance de vitória. Alguém avisa os extremistas da ideia de usar o Ymir com o uma ogiva. Em meio a batalha de Lighthalzen, Cíntia decide abrir as portas secretas do Laboratório de Somatologia na favela, para os habitantes se refugir lá, soldados iam junto para garantir a segurança. Jurougumo acompanha Cíntia, mas a garota é raptada por um grupo de extremistas, e a garota é levada embora de trem. Jurougumo persegue o trem e liberta Cíntia, pagando um alto preço. Hartvalley chega com o Aeroplano de Cíntia e a salva.

Juno recebe ordem de evacuação, a população vai para Juperos, a ponte de conexção com o continente é quebrada e Juno flutua agora sozinha. Kemaryus usa chamado Urgente e convoca todos os Valkyricos dispostos para a ultima batalha da Ordem das Valquírias.


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Da Guerra de Freya, das Valquírias e dos Cultistas
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Iniciou-se uma batalha de proporções continentais. Einbroch, Einbech foram destruídas pelas Ogivas menores apelidadas de Valquírias de Freya. Kaito organizou uma ultima ofensiva para defender a cidade mas foi morto pelas primeiras bombas. Felix de Tenebra, agora Prefeito de Juno declarou estado de emergência e evacua Juno. Um grupo de Renegados, Sentinelas e Shuras, todos de cabelos azuis, começam a assassinar um a um todos os membros da Ordem. Eles usam um elemento químico (B²³¹) para aumentar seus poderes. Halt é morto ao defender Fletcher.


A Valquíria Original

Depois que Cíntia foi salva pela Jurou ela entrou em depressão por se achar uma fraca, por não conseguir dar conta de se proteger e por ter causado a morte da Jurou.

Jurou e Cintia eram amigas Jurou "pegava emprestado" tecnologia da Rekember para Cíntia usar na construção do seu Aerobarco. Assim como a construção de Seu mecha personalizado que fica no compartimento de carga do Aerobarco.

Um monstro chamado de "A Valquíria Original" está destruindo Lighthalzen e o exercito recebe ordens de se retirar. Alguns membros da OV ficam por ultimo e acabam encurralados Cíntia acha novamente que pessoas morrerão para salva-la e entra em desespero se achando a fraca, mas desta vez ela determina que ninguem irá salvar ela, ela que irá salvar. Então, ela ativa seu Mecha personalizado que é o dobro do tamanho do comum e com cabeça, todo fechado. Ela parte para a luta para segurar o monstro dando tempo dos valkyricos fugir, mas a diferença de poder entre o monstro e o Mecha de Cíntia é gritante. Ela consegue ganhar tempo e os Valkyricos conseguem embarcar no Aeroplano dela para fugir. Estão quase fugindo, Cíntia desfere um poderoso tiro no monstro e ativa os propulsores para ir embora, "voar até o Aeroplano" e ir embora também Mas, o mostro solta tentáculos de seu corpo prendendo as pernas do Mecha, depois o jogando com violência no chão. Os valkyricos entram em desespero por ver que o plano de Cíntia estava começando a dar errado.Cintia começa a apanhar feio do monstro sendo jogada e arrastada pela cidade. Já sem munição ela usa socos, entulho, tudo o que tem para ferir o monstro e vendo que irá de fato perder a luta. Entra em desespero tenta fugir a todo custo e abandonar a luta mas o monstro sempre atrapalha a fuga. Então utilizado eletricidade de alta tensão o monstro desfere uma descarga eletrica muito forte que queima muitos circuitos eletricos do Mecha o deixando inoperante.

Ela tenta ejetar, mas o comando não obedece com luzes vermelhas dizendo "Falha Critica" em seu visor
ela vê o monstro chegando e a pegando pelos braços e pernas. Cíntia sente a força do monstro tentando desmenbrar o mecha e consequentemente ela também. Ela entra em desespero e em frenesi, gritando, a morte está bem diante dos seus olhos. No aeroplano todos ouvem ela pelo rádio. Cada placa de aço, cada junta de titânio dos membros do mecha começam a ceder, e o monstro continua colocando mais força Cíntia puxa os controles e aperta os gatilhos e botões desesperada ordenando o mecha a obedecer ela
mas o robô está completamente queimado. Ela grita alucinadamente enquanto sente seus braços começando a deslocar-se.

Há um grito ensurdecedor, e o monstro desmembra o Mecha, os braços e pernas se soltam, óleo, metal, e sangue jorra para todos os lados Todos ouvem um grito alucinado pelo rádio Cíntia tem os braços e pernas rasgados fora com uma brutalidade sem tamanho ela entra em choque O tronco do mecha cai no chão. Mesmo assim o monstro não para Usa os próprios braço para continuar batendo no corpo do mecha jorrando óleo e sangue, os gritos sessam enquanto o monstro ataca ferozmente, Valkië que estava no aeroplano passa mal e desmaia. Cintia morreu nesta batalha e sua morte foi considerada uma das mais brutais já vista.


O Golen de Mana chamado Freya, chega aos planaltos de Juno, sem poder acessar a cidade pela ponte, ele salta na direção de Juno e começa a escalada pro suas beiradas. Shallow usa bombas ácidas para tenta derrubar Freya.

Após o golen conseguir chegar a Juno, Inicia-se uma luta contra Freya, para ganhar tempo. Enquanto isso, Tenebra e Cíntia, começam a programar o coração de Ymir para uma explosão. Samuel Hopckins com ajuda, nocauteia Cíntia e Tenebra e coloca o Coração a bordo do Aeroplano roubado, a intenção é leva-lo até a Prontera para que Freya vá destruindo tudo pelo caminho.

Norxália no ultimo instante consegue subir a bordo do Aeroplano e pousa-lo na Ilha Principal de Juno. Enquanto isso os Valkyricos estão sendo derrotados na batalha contra Freya. Sem o Coração de Ymir como combustível, Juno começa a ficar instável e a precipitar-se ao abismo. Ignatyus Arkadel em dupla com uma pessoa ajudando-o usa todo seu poder para conjurar um Cometa, que acerta Freya em cheio, a deixando inconsciente, porém faz com que Juno e suas ilhas se desfragmente e entre em rotação no próprio eixo. Valkië [Você precisa estar registrado e conectado para ver este link.].

kemaryus usa Chamado Urgente (trazendo também Valkië) e reagrupa todos os Valkyricos Próximos ao Coração de Ymir, com a proximidade com o item mais sagrado e poderoso de Midgard, a natureza de cada membro é revelada diante a radiação de tal poder. Ignatyus Arkádel é visto com asas de plumas negras, tão escuro que suga toda luz a sua volta, respectivamente oposto, Kemaryus é coberto de luz com asas alvas. A verdadeira forma de Albus é revelada, assim como a de Valkyrica (Valkië).

O Coração é transformado em uma grande Ogiva, contudo a detonação não pode ser programa ou feita a grande distância. Freya retorna, Shallow e Valkië tentam ganhar tempo. Valkië é ferida e desmaia. Os Valkyricos adentra o aeroplano para fugir do local, kemaryus entrega um item em um lenço vermelho para Fletcher e diz para não ver até chegar a hora certa.

Kemaryus decide ficar para detonar o Coração de Ymir e garantir a Destruição do monstro Freya, fora a ultima ordem de Kemaryus. Ignatyus Arkadel também fica.

A contra gosto o grupo se distância de Juno com o Aeroplano, Valkië acorda e todos descobrem a real relação dela com Kemaryus. Há problemas com a detonação e Arkadel é obrigado a sozinho combater o Golem até Kemaryus concertar a Ogiva. O Coração de Ymir é detonado. Toda Região norte é afetada por seu poder. O Aeroplano cai no planalto El-Mes. Uma fenda dimensional é criada onde fora Juno, tudo a sua volta é sugada para lá, incluindo o Golen Freya, os restos da Cidade e Kemaryus e Arkadel. Nunca mais seriam vistos.


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Das alterações no mundo
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Toda a geografia do continente é alterada, nações como Arunafeltz e Shwartzseiláoque, em ruínas, são abandonadas. Fletcher abre o lenço vermelho e percebe estar com a Pedra Empério Fundamental da Ordem das Valquírias, assim como o I-Valk de Kemaryus. Mas a OV é restaurada, após um consenso entre todos. O mundo começa a se renovar após o fim das guerras. Fletcher não volta para Prontera e para o trono de Rune-Midgard, um homem chamado Sir Pior assume o posto de Rei. O Guardião Real decide abandonar a vida de herói ao se dedicar ao sonho de ter uma família, encontra-se com Tatiana, com quem se casa e tem dois filhos (ps: ver os nome com o Igor). Norxália volta ao deserto. Clérigo de Tenebra parte para Ilha dos Gatos e não é mais visto. As fendas de Ash Vaccun se fecham subitamente sem qualquer explicação, muitas pessoas perdem famílias lá.

Pouco a pouco os membros vão perdendo os contatos, o tempo vai passando... a historia passa a ser contata de formas diferentes e alguns nomes começam a ser esquecidos. Sem um verdadeiro herdeiro ao trono Inicia-se a República de Rune-Midgard. Vinte anos mais tarde, a Monarquia seria reestabelecida com o surgimento de Ignatz Geoborg, um herdeiro real exilado desde seu nascimento.


[/hr]Dados Adicionais.

Embora não falado, Kenshiro e Lennys tem crucial participação na historia e ambos morrem de maneira heróica e dolorosa.

FIM!

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Ficha de Personagem
Nome:: Jeff Valk kemaryus
Classe:: Feiticeiro
Grau:: Reitor

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