[Fanfic] O Suave beijo de uma Kafra

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Mensagem  kemaryus em Sab Dez 28, 2013 6:04 am

Quando se começa uma história é algo muito perigoso, não se sabe até onde sua imaginação pode te levar, ao ler deixe sua mente te levar pelas emoções nas palavras, por sentimentos que cada um de nós já viveu em algum momento de nossa vida. No final, toda história é em busca de algo que não podemos pegar ou esconder, trata-se de sentimentos e emoções.

Venha comigo, quero te apresentar ao meu mundo pessoal, onde a mais casual criação de um amigo, toma vida e contornos na minha mente, eu quero dividir minha história com você, meu mundo de emoções e cenas que voam livres em minha imaginação. Espero que se emocione ao ler, quanto me emocionei ao escrever...


[size=85]A meus grandes amigos...
Deixe-me leva-los ao nosso mundo novamente.
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[size=150]O Suave beijo de uma Kafra[/size]


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Por: Jeferson S. de Paula "Kemaryus"


[size=150]C[/size]hovia e a garota de cabelos castanhos cruzou os Braços ao sair da loja mais próxima, vestia-se com um grande sobretudo marrom que lhe cobria completamente o corpo, abaixo podia-se ver botas de cano longo e teimosamente a ponta de um avental branco que insistia em aparecer.

A chuva já caia a algumas horas e a garota estava cansada de esperar, criou coragem, colocou o capuz e pisou para fora da Loja, imediatamente seus pés afundaram em meio a Lama e o barro do local, ela pode ouvir as gotas de chuva batendo em seu capuz, mas o feitiço de impermeabilidade daquela vestimenta a iria proteger da chuva.

Começou a andar, seu corpo doía um pouco, foram longas horas de trabalho e a menina que iria trocar de turno com ela, havia se atrasado. Enquanto andava na chuva pensava principalmente na sopa quente que iria tomar assim que chegar em casa e estava indecisa se era um delicioso Caldo de Legumes ou uma Canja de Peco.

Já estava a noite, e os postes daquela rua pouco iluminava o local, desde que fora transferida para cobrir as férias de outra menina, ela não gostava muito de andar por ali, mas era o único caminho para o local onde estava morando. Passou a mão sobre o rosto, sua face estava dolorida, pois passara o dia todo sorrindo para os Clientes, uma norma da empresa.

A garota subitamente foi tirada de seus pesamentos quando algo iluminou seu rosto, não era o poste ou qualquer luz vindo das casas, subsequente ela também ouviu um grande barulho de queda e então coisa sendo destruída.

"MVP" - Foi a primeira coisa que ela pensou e correu em direção ao local, até que chegou a uma esquina que dava para a rua de onde vinha o barulho, ela se encostou na parede e tentando ao máximo não ser vista espiou o local.

Uma barraca, daquelas que costumam ficar nas ruas, estava destruída, havia vários objetos no chão, e um rastro em meio a lama, como se algo fosse arrastado. Ela sentiu um frio na espinha, por um momento sua boca ficou seca e seus olhos se abriram mais, continuou espiando e pode ver bem mais a diante, no final do rastro, uma tênue fumaça branca subindo... algo caiu dos céus. Será um monstro?

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Mensagem  kemaryus em Sab Dez 28, 2013 6:04 am

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    [size=85]"... Mergulhe nos olhos enquanto eles ainda estão cegos." - Hietala / Holopainen[/size]

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[size=150]O Suave beijo de uma Kafra[/size]

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Por: Jeferson S. de Paula "Kemaryus"


[size=200]S[/size]eu corpo bateu com força em algo, enquanto tentava se agarrar as penas do grifo, ele colidiu com várias coisas que se quebraram, pelo som julgou ser madeira de alguma barraca ou árvore. Fletcher bruscamente colidiu com o solo, seu corpo rolou pelo chão molhado e suas mãos se soltavam de sua montaria, então deslizou pela lama por alguns metros.

Sua respiração saia de sua boca como uma fumaça esbranquiçada e com o rosto no chão ele gritou de dor, todo seu corpo doía. Lama e água entraram em seu rosto, ele olhou até onde sua visão pode sem precisar mexer a cabeça. Viu apenas a rua escura e as casas com portas fechadas, pelas construções pensou estar em Arunafeltz, talvez Rachel ou Veins. Logo a água a sua volta se tornou vermelha, então ele olhou a procura de seu amigo, viu um pouco distante um montante de penas e pelos, seu Grifo estava imóvel.

Um medo repentino bateu em Fletcher, que impulsivamente se arrastou em direção a montaria, pela lama, deslizando como um animal, apenas usando suas mãos e braços, suas pernas não respondiam e uma dor lacerante o cortava ao meio. Arrastou-se até chegar ao seu Grifo, e parou, seu pulmão doía muito, puxou o ar e sentiu a pontada no peito, um gosto de sangue invadiu sua boca, assim como o cheiro inconfundível.

- Link, Link! Meu amigo, Link! – Fletcher virou-se e tocou as costas do animal, seu pelo molhado e suas penas, o animal não respondia, seu coração acelerou ainda mais. Link fora seu amigo por muito tempo, por anos, o pegou quando ainda era muito jovem e todos esses momentos ao lado de seu amigo passou em sua cabeça rapidamente, logo veio a negação, Fletcher começou a respirar rapidamente e sua mão tremia, mas não era mais pela dor.

- Por favor Link, não! Acorda cara, acorda! Você é forte! Vamos! De pé! – Fletcher batia com a mão sobre o animal, mas ele não se mexia, ele precisava olhar para seu amigo nos olhos, precisava saber se ele respirava, precisava acreditar que haveria uma chance, um milagre.

Fletcher então se apoiou no corpo do animal, e tentou subir, já que o grifo estava de costas para ele, ia olhar seus olhos, ver realmente se seu amigo o deixará, ali, sozinho, dilacerado por fora e por dentro. Assim que impulsionou seu corpo para frente, e para cima, tentando se apoiar em suas pernas inertes, ele sentiu um estralo em seu peito, como algo quebrando, partindo. Uma dor insuportável o tomou de súbito, sua força se foi e Fletcher caiu, perdeu o equilíbrio e sentiu que o chão ficara vertical, caiu, tombou, ao lado de seu amigo, tossiu sangue, não conseguia respirar, então as trevas o tomou. Não era como adormecer, se ele pudesse descrever o que seria aquela sensação, ele descreveria como morte, e notoriamente, só podemos descrever a morte em sua completa perfeição, quando de fatos, morremos. Mesmo de olhos abertos, ele não viu mais nada, nem ouviu, nem pensou, na chuva, na lama, em uma noite fria, o Guardião Real foi vencido finalmente pelos ferimentos e ali, caído ao lado de seu amigo Grifo, o herói tombou como todo homem.


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[size=200]A[/size]s pessoas querem se tornar heróis, de fato todos sonham com a fama, o poder, ser adorado pelas multidões e viver aventuras, grandes aventuras, salvar princesas em castelos e vencer combates contra dragões, não estão erradas em pensarem assim, afinal a vida é composta por desejos. Nossa realidade é formada a partir de sonhos, e querer ser melhor, é o que nos impulsiona a realmente sermos melhor.

Mas a definição de herói, na realidade é menos glamorosa, um herói muitas vezes é solitário, pois devido a sua jornada, não há como se estabelecer em um único lugar, não há tempo para criar raízes, relacionamentos. Por isso muitas vezes, quando um herói acha alguém que caminha ao seu lado, faz sua jornada e o ajuda, criasse um elo muito forte, de amizade, companheirismo de respeito e gratidão.

Mas um herói não é apenas forte para vencer, precisa ser forte para perder. A perda é a sensação que prevalece. Quanto maior o herói, maior sua perda. Muitos querem se tornar guerreiros, mas poucos estão preparados para perder algo em suas vidas, às vezes as cosias mais valiosas, é ai que há a separação entre os tipos de pessoas. Mesmo falhando, um herói segue em frente, ainda que seu coração se quebre, ele irá seguir sua jornada, pode até haver uma pausa, uma recaída, mas no final, ele irá cumprir sua jornada.

A luz entrou pela janela, Fletcher colocou a mão sobre o rosto para tampar o sol, mal podia ver a sua volta, estava quente, deitado, confortável, havia ataduras em seu braço, uma tala, não sentia mais dor e respirava quase normalmente, “quase” porque havia fachas em seu tórax, que apertavam embora não doesse.

Quando seus olhos se adaptaram a luz, olhou a volta, estava em um quarto não muito grande, não muito pequeno, havia uma mesa com um jarro de flor, um quadro com uma paisagem e uma porta que levava para fora. Estava confuso, ainda meio sonolento, o lugar parecia agradável de mais para ser um lugar perigoso, resolveu não se mexer, levantou o lençol e viu que estava com as pernas enfaixadas, vestia apenas uma calça, que teve as pernas cortadas para facilitar o curativo.

Sons vieram da porta, e por ela entrou uma jovem moça, Fletcher não soube como agir e tentou se levantar.

- Quem é você?
- Oi, bom dia, tudo bem? Que bom que acordou, imagina, de nada, não precisava agradecer. – a moça disparou a falar meio que rindo.

- Desculpa. – Fletcher ficou sem graça pela falta de educação.
- Eu te resgatei quando te encontrei ferido em um beco, você estava muito ferido, e desmaiou. Eu te trouxe para cá e cuidei de seus ferimentos, realmente, você estava à beira da morte. – Ela falou isso e se sentou na parte de baixo da cama, havia uma pequena caixa nas mãos dela.

- Preciso levantar! – Fletcher tentou se levantar rapidamente, ele precisava comunicar a Ordem, falar que estava vivo e que ele iria voar com Link para a sede imediatamente.

- Calma, está tudo bem agora. – A jovem segurou suavemente o rapaz na cama o deitando novamente.

- Meus superiores devem estar procurando por mim desde ontem, preciso avisar que estou bem.
- “Ontem”? – A moça ao dizer franziu a testa, então riu pelo canto da boca.
- Sim... Ontem – Fletcher achou estranho e fez uma expressão de não estar entendendo o motivo do riso.

- Sr. Blackthorne, você está aqui já faz treze dias. – Ao falar isso ela olhou diretamente para ele, e Fletcher viu seus olhos, eram grandes e brilhantes, de uma coloração castanha, assim como seus cabelos, ela era bonito ou talvez fosse ele que estivesse ainda abalado pelo choque.

- Oh God! – O rapaz tomou um grande susto, para ele se passaram apenas algumas horas, não sabia que estivera tanto tempo assim desacordado, nem imaginava essa possibilidade.

- Seus amigos já estiveram aqui para vê-lo e deixaram aos meus cuidados, na verdade eu mesmo pedi para terminar de cuidar de você, disse que transferi-lo para outro lugar tão machucado assim seria muito perigoso, sua costela se quebrou e por alguns milímetros não perfurou seu coração, era algo muito delicado. Foi graças ao este aparelho mágico que eles te acharam. – Ela retirou da caixa um aparelho pequeno e retangular, havia o brasão da Ordem das Valquírias desenhado nele na parte de trás.

- Ah, meu iValk, que bom. – Falou pouco, não queria interromper a historia.

- Eles disseram que está quebrado e que mandaria outro, também disseram que você pode retirar o mês de licença para se cuidar. Curioso esse item mágico, que tipo de magia ele usa? – ela parecia encantada com o comunicador.

- Não é magia, é tecnologia. – Disse ele enquanto sua mente lembrou-se de algo rapidamente.

- Onde está meu Grifo, ele também está melhor? – Fletcher citou seu amigo, e quando fez isso a expressão no rosto da moça mudou, ficou mais séria e olhou para baixo tristemente, Fletcher sentiu seu próprio coração acelerar de novo.

- Lamento muito, muito mesmo, mas ele já estava morto quando te achei. – A moça se levantou da cama. Fletcher ficou com a expressão congelada em um único momento, as palavras entraram nele com um grande impacto e imediatamente ele sentiu frio, mesmo que o sol já estivesse quente. Ele quis segurar, mas pouco a pouco seus olhos se encheram de lagrimas, e mesmo sério ele teve que piscar e ao fazer isso, lagrimas escorreram por seus olhos.

- Eu sinto muito mesmo, vou deixar você sozinho, se precisar de algo é só me chamar, a propósito, meu nome é Tatiana. – A moça saiu, evitou olhar para Fletcher, e fechou a porta ao sair. Ele por sua vez, a teria pedido para ficar, mas não teve forças, queria que ela ficasse para que ele pudesse dividir a dor e assim a tornasse menos intensa, e ao pensar nisso, sentiu-se ainda pior, por se achar egoísta ao se sentir assim. Chorou em silencio, olhando para as mãos enfaixadas, seu amigo de longas datas, jamais o veria novamente.


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Mensagem  kemaryus em Sab Dez 28, 2013 6:05 am

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    [size=85]"... somente a perda pode mostrar quão necessitado nosso coração é." - Jeff Kemaryus[/size]

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[size=150]O Suave beijo de uma Kafra[/size]

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Por: Jeferson S. de Paula "Kemaryus"


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Fletcher Estava em Rachel, era uma manhã linda de céu azul, algumas flores caiam das arvores anunciando que o outono avançava. O vento batia no seu rosto e parecia que queria trazer o frio do inverno. Conforma andava calmamente, sua armadura fazia ruídos metálicos.

Andar era chato, cansativo, com tantas placas de metal, escudo e lança, o simples fato de andar já era um exercício muito intenso. Fletcher passou a mão no rosto, havia suor misturado com um leve tom de tristeza.

Nunca lembrara de como Rachel podia ser bonita, uma cidade construída pela fé, em meio a um deserto de rocha. As arvores pareciam dançar vagarosamente ao som da brisa, entoando uma cantiga de ninar muito antiga e incompreensível do som da madeira se mexendo.

O Guardião Real chegou ao ponto em que queria na cidade, para fora do portão oeste, um local reservado, onde só vão parentes e amigos daqueles que já se foram, afinal ali era um cemitério.

Para sua surpresa, uma moça jovem limpava uma lápide, com uma vassouro varria o local e recolhia as folhas secas caídas no chão, quando deu por sí, Fletcher já estava ali a alguns minutos olhando a jovem garota varrer, inconscientemente ficou olhando aquela cena, que passava tanto cuidado, carinho e respeito, por seu amigo Grifo, que estava ali enterrado.

- Você voltou, que bom, posso pegar as flores? - Tatiana olhou para Fletcher apontando para suas mãos onde segurava um pequeno vaso com algumas flores. Logo o rapaz entregou o objeto e a moça o pôs sobre o tumulo de Link.

- Já se fazem quinze dias desde que ele se foi... e eu ainda não consigo pensar em um substituto... - Fletcher se lamentou ao lado do tumulo, embora fosse um assunto que queria esquecer, um Guardião-Real sem sua montaria é um Guerreiro incompleto. A Ordem já havia solicitado que ele encontrasse uma nova montaria, mas ele ainda se recusava, por acreditar que isso seria uma traição a memória de seu amigo recém falecido.

- Se eram tão amigos, ele não iria querer que você fosse prejudicado por falta de montaria. - Tatiana se levantou, passou a mão no ombro de Fletcher, que ao ver, mesmo com uma grossa malha e armadura, pensou ter sentido o calor da mão da jovem Kafra.

- Vou deixa-los a sós. - Ela se virou a partiu, andando calmamente com passos curtos enquanto seus cabelos dançavam a brisa que continuava a soprar folhas secas e esverdeadas. Ao tempo em que Fletcher ficou olhando a garota partir, pode ver ela passar pelo portão, e dar um ultimo "tchau" antes de sumir de vista atrás do muro.

- É amigo, o que eu faço sem você... - Fletcher olhou para o tumulo, mas tomou um grande susto, bem a sua frente, sentado sobre a lapide já estava outra pessoa. Uma garota, de longos cabelos pretos e pele pálida, seus olhos era verdes eram penetrantes, a garota parecia ter uns sete anos de idade.

- Quer seu amigo de volta? - A voz da garota era extremamente infantil, tão infantil quanto aquele vestidinho que usava, azul claro com babados brancos.

- Está perdida menininha? - O Guardião olhou meio desconfiado para a garota, sua experiência lhe mostrava que devia desconfiar até mesmo de garotinhas.

- Quem está perdido é você, de fato, contudo, receio que possamos fazer algo sobre isso. Seu coração deseja algo, eu posso ouvir as batidas apertadas e compassadas do que deseja, contudo ninguém poderá dar o que quer, já que o seu desejo está em outro mundo. Contudo, extraordinariamente eu posso te dar, não poder, não força, mas aquilo que seu coração deseja, trazer seu amigo de volta, deseja isso não é? - A garota alisava o tumulo de Link com uma das mãos.

- E o que eu tenho que dar em troca? Essa história estou cansado de ver, é muito clichê. - Fletcher ficou um pouco bravo, pois nitidamente alguem estava tentando tirar proveito da situação.

- Só que faça alguns serviços para mim, apenas três e estará livre para viver sua vida com seu amigo Link, não vou pedir sua alma nem que sacrifique uma virgem indefesa, apenas favores que qualquer cavalaria passaria para seus cavaleiros. Não precisa se ofender, intenta como uma oportunidade, de mostrar se realmente ama seu amigo, e a que ponto está disposto a te-lo de volta. Não me responda agora, pode ir, e quando tiver a escolha, venha até aqui e me diga. - A menina se levantou e começou a ir mais para fundo no cemitério.

- E qual é seu nome garota?

- Já tive muitos nomes, mas hoje pode me chamar de Negociadora.


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Mensagem  kemaryus em Sab Dez 28, 2013 6:05 am

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    [size=85]"... algumas escolhas são tão erradas que o resultado só pode ser o certo." - Autor desconhecido[/size]

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[size=150]O Suave beijo de uma Kafra[/size]

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Por: Jeferson S. de Paula "Kemaryus"

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Antes mesmo de Fletcher concluir seu raciocínio a criança retirou o pequeno papiro das mãos ao mesmo tempo em que a afiada borda do mesmo causou-lhe um pequeno corte em seu dedo indicador, ao qual deixou uma pequena gota de sangue na papel amarelado.

- Isso não foi muito justo foi? Eu não sei que "serviços" são estes. - O rapaz estava meio raivoso e chateado, acabara de fazer um acordo com alguém que não sabia quem era, e ainda por cima para cumprir algo que é extremamente complicado, trazer algo de volta a vida.

A garotinha logo virou as costas e começou a andar, a pequenos passos, enquanto o vestido azul balançava pelos vento que agora soprava mais forte e frio, o tempo de ameno havia mudado para um frio cortante, uma previsão do inverno que se aproximava.

- Hey! E meu amigo? Cade ele? Já assinei o contrato! - Fletcher ergueu o braço em direção a garota que já ia a uma certa distância, sentiu-se levemente enganado e uma sensação ruim no estomago, uma queimação.

- Na hora certa, você terá seu amigo, não se preocupe ele irá surgir quando você realmente precisar dele, até lá você não precisará fazer nada para mim.

Fletcher então piscou e a garota não estava mais lá, assim como surgiu, desapareceu diante dos seus olhos. Ficou pensando por algum momento, ainda estava duvidoso se aquilo era o certo a fazer e o estomago ainda queimava, acho que no fundo o que ele queria naquele momento era não passar mal com alguma azia, pois dali a alguns minutos estaria em um jantar com sua nova amiga Tatiana.

Ele olhou pela ultima vez o tumulo de Link, parecia tudo como era antes, então partiu para fora do cemitério, enquanto o ultimo raio de sol iluminava a ultima folha de uma arvore próxima, e assim que o sol sumiu pelas montanhas a folha se desprendeu do galho e caiu morta no chão da forma mais suave possível que é permitido a uma folha de macieira.

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Mensagem  kemaryus em Sab Dez 28, 2013 6:06 am

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    [size=85]"... Como eu posso decidir o que é certo quando você está confundindo minha mente?." - Hayley Williams / Josh Farro[/size]

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[size=150]O Suave beijo de uma Kafra[/size]

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Por: Jeferson S. de Paula "Kemaryus"

Naquela manhã chovia, e a água da chuva era gelada, das casas próximas podia se ver as chaminés esfumaçantes, mesmo assim havia muitos mercadores nas ruas, e claro, muitos aventureiros. Alguns mechas passavam pela rua jogando barro nas pessoas, outros com guarda-chuva tentavam se manter o mais seco possível, e claro, aquecido, a chuva de outono geralmente é fria, e em breve aquela chuva se tornaria neve, daqui a poucos meses na verdade.

Havia um jovem rapaz de cabelos loiros vestido com armadura grossas e pesadas, a cada passo seus pés afundava na lama, ele já estava completamente molhado, pois andara na chuva o dia inteiro sem qualquer proteção, mas não estava em alguma missão, apenas cuidando de seus próprios negócios.

A água da chuva escorria por sua testa e vinha até sua boca e ele sentia o gosto salgado do suor, olhando uma barraca próxima onde havia escudos muito velhos e quebrados, o Guardião-Real começou a procurar entre a pilha de metal, se tinha algo ali de bom, em meio as velharias.

- Fletcher ?! - Uma jovem moça de longos cabelos castanhos colocou a mão em seu olho o chamando, e ele tomou um leve susto, sua mão foi instintivamente para a bainha onde estava sua Excalibur.

- Oh.. me perdoe moço, achei que fosse um conhecido meu. - A garota tirou as mãos do rapaz rapidamente e ficou levemente corada, o Guardião Real afastou a mão da espada e olhou para a moça com mais atenção, ela vestia uma longa capa de chuva marrom e segurava um guarda-chuva com desenhos de porings.

Um vento mais forte passou, talvez um leve toque do destino, ou uma brincadeira do deus da trapaça, mas o fato é que com aquele repentino vento, o guarda-chuva da garota abriu completamente para trás e ela se desequilibrou, sendo jogada contra o chão ao mesmo tempo em que a cobertura da barraca se soltou a acertando em cheio na cabeça.

Ao ver a cena, com instintos extremamente ageis, o Guardião segurou a madeira e a lona para não cair sobre a moça, e com a outra mão pegou a jovem garota para que ela não caísse na lama.

Por alguns instante ele olhou ela, havia um pequeno corte em sua testa e um arroxeado em volta, mostrando o local da contusão. Ele então jogou parte da cobertura da barraca para o lado e quanto a moça se ajeitou a colocando em pé. O Guardião sentiu o leve perfume da garota e de seus cabelos devido a proximidade. Foi inevitável para ele deixar de reparar.

- Obrigada moço. Nossa, que pancada na cabeça. - a moça riu de si mesma meio abobalhada, parecia ter ficado nitidamente com vergonha pela situação.

- Bem.. er.. vou indo, desculpa tá. - Ela pegou o guarda-chuva destruído no chão e fez um pequeno gesto com as mãos já se afastando. O Guardião sentiu uma pontada leve no peito e um pequeno frio na barriga, pensou rápido, queria ter a chance de falar com ela de novo, não era uma garota feia e parecia ser tão alegre, mas a mente estava na duvida se falava ou não, até que finalmente tomou coragem.

- Poço saber seu nome moça? - A voz do Loiro era forte mas ao mesmo tempo calma.
- Tatiana! E o Seu? - Disse a moça já a uma certa distância andando meio de lado meio para trás ainda mantendo o guardião em vista.

- Midnight, Roen Midnight! - Roen acenou meio desajeitadamente sua armadura fez sons de metal solto rangendo e ele sentiu-se um completo idiota.

- Até qualquer hora Roen Midnight! - Tatiana riu, um belo sorriso, e se virou correndo pela rua dando gritinhos e rindo pois a chuva que acabara de ficar mais forte e gelada.

Roen ficou olhando até que ela sumiu de vista, fazia tempo em que não conversava uma garota fora do ambiente do clã, muito menos uma garota bonita, por alguns momentos pesou se não era hora de buscar algo mais na vida, um relacionamento mais sério.

A chuva ainda caiu até o final daquele dia, e assim que a noite apareceu, o céu estava limpo e aberto cheio de estrelas e uma grande lua nova. Naquela noite Roen decidiu ficar mais um dia em Rachel e esperou que o dia seguinte fosse tão surpreso quanto este fora, então apagou a vela de seu quarto deixando que o escuro invadisse seus sonhos e suas lembranças, com batalhas ancestrais e donzelas angelicais.

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    [size=85]"... enquanto seus lábios ainda estão vermelhos." - Hietala / Holopainen[/size]

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Aquela roupa incomodava, coçava, hora ou outra Fletcher levava a mão a gola da camisa, ele sentia como se estivesse sendo enforcado. Ele instintivamente levou a mão ao pescoço novamente, então percebeu o olhar dela, gelou completamente e voltou a mão a mesa.

Tatiana parecia comer como um passarinho, aos poucos aquele delicioso pudim desaparecia em sua boca, com lábios tão rosados e ainda melados de doce, o guardião real estava completamente distraído em cada colherada que a jovem garota levava a boca. Nunca a vira tão bonita, na verdade, nunca imaginou que uma Kafra pudesse se vestir como uma pessoa normal e ainda ser mais linda do que a maioria das mulheres.

Seu vestido curto e de uma cor próxima do lilás era algo realmente que chamava a atenção, assim como se cabelo preso por um arco feito de ramos de alguma flor muito bonita, ela tinha uma pele muito bonita e não usava muita maquiagem, na verdade nem parecia que usava. Fletcher não conseguia de deixar de reparar que muitos homens e garotos que passavam por eles naquela mesa, a olhavam de cima a baixo, como uma maquina de raio-x tentando examinar cada centímetro do corpo de Tatiana, que entretida com o pudim parecia nada perceber ou já estar acostumada com os olhares.

Mas naquela agradável tarde ensolarada em Rachel, uma brecha no clima complicado que a cidade estava passando, nada mais irritava nosso herói, do que o fato daquela pudim estar deliciosamente irresistível e a vontade dele era pegar tudo aquilo e devorar como se fosse a ultima refeição de sua vida. Mas todas as vezes que levava a colher a boca, a vergonha o fazia mastigar como um robô e ter dificuldade até para engolir, com medo de fazer barulhos com a garganta, que por sinal, continuava apertada.

O Guardião Real, podia ter vencido muitos monstros fortes naquele mundo, mas estava diante seu maior desafio, ele sentia as costas suando e a camisa molhada, não sabia se era pelo sol ou pelo nervosismo. Voltou a olhar para Tatiana e ela parecia tão serena e alegre, olhava para a rua e para os animais de estimação sendo vendidos em uma barraca próxima, então eventualmente voltava o olhar para o robotizado rapaz e dava um sorriso. Aquela era a boca mais sexy que Fletcher já havia visto, então seus olhos deslizaram milimetricamente, como se seu campo de visão fosse atraído por algum poder maior, então ele olhou para o pescoço a mostra da moça e um pouco mais abaixo...

- Vai comer ou não? - A voz da garota fez Fletcher quase dar um pulo da cadeira, ao encarar-lo com um grande sorriso no rosto.

Ele instantaneamente achou que ela havia percebido seu olhar indiscreto, e ficou quase roxo como uma berinjela, pensou que ainda tinha que dar uma resposta a moça e com a mente ainda embaralhada falou meio gaguejando:

- Sim, eu.. vou. - Ele falou mas ainda estava tão confuso que nem soube direito sobre o que estava falando, até que olhou para a mesa e viu que Tatiana já havia acabado com a sobremesa dela e a de Fletcher ainda estava na metade, ele suspirou então sorriu.

Não fazia de quanto tempo havia desde que se divertira e se sentira tão bem, uma pausa nas missões lhe estavam fazendo muito bem para a alma, mas sentia que seu coração ia saltar pela boca a qualquer momento. Fletcher e Tatiana foram até os Jardins do Templo de Freya, foram até o lago das crianças no sul da cidade, andaram pelas ruas de comércio. Foi um dia especial, em nenhum momento eles deram as mãos ou ficaram muito próximos, mas ambos no final daquela tarde já pareciam bem próximos. Fletcher contou sobre suas aventuras em reinos distantes e contra criaturas poderosas e Tatiana sobre coisas estranhas que aventureiros costumam guardar com a magia kafra.

No final daquele dia, quando o sol já começava a sumir na linha do horizonte, desenhando formas nas ruas com as sombras das casas e dos muros. Fletcher e Tatiana, já havia andado por toda a cidade. Até que voltaram até o ponto de partida, a frente da casa da moça.

- Obrigada pelo dia maravilhoso Fletcher, gostei muito de passar o dia com você. - Ela segurava as mãos atras do corpo e olhava para Fletcher.

- Eu me diverti muito, você é muito animada. - Ele disse mas sabia que aquele momento era o momento da verdade, o momento que tem no final de cada encontro.

Passou alguns segundos, Fletcher parecia simplesmente que havia congelado no seu lugar, e ficaram assim, ele em pé na frente dela, e ela em pé diante dele. Um vento soprou os cabelos da jovem moça...

Então ela se esticou nas pontas dos pés e deu um leve beijo no guardião real, seus lábios se tocaram levemente, como o pousar de uma pétala de rosa, então ela se virou e entrou pelo portão da casa dela, Fletcher porém continuou parado no mesmo lugar, se achando o homem mais feliz da face da terra

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[Fanfic] O Suave beijo de uma Kafra Empty Re: [Fanfic] O Suave beijo de uma Kafra

Mensagem  kemaryus em Sab Dez 28, 2013 6:07 am

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    [size=85]"... enquanto seus lábios ainda estão vermelhos." - Hietala / Holopainen[/size]

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[size=150]O Suave beijo de uma Kafra[/size]

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Por: Jeferson S. de Paula "Kemaryus"

...


Um relógio de parede marcava que o dia estava amanhecendo, um “tic-tac” em meio ao silêncio daquele quarto, não se ouvia sons vindos de fora a não ser de uma brisa soprando as arvores próximas as janelas. No escuro daquele quarto, há algumas armaduras jogadas no chão, lanças e botas. Próxima a uma cama, há uma pequena mesa, onde podemos ver o resto de um sanduíche de Arunafeltz e um copo de algum suco com pequenas formigas que sobem e descem.

Os primeiros raios de sol adentram pelas frestas da janela, acertando Fletcher Blackthorne no rosto, que se mexeu na cama se virando para a parede, incomodado pela luz. Pensou ter ouvido algo então abriu o olho, mas ficou imóvel olhando para a parede.

“toc toc toc”

Alguém estava batendo na porta, e pela força com que batia, parecia que iria arrancar a porta fora, impaciente, voltaram a bater á porta novamente. O Guardião Real, se levantou, atravessou o quarto, foi até a sala e então olhou pelo pequeno buraco da porta, reconheceu a pessoa do lado de fora. Pegou na maçaneta e girou a chave, abrindo a porta de uma vez.

O sol entrou na sala, e Fletcher ficou momentaneamente cego, o sol já estava forte, mas aquele brilho dourado em frente aos seus olhos parecia estar refletindo ainda mais. A frente do rapaz estava uma jovem mulher, com longos cabelos loiros intensos, dourados e muito bem penteados, vestia roupas leves vermelhas, com detalhes em prata e ouro, revelando uma preocupação com a beleza. A mulher também usava uma bolsa com rubis que carregava ao lado, seu rosto jovial demonstrava ser jovem, mas não era possível determinar sua idade. Um decote ousado, até poderia parecer que estava ali para ir a algum encontro, mas Fletcher sabia que Margaery Tyrell se vestia assim normalmente.

Assim que sua visão se acostumou, conseguiu reparar na expressão de Margaery, que ainda em pé, esperava Fletcher começar a conversa.

- Oi Marga, tudo b... –
- Margaery! – A jovem o cortou o empurrando para o lado e entrando na casa, ela era notoriamente mais baixa do que Fletcher, mas sua postura era tão intimidadora quanto.

- Precisa de algo, aconteceu alguma coisa com o Clã? - O Guardião fechou a porta, se virou em direção a Margaery que andava devagar pela sala, enojada pelo estado de conservação do local.

- É aqui que você se esconde então? Parece uma pocilga, bem a sua cara. – Ela esticou-se para olhar o quarto, que estava tão bagunçado quanto à sala e então após limpar as mãos na roupa se voltou para Fletcher, que achou melhor não responder a provocação.

- Eu estava em Veins, cuidando dos meus negócios, quando o Reitor pediu para vir até aqui e te entregar isto e te dar um recado. – A mulher então abriu a bolsa e começou a mexer.

- Qual é o recado Margaery? – Fletcher respirou fundo, olhou para a jovem e seus olhos deslizaram instintivamente do rosto da garota para seu decote.

- Não sabe esperar não? Típico! – Ela então pegou um pequeno objeto de dentro da bolsa e entregou para Fletcher, era um aparelho eletrônico, movido a magia e alquimia, onde era possível se comunicar com outras pessoas à distância, chamado de “iValk”.

- Nossa já saiu o novo modelo, que legal! – O rapaz pegou o objeto das mãos dela, por alguns instantes suas mãos tocaram-se levemente, ela instintivamente limpou em seu vestido, como se houvesse se sujado ao tocá-lo. Fletcher notou, mas decidiu ignorar, como era de costume ao interagir com Margaery.

Margaery então olhou para o Guardião Real, então colocou uma mecha do cabelo que estava à frente do rosto para atrás, revelando uma orelha pontiaguda típica dos Elfos, e de fato Margaery era uma bela elfa, beleza acima até mesmo dos padrões élficos. Ela Olhou para Fletcher e sua visão desceu pelo corpo todo dele, então sorriu ironicamente.

- O recado é que as negociações entre Rune-Midgard e Arunafeltz estão em um impasse, você precisará voltar mais cedo das férias e deve sair de Rachel, pois caso haja conflitos, aqui será o ponto de maior impacto, sozinho você não vai poder fazer nada. Então Kemaryus disse que é para você ir a Juno o quanto antes.

- Certo, eu vou.
- Quer alguma coisa? – A Elfa então colocou a alça da bolsa no ombro e olhou para Fletcher. A mente de Fletcher viajou mais rápido do que ele gostaria e acabou pensando em muitas interpretações para esta frase, e acabou soltando um leve riso no canto da boca ao perceber que o ultimo pensamento envolvia a elfa.

- Tem algum palhaço na sua frente? Já vi que é só isso, vou indo, não agüento ficar neste lugar imundo, além disso, a companhia não é das melhores. – Margaery então caminhou em direção a porta. Fletcher pensou em quão chata era a elfa. Também pensou se não era melhor Kemaryus ter pedido para o Alex ou Norxalia trazer o iValk, de todos na O.V, a elfa era justamente aquela com quem ele menos tinha vontade de falar.

Margaery passou por Fletcher, seu perfume parecia preencher todo o local, um cheiro extremamente adocicado, era muito agradável para ele, na verdade tinha que ser, afinal devia ser muito caro. Ela abriu a porta para sair, novamente o sol entrou na sala iluminando o cabelo dourado da elfa, um exagero da natureza na opinião de Fletcher. Mas Margaery não saiu, estava parada na porta olhando para fora.

- O quê foi? – O Guardião Real então se aproximou e olhou para fora, ali, na frente da elfa, estava outra garota, de cabelos castanhos e roupa de Kafra, ela olhava para Margaery, seus olhos também olharam completamente e elfa, com todos seus exageros, e ao que parece, Margaery apenas olhou para ela com seu olhar altivo e ríspido de costume. Então a jovem Kafra olhou para Fletcher, que estava mais atrás, que abriu um sorriso em sua face para Tatiana, mas ela não retornou o sorriso.

- Desculpa por incomodar, não pensei que estaria ocupado. – Tatiana, então virou as costas começou a andar passos rápidos com a cabeça baixa. Fletcher saiu pela porta meio confuso.

- Não, ela já estava... – Fletcher deu alguns passos em direção a Kafra e colocou sua mão no braço dela na intenção de fazê-la esperar.

- Não me toque! – Tatiana puxou o braço com força e continuou andando, descendo as escadas para a rua e então desaparecendo de vista entre as casas.

Fletcher ficou envergonhando, não entendeu nada do que estava acontecendo, porque Tatiana parecia estar brava, sendo que ontem ela havia beijado ele, se perguntou se ele foi ousado de mais ou se ele tinha feito algo que ela não gostou. Então percebeu que a elfa veio caminhando para próximo dele.

- Quem era a Kafra doida?
- Tatiana. A conheci esses dias, ela é bem divertida, não sei o que houve agora.
- Você, conhecendo uma garota? Isso realmente é uma novidade. – Margaery apontou para Fletcher com ar de deboche então começou a ir embora pelo mesmo caminho, descendo as escadas.

Fletcher sentiu vontade de falar para a elfa que até já havia ganhado um beijo, e que para uma Kafra fazer isso significaria que ele não é um partido tão ruim assim, como Margaery faz questão de acentuar. Mas decidiu ficar quieto, realmente queria saber o que aconteceu com Tatiana para ela ter tratado ele daquela forma. Reparou que a elfa parou de andar assim que desceu a escada, ficou em silêncio, parecia estar pensando em algo, então se virou para ele, seus cabelos dourados acompanharam o movimento, sendo jogados para o lado, com olhos verdes nítidos e um sorriso no rosto ela olhou para Fletcher.

- Olha, eu ainda vou ficar um dia em Rachel, mas amanha também vou para Juno, porque não vamos juntos? – A voz da elfa parecia menos ríspida e até atrativa, Fletcher achou que talvez ao ver sendo tratado tão secamente por Tatiana, Margaery tenha ficado sem graça. Ele demorou um pouco para responder, mesmo estando um pouco distante, era difícil ficar policiando seus olhos para se concentrar em ver apenas o rosto da elfa.

- Ok Marga... ery! – Completou, temendo a repreensão da jovem, mas ao contrário, ela acenou e continuou seu caminho.

Fletcher então entrou para dentro de sua casa ainda confuso, foi vestir uma camisa, pois mesmo com o sol, ainda havia uma brisa fria da madrugada. Ele iria procurar Tatiana para saber o que houve e se desculpar caso tenha feito algo sem intenção.

Lá fora as pessoas já estavam a “todo vapor” trabalhando, lutando e ganhando a vida, assim como um jovem Arcano que se exibia a uma pequena quantidade de aventureiros iniciantes, criando chamas e objetos de fogo em plena rua, enquanto seu pequeno Imp de estimação roubava lhes seus pertences e carteiras sorrateiramente.

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[Fanfic] O Suave beijo de uma Kafra Empty Re: [Fanfic] O Suave beijo de uma Kafra

Mensagem  kemaryus em Sab Dez 28, 2013 6:11 am

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    [size=85]"... Mergulhe nos olhos enquanto eles ainda estão cegos." - Hietala / Holopainen[/size]

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Por: Jeferson S. de Paula "Kemaryus"




[size=200]A[/size] rua estava movimentada, talvez pelo ótimo dia de sol que estava, e pelo calor agradável, com brisas ocasionais e poucas nuvens no céu. Muitas pessoas estavam comprando, vendendo e realizando um verdadeiro comércio ao ar livre, em suas barracas e lojinhas improvisadas.

Em meio a multidão, em um lugar um pouco mais afastado do centro, mas igualmente lotado, pessoas gritavam, torciam e apostavam freneticamente, os habitantes estavam aglomerados em forma de um circulo, onde ao centro, podia-se ver nitidamente um ringue improvisado. Lá dentro, dois homens sangrando, lutavam com as mãos nuas, sem armaduras, sem camisa, usando apenas calças e suas botas.

- Cinquenta mil zenys no "Quebra-Ossos"! - Gritou alguém no meio de multidão, erguendo seu dinheiro para outro que o pegou, as apostas já estavam quase se encerrando.

Roen Midnight recebeu o primeiro soco na boca, rápido e extremamente forte, sentiu os dentes afrouxarem e o maxilar deslocar do lugar, seu inimigo era forte, um homem grande, quase dois metros de altura, usava apenas uma espécia de kimono, punhos e pés enfaixados, a pele avermelhada e queimada pelo sol mostrava que ele era alguém da região. Embora Roen fosse um Guardião Real, ali ele deveria lutar apenas como homem, era esta a regra, uma simples briga de rua, por dinheiro e por diversão e nada mais, nada de salvar o mundo ou defender a justiça.

A luta já estava correndo a algum tempo, e Roen já estava completamente suado, seus curtos cabelos loiros molhados, e sua boca inchada, vertia sangue de seu nariz, aparentemente quebrado, pingava em seu tórax. Ele rápido desviou de outro soco em sua direção, deixou os punhos a frente do corpo, enquanto o outro homem se esquivava de um lado e de outro, tentou se aproximar, o homem rapidamente desferiu dois golpes, mas Roen desviou a tempo inclinando o corpo para trás, aproveitando a guarda aberta do homem, socou-lhe rapidamente o queixo, mas não pode colocar toda sua força. Continuou investindo tentando acertar com mais força, mas o homem defende-se colocando os punhos a frente do rosto.

Roen então investiu com força sobre o adversário, com uma mão defencia-se e com a outra desferia golpes rápidos no estomago do rapaz, que começou a andar para trás devido a dor, mas em uma troca rápida de pernas, o homem deu-lhe uma joelhada na região dos rins, que por alguns momento o Guardião Real jurou ter visto estrelas. Se afastou para se recompor, mas infelizmente era o que seu adversário queria.

Com um salto alto e rápido, o homem bateu com força com seu pé direito no peito do loiro, que voou para trás pego completamente de surpresa, caiu sobre uma barraca de vasos de porcelana, quebrando vários deles, e se cortando com os cacos. Se levantou rápido, mas não o suficiente, o homem agarrou a cabeça de Roen com as mãos, com a face voltada para baixo, e começou a desferir joelhadas em seu rosto.

Cada pancada parecia que ia quebrar seu crânio, ficou atordoado e sentiu o sangue quente molhar o rosto completamente, tentou usar as mãos para se defender, mas o homem tinha as pernas extremamente fortes, em meio a dor e aos golpes Roen pode ouvir:

- Encerrada as apostas!

Então Roen, deu um passo a frente, forçou a musculatura da perna, que imediatamente enrijeceu, então levantou a cabeça, mesmo ainda quando tomava joelhadas, o homem não consegui segurar o Guardião na posição favorável que ele estava, teve que soltar a cabeça de Roen e parar os golpes, pois agora, o loiro já estava completamente em pé.

Roen fechou o punho e desferiu o primeiro golpe, o homem se defendeu colocando os braços a frente do rosto, mas Roen continuou, socando os braços do homem, cada vez com mais força, e inevitavelmente o homem teve que recuar. A investida continuava, Roen não se preocupou em acertar outro ponto do homem, apenas os braços a frente do rosto, cada vez com mais força, até que o homem soltou um grito forte e abaixou a guarda. A força descomunal de Roen fez com que um dos ante-braço do homem se quebrasse, e assim que o homem deu esta brecha, o Valkyrico acertou em cheio em seu rosto, e pode sentir os ossos do nariz do inimigo se quebrando, então Roen deu um salto e fechando o punho e curvando o braço, deu-lhe outro golpe, desta vez vindo de cima para baixo.

O homem caiu de joelhos, se apoiando com o braço que ainda estava inteiro, Roen deu a volta para a lateral, então desferiu um pontapé na barriga do adversário, que subiu meio metro no ar, para então cair no chão, completamente sem ar, e vencido.

- Quebra-Ossos perdeu! O Vencedor é Roen Midnight! - Um velho invadiu a arena e levantou o braço de Roen, que todo lambuzado e sangue sorriu para a platéia, sorriu ainda mais quando lhe entregaram as apostas, e era um valor alto, pois apor algum motivo, todos havia apostado no "Quebra-Ossos". Pegou sua bolsa no chão, e seu escudo, colocou nas costas e partiu do lugar, seu próximo desafio agora seria em Lighthalzen. Roen caminhou até a Kafra mais próxima, abrindo caminho pela multidão.

- Corporação Kafra em que posso serv... Céus! O que houve com o Senhor?! - Disse a jovem moça de cabelos castanhos.

- Venci uma luta baby, é assim que homens ficam depois. - Roen sorriu e reconheceu o rosto jovial da moça.

- Foi você que me confundiu com alguém outro dia não foi? - Acrescentou rapidamente, colocando o escudo no chão.

- É mesmo! Mas o senhor não estava tão detonado como agora - Tatiana sorriu da desgraça de Roen

- Eu me recupero rápido, logo vou estar na minha melhor forma. - O Loiro piscou para a moça, que ficou meio sem jeito, enquanto pegava o escudo do rapaz e o guardava em seu armazém.

- Você não é aquele famoso Paladino que tem recordes de caça de MVP? - Tatiana parecia se lembrar de algo, franzindo a testa e colocando a mão dentro do avental, uniforme comum das Kafras.

- Guardião Real agora, é sou eu mesmo. - Roen nitidamente pareceu se desanimar um pouco ao relembrar desta sua fama, agora ele não era a mesma pessoa que os livros de recordes retratavam, e sentia isso todas as vezes que alguém citava esta sua fama e glória antiga.

- Nossa, o senhor era super-famoso, mas está meio desaparecido da mídia faz algum tempo, ainda caçando MVPs?

- Não exatamente, nossa você faz perguntas de mais para uma Kafra! - Roen cortou a conversa e deu risada, Tatiana também levou na brincadeira e riu com ele.

- Olha, se quiser em ver na minha melhor forma e ainda ouvir algumas historia de batalhas épicas contra MVPs, pode aceitar ir tomar um lanche comigo mais tarde. - Roen, foi rápido no gatilho, não podia deixar passar a oportunidade.

- Oh! O sr. Caçador de MVP irá contar suas histórias de guerra. - Tatiana riu do Guardião todo quebrado a sua frente, Roen riu junto.

- Então...? - Roen insistiu, para mostrar afinal que a proposta era séria.

- Não, eu tenho nam... - Tatiana parou por alguns segundos, Roen percebeu o olhar da moça se perder no vazio então voltar a olhar Roen, desta vez com cara de brava.

- Sim! Porque não? Afinal sou livre e desimpedida! - Tatiana forçou a voz e estufou o peito, Roen percebeu a ação da moça mas apenas deu um sorriso de canto de boca, afinal, o aceite já estava dado.


O Dia avançaria mais e mais e a noite, surpresas boas pareciam estar aguardando a primeira estrela a brilhar no céu de Rachel.

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[Fanfic] O Suave beijo de uma Kafra Empty Re: [Fanfic] O Suave beijo de uma Kafra

Mensagem  kemaryus em Sab Dez 28, 2013 6:12 am

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    [size=85]"... Mergulhe nos olhos enquanto eles ainda estão cegos." - Hietala / Holopainen[/size]

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[size=150]O Suave beijo de uma Kafra[/size]

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Por: Jeferson S. de Paula "Kemaryus"

[size=200]A[/size]s folhas das arvores eram sopradas pela leve brisa da cidade, diferente da região central, a região do Templo dedicado a Freya, deusa da cidade era bem mais calma. Algumas poucas pessoas caminhavam em seus jardins e em volta das límpidas piscinas que cercavam o local. Com coretos e pequenas árvores podadas propositalmente, de forma a deixar uniforme e belo. Alguns poucos casais passeavam pelo local, também havia os sacerdote de Freya, que com suas roupas brancas e longas, conversavam calmamente entre si.

Fletcher nunca percebera realmente o jardim em volta daquele lugar, nunca vira as arvores e a grama verde que oferecia sombras e um cheiro agradável ao ambiente. Tão pouco havia parado para lembra que exatamente ali, foi onde nasceu aquela nação. Um lugar hoje dedicado a ser o mais belo de toda Arunafeltz.

- Nossa, acredita que eu nunca reparei neste lugar? – Comentou enquanto sorriu de forma meio forçada para uma garota que estava ao seu lado, era difícil achar assunto que gerasse alguma conversa além do que algumas palavras.

- Foi aqui que os primeiros habitantes fundaram Arunafeltz, isso tudo era um grande descampado entre as montanhas, e bem aqui onde estamos era um pequeno Oasis, com uma nascente e alguns arbustos. – Margaery apontou para toda a região e depois para o grande Templo ao norte do jardim.

- Nem dá para acreditar em uma nascente em um lugar tão alto e tão deserto como aqui, só tem rochas para todos os lados. – Fletcher subiu dois degraus de um coreto próximo, o sol começara a ficar mais forte e ele não queria começar a suar, mesmo estando usando roupas leves.

- Isso foi o que deu força para a religião deles, pois quando os pioneiros acharam este Oasis, diz à crença que a própria Deusa se apresentou a eles. Este local hoje é chamado de terra sagrada e fica escondida dentro do Templo, ninguém tem permissão para ir lá. Eles entenderão que a cidade era a vontade da Deusa em guiar seu povo. – A jovem loira mexeu em seu cabelo, passando as mãos com os dedos aberto e a cabeça de lado, os fios reluziram com o sol.

- Uau! Realmente a cada dia eu acho mais interessante este povo, principalmente esta dedicação com a religião, está ai uma coisa que não se vê em Midgard, em Midgard a religião é tratada sempre em segundo plano, acima de tudo vem à politicagem e a realeza, bem, talvez seja assim mesmo que tem que ser, mas só acho que isso faz as pessoas serem menos dedicadas aos deuses do que deveriam. Sempre tive a impressão que no Reino, o que manda é o zeny. – Ele reparou que a musa se aproximou e ficou ao lado dele, com as mãos sobre o parapeito do Coreto, ambos olhava para o Templo, com suas grandes janelas e adornada com estátuas feitas á imagem da deusa.

- A corrupção dos homens pelo dinheiro é antiga, comparada a Rune-Midgard, Arunafeltz é apenas uma criança ainda, uma hora ou outra, o dinheiro também irá corromper o coração deste povo, os homens são estúpidos.

- Nem todos, eu sou gente boa. – Debochou Fletcher dando uma leve gargalhada olhado para a garota, esperando alguma reação dela.

- Você é besta demais para ser corrompido! – Corrigiu Margaery rapidamente aproveitando o embalo do Guardião-Real.

- Hey! – Indignou-se Fletcher, mas com um grande sorriso no rosto.

- Você fala bastante da época do seu povo, sobre coisas do passado, deve ser bem legal viver tanto tempo assim, ver tantas coisas e participar de fatos históricos. – Fletcher falou o que pensava, embora ficaria nítido que esta visão era bem superficial do que realmente é viver por longos anos na opinião da garota.

- Não, Fletcher, não é legal, quando você está em uma época ruim em sua vida, os anos parecem não passar, e quando se está feliz, os anos parecem se tornar dias. De uma forma ou de outra no final, tudo a sua volta muda e se vai, mas você permanece, ali, sozinha, deixada para trás. – A garota abaixou a cabeça, sua voz ecoou fraca e pouco mais do que um murmúrio, Fletcher notou que o assunto era delicado.

- hum... – Foi a única frase que conseguiu formular antes de voltar a ficar um silêncio constrangedor no ambiente, cortado apenas pelo som dos pássaros.

- Eu não vou te deixar para trás, fica fria, sou besta de mais para morrer! – Fletcher riu e a puxou levemente em sua direção.

- Não precisa me tocar, você está grudento! – Desta vez foi ela quem debochou, se desvencilhando das mãos de Fletcher e saindo de lado, dando risada, Fletcher notou de fato que o sol o estava fazendo suar.

- Hey, ta com nojinho da minha gordisse? – Fletcher ameaçou perseguir a musa, ele estava feliz, e achou graça ao perceber que a jovem estava com um sorriso no rosto, se deixando levar pela brincadeira.

- Nem vem Fletcher, seu besta! – Ela recuou dando passos para trás, estava rindo com as mãos a frente do corpo.

- Vem cá, vou te passar um pouquinho do meu cheirinho Valkyrico da “divosidade”! – Fletcher passou a mão na testa então investiu contra Margaery.

- Ahh, que nojo Fletcher! Para! É sério! Para!– Margaery saiu correndo para fora do coreto, seguida pelo Guardião Real, ambos estavam rindo muito.

Algumas pessoas recriminaram a bagunça feita pelos dois e o barulho, afinal ali era um lugar “sagrado”, mas ambos brincaram durante algum tempo, enquanto o sol já estava quase desaparecendo sob as montanhas, e quando a primeira estrela brilhou no céu, o dia estava finalmente chegando ao seu fim, e para Fletcher, aquele foi um dia bom.

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[Fanfic] O Suave beijo de uma Kafra Empty Re: [Fanfic] O Suave beijo de uma Kafra

Mensagem  kemaryus em Sab Dez 28, 2013 6:12 am

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    [size=85]"... Mergulhe nos olhos enquanto eles ainda estão cegos." - Hietala / Holopainen[/size]

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Por: Jeferson S. de Paula "Kemaryus"

[size=200]A[/size] cidade estava agitada, era quase noite e podia-se ouvir os fogos de artifício no céu, as pessoas passando com longos vestidos e roupas elegantes, muitas até sensuais. Havia muita conversa nas ruas que estavam muito limpas e decoradas com flores em seus postes de iluminação, conforme as primeiras estrelas apareciam no céu que ainda estava dividido entre um azul claro e um mais escuro dava a cidade um clima completamente limpo, sem nuvens e com uma lua cheia majestosa.

Mas em um lugar em específico, não havia tanto "glamour", em um pequeno quarto alugado, um jovem rapaz de cabelos castanhos bem claros e com roupas simples terminava de fechar uma grande mala, suas férias haviam acabado antes do previsto, contudo não estava chateado com isso, as semanas que passou em Rachel, descansando foram muito proveitosas. Na verdade ele passou por situações que jamais imaginara que iria acontecer, teve a oportunidade de conhecer Tatiana, uma linda funcionaria Kafra de cabelos castanhos, que por hora e outra, sempre surgia em sua mente.

Também teve momentos agradáveis com Margaery Tyrell, uma pessoa que sempre achou chata e metida, mas que longe das obrigações da guilda parecia uma boa pessoa e mesmo ela tendo certa dose de preconceito ele se sentia bem em poder ver este outro lado da jovem elfa.

Três batidas com som nítido de madeira ecoou pelo quarto, o som vinha da porta, Fletcher se perguntou se não seria mais um vendedor de penas de “Vento da Colina” ou alguém querendo “um minuto para falar sobre a Deusa”. Ao abrir a porta se surpreendeu de novo, Margaery o empurrou para o lado e já foi entrando:

- Oi Marga, claro, pode entrar – Debochou Fletcher.

- E ai, já está pronto? – A elfa analisou a roupa do Guardião Real e levantou uma das sobrancelhas meio indignada com o visual.

- Pronto para o quê? Nós só partimos amanhã de manhã – Contestou.

- Como “para quê” criatura alienada! Para a festa oras! – Indignou-se a jovem ao notar a reação de Fletcher completamente alheio a festa.

- Ah! Isso, eu não vou não, tenho que acordar amanhã cedo e nem jantei ainda, fica para próxima. – Fletcher sentou-se em uma cadeira próxima então percebeu que a elfa vestia uma roupa muito bonita e elegante, contudo parecia que faltou pano em sua fabricação, pois podia ver nitidamente a pele alva da garota em vários locais, na verdade ela vestia uma roupa de Musa, mas diferente das roupas comuns, esta parecia muito mais sofisticada e elegante. Seus olhou pousaram sobre os seis fartos e pouco coberto da elfa, percebendo o deslize, Fletcher ergue a cabeça e olhou para o rosto da garota, embora sua visão periférica o tentasse vorazmente – Você... er, vai a esta festa?

- Nós vamos! – corrigiu a garota rispidamente – Agora tire esta aparência de mendigo apático e vista algo que te deixe menos ridículo.

Margaery foi até as malas que estavam sobre a cama e as abriu, ao fazer isso voou roupas para todos os lados, não muito surpresa ela começou a mexer em tudo a procura de algo para Fletcher se vestir, indignado com a ousadia ele pensou em falar algo, mas sabia que ia ser logo recriminado pela elfa de gênio forte. Ela jogava algumas roupas no chão e outras sobre o rapaz enquanto resmungava.

- Nossa! Você só tem lixo aqui! Mal consigo achar uma roupa decente em meio a estes panos de chão! – A garota retirou então uma camiseta branca sem mangas e uma camisa azul bem claro com manga curta, além de um jeans escuro – Veste isso!

A roupa bateu no rosto de Fletcher que a pegou e colocou de lado, então pegou a calça nas mãos e olhou para a elfa, ele não iria se trocar na frente dela e ela estava olhando para ele com a expressão de estar brava, então ele tentou formular uma palavra para pedir que ela saísse para ele se trocar, mas ela tomou a iniciativa antes que ele se quer conseguisse formular algo além de um murmúrio.

- Oque? Tem vergonha de se trocar na frente de mulheres? Não temos mais doze anos não.

- É que... bem... eu. – Ele gaguejou um pouco, ainda estava na dúvida se falava isso ou simplesmente colocava ela para fora dali, a arrogância dela as vezes era insuportável.

- Vou facilitar pra você bebezão. – Respirou fundo em desaprovação e virou de costas para Fletcher para que o rapaz pudesse se trocar.

Fletcher trocou a calça e colocou a camiseta sem manga, após colocou a camisa azul claro e abotoou todos os botes até o pescoço, puxou a barra da camisa para baixo e passou mão para que ela se ajeitasse, sentiu-se bonito e elegante.

- Pronto – Avisou orgulhosamente a elfa que se virou e olhou para ele de cima em baixo.

- Nossa, você sempre me surpreende, merece até um diploma de “ o tapado do ano”. Você vai para a festa de Freya, deusa do amor, beleza e magia, e não para o bingo da terceira idade em Cômodo! – Ela avançou sobre Fletcher e começou a desabotoar todos os botões da camisa dele, deixando-a totalmente aberta com a camiseta branca por baixo a vista. Fletcher encolheu a barriga e estufou o peito instintivamente enquanto a elfa o tocava.

- Arruma esse cabelo e vamos, já perdemos a primeira queima de fogos. – Margaery então saiu pela porta, Fletcher não entendeu o que ela quis dizer com “arruma esse cabelo” afinal ele sempre o usara assim, ao natural. Olhou seu reflexo em um escudo próximo, sobre a mesa e então saiu pela porta, a fechando e trancando, a elfa estava mais a frente, ajeitava sua roupa e sua tiara sobre os cabelos. Seria uma longa noite.

_

Havia muita gente, muita comida, bebida e barracas vendendo todo tipo de lembrancinha e até mesmo barracas de jogos típicos deste tipo de festa, Fletcher devido a seu porte físico mais forte, eventualmente esbarravam em alguém e logo pedia desculpa, diferentemente de Margaery que caminha altiva entre as pessoas que instintivamente abriam caminho a sua frente.
- Achei que seria algo mais formal e canônico esta festa. – Gritou Fletcher que tinha que falar bem alto para a elfa poder ouvi-lo.

- A parte sacra da festa acontece no templo, onde os mais religiosos e ricos celebram o Dia de Freya, aqui na rua é só a plebe e os estrangeiros. É uma data muito importante que ocorre sempre em uma sexta-feira, no dia em que os primeiros peregrinos errantes receberam a visão da deusa e a revelação da construção do sacro-império. – Margaery parou e olhou para cima, mais fogos de artifício explodiram no céu em diversas cores e iluminando toda a cidade, agora já em plena noite.

Eles caminharam entre a multidão, às vezes parando em algumas barracas para olhar os itens da festa e em algumas para comer algum quitute típico da data, eles conversaram coisas diversas, isso fez fluir o assunto e Fletcher estava realmente curtindo tudo aquilo, as vezes tinham que parar para olhar os fogos e outras vezes desviar de alguma confusão no meio das pessoas, de fato as pessoas riam muito, cantavam, havia muita musica alta de diversos tipos. Mágicos realizando toda espécie de truques, odaliscas com roupas minúsculas dançando com seus véus. Até havia um jovem rapaz com seu Imp de estimação apresentando incríveis truques com fogo para quem Margaery sorriu ao ver o jovem estalar os dedos e transformar uma pequena labareda em uma rosa, entregando para ela.

Tudo corria muito bem e a noite avançava, felizes e alegres, todos na cidade festejavam, contudo, algumas surpresas ainda aguardava os jovens naquela noite, começando por algo que Fletcher realmente não ia gostar de ver.

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[Fanfic] O Suave beijo de uma Kafra Empty Re: [Fanfic] O Suave beijo de uma Kafra

Mensagem  kemaryus em Sab Dez 28, 2013 6:24 am

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    [size=85]"... Como eu posso decidir o que é certo quando você está confundindo minha mente?." - Hayley Williams / Josh Farro[/size]

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[size=150]O Suave beijo de uma Kafra[/size]

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Por: Jeferson S. de Paula "Kemaryus"

- Você quer? Quer?

- Não!

- Como não? Deixa de ser infantil! Toma, na boquinha – A voz da jovem loira começou a sobressair dentre todas as outras naquele lugar enquanto segurou um copo e aproximou da boca de Fletcher forçosamente fazendo o beber um pouco e o restante do liquido derramar sobre a mesa, sujando tudo.

- Eu não gosto de bebida alcoólica! – repudiou Fletcher colocando a mão à frente e empurrando o copo para o lado.

- Cala a boca e bebe! – mandou rispidamente Margaery enquanto se virava para ver um grupo musical que se apresentava bem próximo dali.

- Olha! São os “Carecas de Niff” estão tocando a “Balada das almas”, minha musica favorita! Vem! – Impulsivamente, a elfa puxou Fletcher pelo braço que distraído tomou um susto, acabou sendo levado para o meio da multidão que dançava uma musica estranha sobre um homem que queria usar o mundo como uma barca e sobre um anjo ruivo.

Fletcher começou a rir, achou muito engraçado a situação, ele era completamente desajeitado e não sabia nada sobre dança, ficava de um lado para o outro mexendo só os ombros milimetricamente olhando para Marga e rindo de toda a situação. Ela ao contrário ele estava toda solta, jogando o cabelo para o lado, dando voltinhas e gestos com as mãos, Fletcher jamais a vira tão alegre e achou aquilo muito bom, rir, brincar, dançar, quando deu por si estava olhando para a elfa, parado e com um sorriso no rosto enquanto ela dançava.

O ritmo da musica ia aumentando e a elfa jogava os cabelos para um lado e para o outro até que veio em direção a Fletcher e colocou as mãos em volta ao seu pescoço enquanto dançava bem próximo a ele, que sem jeito tentou fazer algum passos, acabou se achando completamente ridículo e semelhante a uma barata tonta com reumatismo.

- Desculpa! – Lamentou Fletcher ao trombar com alguém que estava atrás dele e se virando para ver a pessoa, naquele instante ele sentiu seu estomago gelar, como se tivesse engolido uma pedra de gelo.

- Margaery – Cumprimentou Roen.

- Roen – Respondeu Margaery.

- Tatiana – Surpreendeu-se Fletcher.

- Fletcher – Irritou-se Tatiana

- Roen – Irritou-se Fletcher

- Fletcher – Surpreendeu-se Roen.

- “Burro” – Anunciou o vocalista o nome da próxima musica.

Por alguns instantes todos ficaram se olhando, Fletcher ficou imaginando o que Roen estaria fazendo ali com Tatiana, também percebeu o olhar de Tatiana sobre Margaery então se deu conta que ainda estava com a elfa com as mãos sobre ele, meio sem jeito ele pegou nos braços da garota e foi baixando, havia um clima estranho no ambiente.

- Então... Que coincidência, não sabia que vocês estavam em Rachel – Roen quebrou o silêncio.

- Vocês se conhecem? – Indagou Tatiana, olhando de Roen até Fletcher, parecia ríspida e seca. Fletcher notou, além disso, que a jovem Kafra de cabelos castanhos vestia um vestido branco que terminava acima do joelho, seus cabelos amarados em um “rabo de cavalo”, e um pequeno casaco cobrindo os ombros, aparentemente não estava interessada em sequer olhar para ele mais do que alguns segundos.

- Sim, somos todos do mesmo clã, trabalhamos juntos – Respondeu Roen sem perceber o clima da conversa.

- Curtindo a festa com sua namorada, Fletcher? – Tatiana cortou a conversa, inesperadamente a pergunta pegou Fletcher completamente despreparado. Pensou em tantas coisas ao mesmo tempo em que tudo pareceu irracional e se questionava se a pergunta era aquela mesma que ele havia entendido quando foi rapidamente retirado de seus pensamentos, desta vez, Margaery parecia ter surtado, pois solto uma risada completamente debochada enquanto tentava falar algo.

- Fletcher, meu namorado? Você só pode estar de brincadeira! Eu jamais, jamais namoraria alguém da laia dele! – A elfa ainda colocou a mão sobre o ombro de Fletcher e deu uns tapinhas enquanto continuava rindo.

Não havia agora palavras para descrever o que ele sentia. Fletcher não sabia se entendia tudo isso como uma ofensa a sua pessoa ou se era alguma pegadinha do Sérgio Malangdo, um famoso gato piadista. Imaginou o que fez Tatiana achar que Marga era sua namorada, talvez a dança e a proximidade, mas por outro lado, foi ela que o deixou sem qualquer explicação no dia seguinte a aquele beijo. Também olhou para Marga rindo e se perguntou se a elfa era alguma doente, porque até então estavam se divertindo tanto e ela estava tão legal com ele que jamais imaginaria que ele era tão ruim assim para ser namorado dela. Também tinha Roen, que de fato não era o melhor dos amigos que Fletcher tinha no clã, muitas das vezes até rivalizando, e o que ele estava fazendo ali com Tatiana.

- Nossa! Então porque essa proximidade toda entre vocês, se não são namorados? – Questionou Tatiana querendo parecer não muito interessada, mas falhando miseravelmente nisso.

- Escuta garota, o que faço com ele não é da sua conta, ele e eu somos amigos, atualmente é meu melhor amigo! – Cortou Margaery, desta vez deixando o riso de lado e se apoiando no braço de Fletcher.

O Guardião Real olhou para baixo, o que havia da sua dignidade estava em algum lugar daquele chão, embora ainda lembrando-se do beijo de Tatiana e do passeio ótima que ele teve com ela, inegavelmente Margaery fazia sua respiração ficar ofegante, afinal, a personalidade dela e a beleza não era algo facilmente ignorável.

Na verdade ele não sabia muito bem o que queria, mas aquela conversa toda o havia magoado, pois só mostrara que ele, no fundo, continuava sendo alguém sozinho. Aquela multidão não o ajudava, queria estar em outro lugar, talvez em seu quarto dormindo ou até mesmo naquele beco distante para onde estava indo aquele pequeno Imp, qualquer lugar poderia ser melhor do que ali. Então ele levantou a cabeça e sorriu para Roen, e percebeu que o loiro notou seus sentimentos e retornou com um olhar que não precisou de tradução.


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[Fanfic] O Suave beijo de uma Kafra Empty Re: [Fanfic] O Suave beijo de uma Kafra

Mensagem  kemaryus em Sab Dez 28, 2013 6:25 am

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Por: Jeferson S. de Paula "Kemaryus"


Não se podia dizer com exatidão, mas os organizadores estimavam toda a população estava nas ruas de Rachel naquela noite, muitos dançando musicas de diferentes regiões, outros em cerimônias religiosas nos jardins do Templo e alguns até mesmo dando “uns amassos” nas praças e até mesmo no bosque.

Fletcher notou que algo estava acontecendo, uma correria generalizada vindo do sul de Rachel, muitas pessoas gritavam e a multidão parecia estar se deslocando, indo para o norte correndo e se espremendo entre as casas, barracas e postes. Por um instante ele achou que se tratava de alguma briga, algo típico em uma festa deste porte, mas assim que ouviu a palavra “monstro” vindo de algumas pessoas que estavam correndo, ele sabia que algo estava errado.

- Monstro? – repetiu Tatiana olhando para o lado sul da cidade.

- Como é possível? As cidades são fortemente protegidas, Roen você acha que... – Fletcher parou de formular a pergunta no meio, Roen já não estava mais com eles, já estava à frente caminhando na direção da origem da confusão.

- Eu não vou sujar minha roupa enfrentando alguma criatura infame, deixe que os soldados o combatam Fletcher – Margaery acrescentou olhando com nojo para as pessoas correndo e se virando para beber um pouco de uma taça próxima.

- Eu só vou olhar Marga, fiquem aqui, as duas – Ordenou Fletcher tanto para Tatiana como para a elfa enquanto dava passos rápidos para alcançar Roen.

- Ora, quem ele pensa que é para me dar ordens? – Reclamou Margaery com a taça próxima aos lábios avermelhados de batom, o mesmo que havia deixado impresso no vidro.

Fletcher deu uma leve corrida até Roen, eles tinham que se desviar de uma ou outra pessoa que passava correndo. Desceram por um quarteirão e logo viram sinais de destruição, barracas no chão, frutas e garrafas espalhadas, algo que não sabia dizer se era sangue ou vinho manchava toda a calçada. Então, mais ao fundo da rua ouvia-se sons de batidas e laminas sendo riscada contra a pedra, não havia mais ninguém ali, nem mesmo a guarda da cidade, avançaram rua adentro.

Era uma visão que dava medo, uma criatura humanoide enorme, maior do que dois homens adultos e muito mais robusto, coberto por uma quantidade grande de pelos que varia entre o negro e o marrom, a criatura tinha duas orelhas acima da cabeça que assim como sua face se se assemelhava muito com a de cães e lobos. Em uma de suas mãos havia um grande cutelo de metal que ele batia ferozmente contra uma grande porta de madeira de um estabelecimento comercial. A cada batida à porta se estremecia, lascas de madeira voavam pelo ar e lá de dentro as pessoas gritavam desesperadas.

- Como vamos lutar contra isso, eu estou desarmado! – Sussurrou Fletcher para Roen, o Louro então olhou a volta e pegou algo no chão, entregando para Fletcher.

- O que?! Quer que eu use uma porcaria de poste como lança? – Criticou Fletcher segurando um tubo de metal da mesma altura que ele.

- Quieto! – Corrigiu-o Roen, então fez um sinal para ele, dizendo que daria a volta pela casa para cercá-lo.

Fletcher respirou fundo, segurou a barra de ferro, enquanto viu Roen entrar pelo vão entre duas casas próximas, tentou se preparar mentalmente para a batalha iminente, segurou com força a arma improvisada e preparou o golpe.

- Ai meus deuses que bicho feio! – Gritou Margaery ao ver o monstro.

- Marga não! – Fletcher se assustou com o grito da elfa e se virou para repreendê-la, mas era tarde, a criatura se virou rapidamente e partiu para cima de Fletcher brandindo ao cutelo, batendo-o no chão e riscando o ar.

Fletcher deu alguns passos para trás, usou a barra de ferro para jogar uma caixa de madeira contra o mostro que não desviou sua trajetória, então o Guardião Real segurou com força a arma e desferiu um ataque contra o lobo abissal. Conforme o esperado, a barra de ferro se contorceu toda não agüentando o poder da habilidade de Fletcher e logo se partiu em dez mil pedaços.

Nenhum ferimento significativo foi feito no mostro, a não ser um pequeno corte na altura do tórax, enquanto tentava recuar a criatura avançou com força batendo com seu braço sobre o rapaz que foi jogado contra um amontoado de madeira e investindo sobre ele com a lâmina pronto para cortá-lo.

Fletcher tentou se levantar e viu o brilho frio do enorme cutelo sobre sua cabeça, e quando a lamina caiu sentiu um frio na espinha, mas algo segurou a mão do lobo, envolto em seu punho estava à ponta do chicote de Margaery. Na outra extremidade a Elfa lutava para segura-lo, soltando uma das mãos ela virou-se e desenrolou outro chicote que carregava na cintura tão fino que mal podia vê-lo no ar.

Com um movimento rápido o outro chicote acertou o pescoço da criatura se enrolando nele, então Margaery deu puxou ambos os chicotes de forma a tomar impulso, com um salto caiu sobre a criatura, mantendo-se em pé em seus ombros, então enrolando o excesso de corda em seu punho a elfa puxou com força para cima. Fletcher viu os braços da elfa se enrijecer assim como o fio adentrar a carne em volta do pescoço da criatura.

- Sai daí Fletcher! – Gritou Margaery entre os dentes, o lobo tentava se desvencilhar da garota, mas ela estava forçava ainda mais os braços que puxavam o chicote.

Fletcher se levantou, procurou no chão algo que pudesse usar de arma, pegou um pedaço de madeira afiado na ponta e partiu para cima da criatura, visando atacar o peito desprotegido.

A fera conseguiu alcançar Margaery, que gritou ao ser pega pelas mãos com unhas afiadas e cortantes assim que estas cortou-lhe na região da coxa, que imediatamente começou a verter sangue, em seguida foi jogada com força contra a parede de uma casa próxima.

Enquanto o lobo se desvencilhava agora dos chicotes, Fletcher acertou em cheio o peito da criatura, mas que devido à musculatura não foi o suficiente para chegar ao coração, o monstro então levantou a mão e com um golpe rápido baixou o cutelo sobre o rapaz, que se desviou por alguns poucos centímetros, embora desta vez estivesse acuado contra a parede. Tentou correr para o lado direito mas foi pego pelas pernas, arrastado de volta pelo chão, então se soltando, mas pego novamente desta vez pelo pescoço, bateu com força contra a parede e ficou preso peças garras do mostro que o enforcavam suspenso prensado contra a parede.

O monstro com a outra mão, ainda portando e enorme faca, preparou um golpe, pronto para decapitar Fletcher sem a menor cerimônia, e enquanto tomava impulso com o braço, um vaso de barro acertou sua cabeça, e então um segundo vaso.

A criatura se virou e olhou para trás, assim Fletcher também pode ver Tatiana que do outro lado da rua havia arremessado os vãos. Ao ver a garota desprotegida o monstro não pensou duas vezes e partiu para cima dela, ignorando completamente Fletcher, que caiu ao chão.

- Tatiana Corre! – Fletcher gritou desesperado, a garota então começou a correr mas ele sabia que não seria o suficiente, com muito medo e esperando o pior, pegou o primeiro objeto no chão e jogou contra o lobo.

A placa de uma lojinha voou girando no ar como um bumerangue, girou diversas vezes e fez uma curva perfeita na direção do lobo e assim que passou por ele, cortou como uma navalha o braço do mostro. O Braço e o cutelo voaram pelo ar ao mesmo tempo em que a fera urrou de dor e parou a investida, o sangue espirrou na parede das casas e Fletcher surpreendeu-se com a cena.

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[Fanfic] O Suave beijo de uma Kafra Empty Re: [Fanfic] O Suave beijo de uma Kafra

Mensagem  kemaryus em Sab Dez 28, 2013 6:25 am

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Por: Jeferson S. de Paula "Kemaryus"




Sem as armas necessárias, todos ali pareciam incapazes de efetivamente empreender uma luta justa, o Lobo partiu para cima de Fletcher, com muita raiva, pois perdera um de seus braços com o ataque do Guardião, O rapaz pode ver a raiva nos olhos avermelhados da criatura, e sem espaço para correr, decidiu aguardar o momento certo para desviar do ataque, mas para sua surpresa.

Uma enorme faca brilhou por detras do lobo, e o acertou em sua cabeça e nuca com extrema força, a abrindo imediatamente. O Corpo do monstro caiu ao chão, relevando um Roen atrás, segurando o próprio cutelo do monstro usado como arma.

- Criatura burra, morreu pela própria arma. - Roen debochou do Atrocer.

- Roen! Porque demorou tanto! - Fletcher brandou com raiva do loiro.

- Ah, vai dizer que sentiu medo de um mostro tão fraco como esse? Eu tive que parar para tirar água do joelho rapaz, sabia que você ia ficar "sussa". - Roen jogou a arma no chão e começou a mexer no bicho para ver se tinha algo útil ali.

- "Sussa"? Pareço "sussa" para você? - Margaery surgiu dentre uma barraca, mancava e o sangue vertia da coxa da elfa, era vermelho e forte, ela se escorava nas caixas para andar.

- Normal, isso logo cura, quando eu estava na Ordem do Dragão, os cara lá quase perdiam o braço e no outro dia já estavam prontos para a próxima.

- Aqui não é a OD Roen! Marga, espera, eu te ajudo. - Fletcher foi até a elfa e serviu de apoio para ela, ela mancava e não conseguia colocar o pé no chão.

- Tatiana, você está ferida? - Fletcher olhou a sua volta e Tatiana vinha andando, parecia assustada mas ilesa.

- Olha, vou sair para achar a toca deste mostro e ver se tem algo bom lá, você não se importa né Tatiana, até mais. - Roen se levantou e saiu andando rapidamente, sem nem ligar para a resposta da moça que ele havia trazido para a festa. Tatiana pareceu ficar brava, mas ignorou, pareceu a Fletcher que ela não ligava de fato para o louro, então tanto faz.

- Vou te levar para casa Tati, não se preocupa. - Fletcher sentiu vergonha por Roen fazer aquilo, sentiu que não devia deixar a moça sozinha assim.

- Não precisa, Fletcher, leva ela para se recupera, está sangrando muito, eu já vou indo, amanhã tenho uma viajem para Juno. - Ao terminar de falar, Tatiana se despediu e saiu andando, a garota parecia meio desanimada, Fletcher notou que ela não estava brava, nem com Roen, nem com ele, ou por ter de ir sozinha, então deduziu que foi o susto do monstro.

- Segura no meu pescoço Marga. - O Guardião passou as mãos por debaixo dos joelhos da elfa e em volta de seus ombros, então a levantou de uma vez, a carregando no colo, a roupa da garota já estava manchada de sangue, e Margaery não se importou de ser pega, afinal a perna doía muito, que ela nem podia tocar no chão.

Os dois avançaram para onde Fletcher estava morando, Margaery não falou nada o caminho todo, conforme Fletcher andava notava as pessoas olhando para eles, logo a festa havia recomeçado, o Guardião optou por usar caminhos mais vazios e afastado do centro para chegar onde estava hospedado. Hora ou outro Margaery soltava um gemido baixo, principalmente na hora em que o guardião precisava levantar ela um pouco mais pois suas mãos escorregavam. Por falar em mãos, ele podia sentir o toque da pele dela, embora ele não estivesse nessa intenção, era inevitável ele não sentir o toque da pele suave e quente da Elfa.

Subiu algumas vielas, depois um pequeno lance de escadas e logo estavam em frente a seu reduto de descanso. Fletcher colocou ela no chão com cuidado, a elfa ficou em pé sobre uma perna só, Flecher pegou as chaves do bolso e abriu a porta, acendendo a luz a seguir. Então voltou até Margaery, a pegou novamente no colo, não antes sem notar que no chão havia pingos do sangue da garota. Adentrou a casa, foi até o quarto e a colocou sobre a cama.

- Vai precisar fazer um curativo, eu não sou um sacerdote e o corte está muito fundo, vai precisar de um dia para cicatrizar completamente. - Fletcher ficou olhando para ela. Margaery olhava para ele de volta, seus cabelos jogados para trás das orelhas pontudas, olhos claros que refletia a luz de uma lampada no teto, seu vestido contornando o corpo comportado mas revelando mais do que ela queria.

- Fletcher tem uma faixa ou curativos ai? - Margaery também estava com a voz mais mansa, nem parecia mais aquela garota hiperativa de poucas horas atrás. Fletcher afirmou com a cabeça e virou-se para ir a cozinha, pode ouvir a moça ajeitar o vestido.

Abriu algumas gavetas e pegou um pouco de gaze, uma atadura de algodão e um pequeno vidro de alcool, então voltou ao quarto, na verdade ele pegou o álcool mas não sabia se iria realmente usar, ou se ela iria querer. Logo começou a abrir os saquinhos plásticos com a gaze.

- Tem que desinfetar antes Flatcher.

- É álcool, vai doer bastante, o corte é profundo.

- Eu sou uma Musa, e não uma Kafra melindrosa. - Olhou séria para Fletcher, o rapaz sentiu que aquele olhar poderia corta-lo ao meio, então resolveu não discutir.

Pegou o vidro de álcool, molhou em uma gaze e entregou para a elfa, a moça afastou um pouco o vestido para o lado mas de forma a não mostrar nada mais do que o corte, por uns instante os olhos de Fletcher escorregaram automaticamente, e ao perceber isso centrou sua visão de novo no corte, logo olhou para Margaery para ver se ela havia percebido o olhar indiscreto dele, mas logo respirou aliviado, ela não estava prestando atenção nele, ela começou a passar a gaze e a limpar o ferimento.

A pele da elfa era extremamente branca, mas não era pálida, não havia cicatrizes ou deformidades, mesmo durante tanto tempo como aventureira, o corte realmente estava profundo e embora começasse a para o sangramento, o sangue estava coagulando, conforme a garota limpava, com o máximo cuidado, ela soltava leves gemidos e suspiros de dor, o álcool queimava a carne exposta.

Fletcher, não dá!Eu não vou conseguir limpar isso direito se ficar com medo de doer. Pega! - Margarey entregou a gaze para o rapaz que meio aturdido pegou o tecido embebido e olhou para a ferida.

A noite avançava, lá fora a festa continuava, fogueiras foram e alguns fogos de artifício explodiam no céu escuro, se misturando as muitas estrelas que brilhavam naquela noite. Dentro de uma pequena casa simples, destinada a jovens aventureiros, Fletcher começou a passar o tecido na pele da elfa, primeiro limpando em volta, tirando um pouco de sangue. Passou levemente, o mais delicado que pode, e notou que sua mão tremia. Tentava ser o mais natural que ele podia, o mais brando e delicado, mas sentia que estava parecendo um robô, ele queria demonstrar que estava gostando daquilo, nem para a elfa, nem para ele mesmo, mas não conseguia afastar o fato de que estava ali, alisando a coxa de uma garota extremamente bonita.

- Relaxa Fletcher, você não vai me matar se colocar um pouco mais de força nisso, nem estou sentindo a gase tocar na minha perna, é para limpar. - A voz doce da garota cortou o silêncio do local, de fundo, apenas os estouros dos fogos de artifício.

- E se doer?

- Eu grito.

- Devo parar?

- Não, continue, mas seja rápido.

Fletcher então tomou coragem, e começou a limpar como se fosse em sua própria pele, a Elfa começou a ter espasmos de dor conforme ele limpava sobre a ferida, ele continuou durante alguns minutos e ela gemia de dor ocasionalmente.

- Caramba Fletcher, não é para arrancar meu couro também! - Margaery gritou com o Guardião, ríspida.

- Já acabei, viu? Já acabei! - Flecher levantou as duas mãos, e mostrou as gazes sujas de sangue, ele havia terminado de fato.

- Só falta fazer um curativo, é rápido também! - Ele pegou uma atadura e mais algumas gazes. E começou a arrumar, cobriu o ferimento e começou a enrolar a faixa, mas para isso teve que levantar de leve a perna da Elfa. Seu coração novamente disparou, ele sentiu-se bravo consigo mesmo por estar pensando "neste tipo de coisa" enquanto a menina estava ali com dor. Ele passou a atadura por detrás da coxa de Margaery, é incrível como seus olhos simplesmente ficam escorregadios na presença da elfa, novamente quando deu por sí, estava olhando para onde não devia, rapidamente trocou o foco da visão e olhou instintivamente para Margaery, destra vez ela estava olhando fixo para ele.

Os dois ficaram se olhando durante alguns segundos, o coração do Fletcher parecia que ia sair pela boca, ele sabia que ela iria espanca-lo ali mesmo, ou que ficaria brava com ele, e que talvez ela nunca mais confiasse nele para nada, pois ela estava ali acreditando que ele a ajudaria sem pensar besteira. Também achou que ela o acharia um depravado ou monstro, um estuprador, um tapado, um...

- Fletcher! Já acabou? - O som da voz dela tirou o rapaz de seu devaneio, ela não estava brava, mas parecia que teve que chama-lo algumas vezes para traze-lo de volta a realidade.

- Eu, Já, pronto, já está bem... preso. - Continuou olhando a elfa esperando alguma outra reação dela.

- Me ajuda a ir no banheiro, preciso me limpar de todo esse sangue.

-Claro. - prontificou Fletcher, ficando mais calmo por ela não arrancar sua cabeça, na verdade, o medo deu espaço, sua começava começava a pensar em "o que isso quer dizer". Ele segurou ela pelo braço e ainda mancado, a levou para o banheiro.

- Fletcher

- Oi pode falar

- Você pode sair do banheiro por favor?!

- Haha, é mesmo, desculpa, haha que tonto. - Fletcher forçou um riso sem graça.

A porta se fechou e Fletcher pode ouvir a moça se despir, ligar o chuveiro e começar a tomar um banho, Fletcher ainda falou para ela para não molhar o curativo, como se ela já não soubesse. Enquanto isso, ele correu arrumar toda a casa, estava eufórico, animado, tenso, na verdade ele não sabia como estava, sentia um gelo no estomago, como se tivesse comido pedras de gelo. A loira demorou no banho, agora já era bem tarde, poucos barulho vinha de fora além de um murmúrio das pessoas que passavam na rua abaixo conversando. Então o som do chuveiro parou. Margaery havia pedido uma peça de roupa para Fletcher, pois seu vestido estava todo sujo de sangue. E o rapaz deu para ela uma camiseta e uma calça, mas ela só ficou com a camiseta.

A porta do banheiro se abriu revelando em meio ao vapor, uma moça loura, de longos cabelos torcidos e jogados para o lado, ainda úmidos, um cheiro forte de shampoo, os olhos de Fletcher passeou pelas orelhas da elfa agora completamente expostas, assim como seu rosto incrivelmente bonito mesmo sem maquiagem, uma beleza natural muito rara e até mesmo exótica, seus olhos desceram pelo pescoço fino e alvo na garota, assim como onde começava a gola da camiseta, que a vestia folgadamente até pouco acima dos joelhos, os mais belos joelhos que Fletcher já viu de uma mulher. Então terminando o passeio em suas pernas lisas e pés descalços muito bem cuidados, lindos pés.

- Tem problema em passar a noite aqui?

- Aqui onde?

- Onde mais criatura!? Na sua cama! Você se vira ai para dormir, tem bastante lugar no chão. Minha coxa ainda doí muito, vou beber uma poção e ir descansar.

A garota passou poe Fletcher e foi até a cozinha. Ele por sua vez não aguentou e teve que ir tomar um banho, e até que demorou demais o banho do rapaz, quando saiu de lá, vestia roupas mais folgadas e confortáveis. Viu que a Elfa já havia se deitado. Então procurou um lugar para dormir, achou no quarto, um pequeno banco de madeira, redondo, sem encosto, sentou-se ali se perguntando se conseguiria dormir naquele lugar horrível, e de fato, teve certeza de que não, assim que os primeiros minutos passou, suas costas doíam, sua perna doía, seu braço doía e até seu olho doía. Margaery por sua vez, parecia muito bem aconchegada na cama, coberta até a cintura com seu edredom e os longos cabelos louros jogados sobre o travesseiro. Fletcher anotou mentalmente que mais iria lavar aquela roupa de cama novamente.

- Fletcher, está acordado?

- Estou. - Respondeu, a voz da moça estava suave, meiga, doce.

- Vai conseguir dormir ai?

- Vou, este banco até que é... confortável. - Ele achou o adjetivo completamente engraçado ao se referir ao banco, ele era tudo, menos confortável.

- Olha, se você, quiser... você pode deitar aqui, na beirinha, se você quiser. - A voz da elfa gaguejou um pouco, o coração do Guardião Real quase saltou da boca, naquele instante, parece-lhe que alguém havia usado uma nevasca em seu estomago.

Ele de fato, se levantou, tomado de uma coragem que ele reuniu mentalmente, foi até a cama e se deitou, mas atrapalhado como ele, acabou puxando o cabelo da garota que gritou com ele, jogando o cabelo para cima para não acabar careca. Ele então ficou como uma pedra, não se mexia, não respirava, a cama era um paraíso comparado aquele banco, mas ele estava tão nervoso que nem respirar normalmente ele conseguia, com medo de parecer estranho ou incomodar a garota.

- Fletcher.

- Oi

-Se você encostar um dedo em mim, eu vou socar tanto sua cara, mas tanto, mas tanto, que vou abrir uma Fenda Dimensional no meio da sua fuça!

- Certo... - A voz do rapaz saiu fina e fraca, ele só concordou, a moça estava virada de costas para ele, ele podia.

A noite avançou, para Fletcher parecia uma eternidade, ele não conseguia se mexer, e falhava miseravelmente em tentar parecer natural, mas a verdade era a primeira vez que tinha uma garota tão próxima de si.

A luz da lua adentrava as frestas na janela, e recaía sobre a pele da elfa, ele notou que parecia que ela emanava um brilho especial, quase imperceptível. Um perfume exalava no ar todo o ambiente fazia ele se sentir muito desconfortável, mas confortável ao mesmo tempo, sua mente imaginava todo tipo de coisa, que só pessoas que passou por situações parecidas são capazes de entender. A noite avançou e de fato, Fletcher não conseguiu dormir, seu olhos ficaram sobre a Elfa, e preso em teses e hipóteses de como ele poderia avançar o sinal, a noite continuou seu rumo, não somente sobre os dois, mas sobre toda a nação que agora dormia.

CONT...

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[Fanfic] O Suave beijo de uma Kafra Empty Re: [Fanfic] O Suave beijo de uma Kafra

Mensagem  kemaryus em Sab Dez 28, 2013 6:27 am

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    [size=85]"... Beije, enquanto seus lábios ainda estão vermelhos." - Hietala / Holopainen[/size]

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[size=150]O Suave beijo de uma Kafra[/size]

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Por: Jeferson S. de Paula "Kemaryus"

...

É normal muitas vezes tentarmos escolher a melhor hora, o melhor momento, seja para fazer uma escolha, ou uma revelação, até mesmo para tomar uma atitude, esperamos qualquer indício, por mínimo que seja, de que nossa ação não será em vão. A coragem necessária para tomar uma atitude só é recompensada se essa ação é bem vista, aceita. Quando tomamos a iniciativa e não somos retribuídos, fica um frio incomodo uma vergonha, um medo do que a pessoa envolvida irá pensar sobre você a partir daquele momento.

E assim foi, desde a lua no topo do céu estrelado, até seu "adeus" sumindo na linha do horizonte, uma noite se passou, para todos, criança, jovens, adultos e velhos, o tempo não espera o melhor momento, ele simplesmente vai, avança, firme e sem medo. O dia raiou, especialmente para duas figuras conhecidas, dormiram juntos, bem, ELA dormiu, ele não.

Fletcher viu Margaery acordar, com o cabelo todo desarrumado, com a cara de sono, totalmente rabugenta, mas ainda sim, a mesma elfa que vira tão linda na noite anterior. Eles levantaram sedo, tinham que pegar o primeiro vôo para Juno, logo Margaery se despediu e foi para o lugar onde deixara suas coisas, em um hotel. Combinaram de se encontrar no Aeroplano.

Fletcher se sentiu frustrado, "dormiu" ao lado da garota mais linda que ele já teve em sua cama, aliás, a única, e não teve coragem nem de pedir um beijo. Sentiu-se meio otário, embora não estivesse com a vergonha da rejeição ou até mesmo, com uma "fenda dimensional" em sua cara, no final até tenha lucrado então. Mas não deixava de perguntar, porque a Elfa fez isso, ele não sabia o que pensar de Margaery, ora ela o rejeitava e agia rispidamente, hora ela era incrivelmente meiga. Definitivamente ele não entendia as mulheres.

As armaduras já estavam sobre o corpo e ele estava pronto para partir, levava apenas uma lança mais curta, ele não tinha pretensão de ir a nenhuma batalha, apenas atender a um chamado da Liderança da Ordem das Valquírias.

Assim que saiu as ruas, percebeu que homens limpavam as calçadas e casas, retirando sujeiras da festa da noite passada, o sol ainda não estava forte e ainda tinha um friozinho da madrugada, embora Rachel fosse árida, pela altitude e por estar localizada em uma região de grandes cordilheiras de montanhas, o clima esfria muito durante a noite e demora até esquentar pela manhã.

Ele decidiu ir tomar um café em uma barraca próxima, estava com muito sono e seus olhos coçavam, subia uma fumaça branca de um fogão a lenha e o cheiro do café fresco era reconfortante, a dona, usava uma faixa na cabeça e logo o serviu, "por conta da casa" diz ela, o que Fletcher não sabia é que a dona havia visto a luta do Guardião Real com o Atrocer e decidiu agradecê-lo a seu modo.

- Hum... Fletcher? - Alguém o interrompeu enquanto ele saboreava aquele café, olhou a sua volta e para sua grande surpresa, era Tatiana.

- Oi, Tudo bem com você, conseguiu dormir depois de ontem? - Cumprimentou Fletcher, sabia que a moça havia ficado muito abalada com o ataque do monstro, e talvez por Roen a ter deixado no meio da festa.

- Eu queria falar com você, antes de partir, estou indo para Juno e depois Al-de-Baran. - A voz da moça era baixa, e ela olhava constantemente para as mãos e para baixo, parecia que não queria fixar os olhos em Fletcher.

- Eu também vou para Juno, vamos andando até o Aeroplano e vamos conversando no caminho.

-Ce... certo.

_
Eles cruzaram os portões da Cidade e andaram na Planície entre Rachel e o Aeroporto, havia um silencio meio constrangedor e Fletcher se perguntou se Tatiana não iria falar o que ela queria, estava curioso e o sono não o deixava pensar muito bem em hipóteses, ele ficava mais burro do que o normal.

- Olha, er... eu queria pedir desculpa para você Fletcher, por tudo. - Começou Tatiana, ela agitava as mãos enquanto falava, parecia nervosa.

- Eu... bem... foi muito divertido aquele dia em que saímos juntos e fomos para tantos lugares, eu não tinha passeado por Rachel ainda. E bem, eu não costumo sair com muitos caras, a maioria pega pesado nas cantadas e bem, sou uma Kafra, recebo cantada de pedreiro o dia todo.

- Hum - Fletcher não sabia o que dizer então deixou a garota continuar.

- Você ficou o dia inteiro comigo e não me deu uma cantada sequer, primeiro achei que você era gay. - Ela deu uma leve gargalhada.

- O quê?! Está louca mulher!?

- Calma - Ela disse ainda sorrindo

- Depois eu percebi que você só é um bom rapaz, educado, responsável, meio tímido, mas ainda sim um bom rapaz. Bem, isso meio que me atraiu em você, você não é como os outros, que estão todo o tempo pensando em besteira. - Continuou Tatiana, Fletcher assim que ouviu a palavra "atraiu" ja começou a imaginar que ela definitivamente queria seu corpo nu.

- Não.. eu não, tenho tantas coisas para pensar. - Concluiu, embora a voz em sua mente estivesse gritando "MENTIRA".

- Então, ai eu te beijei, me desculpe pro aquilo, sério, eu não queria ser ousada ou fazer você trair sua namorada.

- Não, haha, não, a Marga não é... - Por um instante ele parou e pensou afinal o que ele e Margaery eram? Ele ficou na dúvida por alguns instantes antes de concluir a frase, afinal, passaram a noite juntos, mas nem se tocaram, e ela quase todo o tempo o trata como um inseto repugnante e até mesmo uma criança, eles não são namorados, ele nunca a beijou, nunca a tocou, e ontem foi a prova final de que ela realmente não o vê como um homem, no máximo, como algum amigo/escravo assexuado lambedor de salto.

- Nós não somos namorados. - Concluiu, ele sentiu a tristeza em sua voz ao dizer aquilo, embora parecesse que Tatiana não havia percebido.

- Não? Sério? Aquele dia vocês dois ... na casa... você, sem camisa, ela, você. Hahaha. Nossa que vacilo, sério? Ela parecia mandar em você. - Tatiana estava desconcertada.

- Ela é mandona mesmo, com todos ela é assim, tirando as pessoas que ela acha que estão no nível dela.

Eles foram cortados, havia uma multidão na porta do Aeroporto, todos de pessoas querendo entrar, no início da fila, havia um jovem rapaz com roupas de Arcano e um animal no colo, era um Imp, ele gritava com o atendente do aeroplano.

- Não vou coloca-lo em uma Jaula! Ele é um filho para mim! Pare de ameaçá-lo com esse objeto intimidador! - O Arcano gritava.

- Senhor, Imps são feitos de fogo, e é muito perigoso viajar com eles soltos, o Balão é feito de gás explosivo, existe um risco muito grande. Pode machucar as outras pessoas.

- Ah!!! Então o problema é as "outras pessoas". Muito bem, proíba-os de irem comigo, mande-os ir a pé!

- Senhor é a regra, monstros que ofereça risco devem ir em gaiolas.

- MONSTROFÓBICO!!! Vocês o ouviram, ele é um monstrofóbico, maldito homem das cavernas, me dá vergonha pisar no mesmo chão em que você, repudiando e recriminando criaturas tão fofas e carinhosas que abriram mão de sua natureza assassina para servir de amigo para seus donos! Que nojo meu jovem, que nojo! - O Arcano gritava mais alto, o Imp no colo abraçava o pescoço do rapaz, incrivelmente não o queimava.

Fletcher avanço entre as pessoas para por fim na situação, logo percebeu que Margaery também já estava ali e trocou olhares com ela, Tatiana veio atrás e logo parou ao lado de Fletcher.

- Moço, Por favor, você está atrasando a fila, coloca o Imp na gaiolinha. - Pediu Fletcher com educação.

- Não se mete gordo. Então como eu ia dizendo...

- Senhor nem dá mais, o Aeroplano já está partindo. -

Fletcher ouve uma sirene, soando alto, vindo da Cidade, logo a multidão fica agitada, com medo do que está acontecendo. Vários soldados saem da cidade ao longe e os portões gigantes da cidade são fechados.

- O vôo foi cancelado! Ninguém irá deixar Rachel! O Alto Sacerdote de Freya, Zed, foi encontrado morto, carbonizado hoje pela manhã! - Gritou um Soldado.

- E o Assassino pode estar no meio... OH MINHA DEUSA!!! É ELE!? - O Soldado apontou para o Arcano que estava tumultuando a fila.

- Eu? É impossível... Eu jamais queimaria algu... ah! A quem quero enganar, torrei o véio mesmo!. - Disse enquanto acariciada seu Imp.

- Segurem-no! - Gritou o Soldado enquanto vários homens partiram para cima do Arcano.

Fletcher também investiu, a notícia era trágica, Zed era um homem bom, Fletcher sob o cargo de Grão-Mestre já havia falado com o Alto-Sacerdote e a conversa fora agradável, era um homem muito caridoso e com bondade nos olhos. Exercendo sua autoridade de Aventureiro, partiu para cima do Arcano pronto para levá-lo a justiça, se fosse inocente, ele seria liberado.

- Sem Samuel Hopkins para vocês hoje, seus gordos! - Ele puxou algo e usou como escudo, Fletcher parou imediatamente. O arcano havia pegado Tatiana como Refém e escudo humano.

- NÃO ATAQUEM!! - Ordenou Fletcher aos outros três soldados.

- Assassino não adianta, logo virá as tropas e você será morto, torturado e morto.

- Por mais que me fascine vê-los tentar, meu tempo é curto e não posso queimá-lo aqui com vocês, adeus! - Samuel conjurou uma explosão de fogo a sua volta que afastou e empurrou todos, então entrou para dentro do Aeroporto, puxando Tatiana que gritava.

- Calma gatinha assustada, não vai querer me ver de cabeça quente, vai? - Disse enquanto dava altas risadas.

Fletcher correu atrás, e pode ver Samuel carregar Tatiana escada acima em direção ao Aeroplano, o Imp acompanhava, mas assim que viu Fletcher, começou a atirar bolas de fogo no Guardião Real para atrasá-lo. Logo Samuel já estava a bordo e o Aeroplano começa a partir.

Fletcher correu subindo as escadas o mais rápido que pode, seguido por Margaery que já segurava seu chicote nas mãos, lá em baixo vários soldados invadiam o saguão do Aeroporto. Os Heróis finalmente alcançaram o aeroplano no ultimo instante em que o mesmo decolava e subia em direção ao céu. Não havia ninguém no convés a não ser Tatiana, o Arcano de roupas chamuscadas e seu Imp que agora não tinha nada de "engraçadinho".

- Solta ela bandido! Ela não te fez nada - Ordenou Fletcher.

- Se você pular agora, juro que não vai se queimar no meu conceito. - Samuel apontou para fora do Aeroplano.

Fletcher investiu, portando sua lança, contra o Arcano, notou que Margaery começou a cantar uma canção e imediatamente sentiu seus movimentos mais rápidos e precisos. O Arcano jogou Tatiana de lado e espalmou em direção ao Guardião. Uma enorme esfera de fogo e rocha colidiu contra Fletcher, o jogando para trás.

- Pode vir quente! Eu estou fervendo! - Ao dizer isso, o elmo de Samuel inflamou em chamas vermelhas e azuis, revestindo sua cabeça com fogo.

Margaery também atacou, lançou seu chicote sobre o Arcano que se enrolou em seu pescoço, mas Samuel e segurou com as mãos e logo o fogo caminhou por toda extensão da arma até chegar na Musa, que foi obrigada a soltar.

- Dois contra um? Vou fazer essa festa pegar fogo! - Sorriu Samuel, e retirou algo do bolso, eram pequenos galhos secos. Estourou vários e magicamente, vários monstros começaram a tomar forma diante de seus olhos, todos feitos de fogo, havia grandes pássaros de fogo e lagartos que exalavam chamas vermelhas.

- Bem passado por favor. - Samuel sentou-se em um banco rindo enquanto as criaturas avançaram sobre Fletcher e Margaery. Retirou um grande copo plástico sabe-se lá de onde, no qual havia um canudo e inscrições na embalagem "MilkShake", então começou a tomar. Seu Imp pulou em seu colo e Samuel ficou assistindo a luta ali enquanto o acariciava.

- Que droga! - Um fio mágico de cor azulada saindo de Fletcher percorreu todo o convés do Aeroplano, até chegar a Tatiana, a revestindo com a energia, da mesma forma outro partiu até Margaery a revestindo também.

O Guardião segurou sua lança e retirou o escudo de suas costas. Margaery conjurou seu Arco e ambos começaram a lutar, Tatiana por sua vez, tentou se esconder atrás de alguns bancos e cadeiras. Fletcher usou o escudo para bloquear um lança chamas que era produzido na boca do Pássaro de fogo, Margaery, disparou contra o mesmo que caiu ao chão. Rapidamente enterrou sua lança dentro da boca da Salamandra que tentava abocanhar Margaery. Quando se viu cercado, girou a lança a sua volta, derrubando vários inimigos ao mesmo tempo.

Algum monstro havia atacado Tatiana com fogo, mas a dor e o ferimento imediatamente fora transferido para o Guardião Real, ao fundo Samuel parecia vibrar a cada ferimento do rapaz.

- Isso mesmo meus bichinhos! Não vão "queimar meu filme"! - gritava ele.

A salamandra surgiu do nada tentando morde-lo, ela abria a boca rápido de mais e Fletcher tentou fechar a boca do bicho com as próprias mãos, levantou e jogou a criatura para fora do Aeroplano, que gritou enquanto caia.

Samuel, sem levantar do lugar, hora ou outra lançava alguma habilidade incendiária, estralando os dedos ou espalmando, lhe parecia muito divertido tentar acertar a Musa, já que para ele o cheiro do cabelo dela queimando era inebriante. As vezes parava para ir e puxar mais MilkShake pelo canudinho. Eles pareciam sossegados enquanto todo o Aeroplano estava parecendo uma imensa bola de fogo. Ela por sua vez desviava e contra atacava, quando viu que tinha mais liberdade, trocava rapidamente para o Chicote e desferia um ataque poderoso com Vulcão de Flecha, mas as criaturas entravam na frente de do Arcano para defendê-lo e ele ria de toda a situação.

- Agora ta ficando quente! - Gritou Samuel para Margaery, assim que uma flecha acertou a parede de madeira a centímetros de sua cabeça.

- Marga usa Temporal! - gritou Fletcher.

- Não dá! - A Elfa apontou para o balão acima de suas cabeças, ataques em área poderiam causar a explosão de todo o Aeroplano.

Eles continuaram com a luta, embora não fosse muito difícil, aquelas criaturas eram trabalhosas, logo todo o convés estava pegando fogo. Tatiana assim que viu a oportunidade correu para Fletcher e Margaery, o calor fazia o Guardião suar, então havia somente mais uma salamandra para matar e ele e Margaery iriam finaliza-la juntos. Então algo já esperado aconteceu.

O Balão explodiu em chamas, o fogo do convés havia chego até a parte superior, e repleto de gás, entrou em combustão, o Aeroplano imediatamente desnivelou e tanto Margaery e Tatiana que estavam na beirada caíram para fora. Fletcher ouviu o grito e pulou de barriga no chão com as mãos estendidas, deslizou alguns poucos metros e quando já estava com metade do tórax para fora do Aeroplano, conseguiu pegar nas mãos de Tatiana e Margaery. Tatiana estava em sua mão esquerda e Margaery em sua mão direita, as duas estavam para fora do Aeroplano, com seus corpos pendurados. O aeroplano por sua vez inclinado para a direita não oferecia apoio para as duas subir, ficando realmente no ar, tendo somente a mão de Fletcher como ligação entre o Aeroplano e o chão que a cada minuto ficava mais e mais distante.

Muitos dirão que Fletcher poderia levantar as duas, fácil, afinal, ele é forte, rápido, e tem habilidades físicas. Mas se esquecem que até os mais experientes e capazes estão a mercê da sorte. Talvez, se Fletcher tivesse um ponto de apoio, e o Aeroplano não estivesse mexendo tanto, ou se ele já não estivesse deitado no chão com metade do corpo para fora, e se ele não estivesse sustentando a sí mesmo e as duas garotas apenas com o peso de seu corpo, sem poder se agarrar em nada.

- Não disse que essa fuga seria um estouro! - rio Samuel se aproximando do Guardião-Real.

- Solta uma, fica com a loirinha, ela é mais “quente” – Samuel colocou uma das pernas sobre a beirada do Aeroplano, e olhou para Fletcher muito curioso sobre o que o rapaz faria.

- Cara, que situação fogo heim? Não importa quem você segure, vai acabar se queimando com aquela que você soltar. Se bem que... – o Arcano olhou para baixo.

- Ela não ficará muito chateada com você, não terá tempo para isso. – Ele riu de forma completamente louca, como se fosse à piada mais engraçada que ele já contou.

- Cala Boca!
- Calar o nariz que não dá. Olha meu caro gorduchinho, sua mão vai suar, você vai soltar as duas e ambas vão virar patê lá em baixo, o que é um desperdício, ambas dariam um ótimo assado.

- Façamos assim, aposto dois zenys que você vai ficar com a Kafrinha, ambos sabemos que a lourinha é quente de demais para você. – Ele ria cada vez mais alto.


De fato, parecia que Samuel estava prevendo o futuro, as mãos de Fletcher começaram a suar, e ele com o coração batendo desesperadamente no peito, percebeu seus olhos ir ao fundo do olhar de Tatiana, e pode ver através daqueles olhos doces a face do medo, o medo da morte eminente, o medo de não ser a escolhida. Ela também ouviu Samuel falar, não só ela, agora Margaery também buscava o olhar de Fletcher, era a situação mais tensa que ele vivera, os olhos claros da elfa demonstrava um medo incondicional, como se todos os momentos em que ela tivesse menosprezado o Rapaz estivessem passando ali como um filme. De fato, rápido como a velocidade do pensamento, todos os momentos em que Fletcher passou com Margaery ecoaram em sua mente como uma seqüência cronologicamente arrumada de cenas, sons, e cheiros. Não só isso, o mesmo com Tatiana, naquele momento os poucos momentos que passaram junto, mais a revelação da garota sobre gostar dele, invadiu sua cabeça, e quando deu por si, o tempo havia passado.

Como eu disse, o tempo não para pensar, ou fazer escolhas, o tempo continua, implacável, determinado, Samuel tinha razão, as mãos de Fletcher e das garotas suaram, escorregaram, e com um grito dos três ao mesmo tempo, as mãos se soltaram, um silêncio invadiu a mente de Fletcher, ele só teve a chance de realizar uma ação, em um segundo, ele fez sua ação, por motivos que nem ele saberia dizer ao certo, que ele ali não compreendeu de imediato, mas ele fez, a ação que mudaria a historia, sua historia, e de toda as pessoas a sua volta. Fletcher não seria o mesmo depois de hoje, ele se odiaria até o fim de seus dias.

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[Fanfic] O Suave beijo de uma Kafra Empty Re: [Fanfic] O Suave beijo de uma Kafra

Mensagem  kemaryus em Sab Dez 28, 2013 6:27 am

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    [size=85]"... Beije, enquanto seus lábios ainda estão vermelhos." - Hietala / Holopainen[/size]

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Por: Jeferson S. de Paula "Kemaryus"

...

Como eu disse, o tempo não para pensar, ou fazer escolhas, o tempo continua, implacável, determinado, Samuel tinha razão, as mãos de Fletcher e das garotas suaram, escorregaram, e com um grito dos três ao mesmo tempo, as mãos se soltaram, um silêncio invadiu a mente de Fletcher, ele só teve a chance de realizar uma ação, em um segundo, ele fez sua ação, por motivos que nem ele saberia dizer ao certo, que ele ali não compreendeu de imediato, mas ele fez, a ação que mudaria a historia, sua historia, e de toda as pessoas a sua volta. Fletcher não seria o mesmo depois de hoje, ele se odiaria até o fim de seus dias.

Ele sentiu-se como se seu corpo fosse uma ancora no espaço tempo, presenteando-o com um castigo por sua escolha, açoitando-o como a um prisioneiro. Ele viu o brilho do olhar da jovem, rasgando o escuro de sua alma, a dilatação de sua pupila e o desespero em cada fino traço de seu rosto, que agora expressava um desespero incalculável e impossível de descrever aqui em sua completa exatidão. Então o som irrompeu o silencio, o grito, que não simplesmente adentrou seu corpo pelos ouvidos, mas pode sentir o poder daquele grito em toda extensão de sua pele, arrepiando-lhe até o ultimo fio de seus pelos, congelando até a ultima chama de sua esperança.

Os fios de cabelo da garota foram soprados para frente, e começava a cobrir a face como um véu, enquanto seu corpo, vagando no vácuo momentâneo que antecede a queda, era impiedosamente puxado pela gravidade. Foram alguns segundo, mas o cérebro de Fletcher fotografou, registrou e guardou cada milésimo de segundo daquele momento e iria repeti-lo implacavelmente em sua mente como a um filme.

Então, ainda ouvindo o grito e a expressão de terror, ele tentou agarrá-la também, mas já era tarde. Sua única ação possível já havia ocorrido, e ele havia escolhido, quando as duas mãos escorregaram ao mesmo tempo, ele esticou-se o mais que pode e agarrou a uma apenas, e só pode assistir a queda da outra garota, que desapareceu nas nuvens abaixo com um grito que ecoou pelos céus.

A expressão de Margaery Tyrell era de terror, boquiaberta, com os olhos mareados pelo medo, pela surpresa, ele olhava Fletcher nos olhos, e então, para as mãos unidas, a única ligação que não permitiu ela cair para a morte. Fletcher olhou Tatiana cair, incapaz de qualquer ação. Impossibilitado de realizar qualquer tentativa. A expressão da Kafra era de desespero e ela gritava descontroladamente, até que nem seu corpo, nem sua voz estavam mais no campo de visão e audição do Guardião Real. Não se sabe se o pior para Tatiana foi ver Fletcher e o Aeroplano se distanciando ou o chão se aproximando.

Margaery estava atônita, Fletcher a escolhera, quando o rapaz olhou para a Elfa, ele não sabia nem o que sentir, como poderia estar feliz? Ele salvou Margaery, mas ele condenou Tatiana, TATIANA, a garota que a poucos minutos pediu desculpas para ele, que a poucos minutos disse que se sentia atraída, que o elogiou, que o beijou a noites atrás, ele pode ainda sentir o gosto daqueles lábios delicados e macios, o corpo dela próximo do seu, a elfa estava viva, mas Tatiana, céus... Tatiana estava... estava morta.

- Tum! – Samuel reproduziu o som com a boca, do que seria o choque de Tatiana contra o solo, enquanto ainda espiava para baixo, tentando ver algo além de nuvem. Aquilo produziu um ódio dentro de Fletcher, que jamais ele sentira antes, aquele arcano zombando, de tamanha desgraça, de tamanho sacrilégio.

Fletcher ouviu seu coração bater, forte, pesado, dolorido, ele não se lembraria mais daquele dia, não daquele momento para frente, o ódio a ira e a raiva deixaria apenas flashs de memória em sua mente. Ele não sabe como o fez, só sabe que o fez, com toda sua força, levantou Margaery da beirada de fora do Aeroplano, sem olhar em seus olhos, sem olhar em sua face, levantou com seu corpo revestido por uma fúria descomunal e partiu para cima do Arcano, sem arma, sem escudo, apenas com as mãos vazias.

O sorriso na face de Samuel logo foi substituído por uma expressão de dor, assim que recebeu o primeiro golpe bem no meio do rosto, sem tempo para recuperar-se, recebeu mais dois socos no rosto que o fez sentir os dentes deixando sua boca, então foi forçado a recuar, dando passos atrapalhados para trás e levando a mão direita á boca que agora sangrava.

- Via dizer que ficou de cabeça quente só por isso? – Samuel ainda dava risada, parecia que a loucura de Fletcher o extasiava.

- Se brigar comigo, vai fazer pipi na cama! – Samuel espalmou e partindo de seu corpo uma enorme esfera de rocha incandescente e fogo ganhou matéria indo em direção a Fletcher, que recebeu o ataque em cheio no peito.

Houve uma grande explosão e Samuel ria feliz, porém Fletcher avançou entre as chamas e com o rosto queimado e claramente com ferimentos expondo carne e pele queimada, ele não parou de ir para cima do Arcano. Samuel fez alguns gestos com as mãos e o fogo que se dissipava voltou a condensar e a formar uma esfera que prendia Fletcher em seu centro, então adentrou a cabine do Aeroplano dando risada e gritando.

- Um Santo Cavaleiro Do Templo agindo na raiva?! Assim você se queima cara! – A risada ecoava por todo o Aeroplano.

Fletcher parecia não sentir o fogo queimando sua armadura, suas roupas, e até seu cabelo, avançou em uma corrida e saiu do centro da esfera de fogo que logo se apagou. Estourou a porta da Cabine do Capitão e adentrou o local, viu Samuel do outro lado, pegou a primeira coisa que tinha nas mãos e arremessou, a cadeira quebrou-se nas costas do Arcano que caiu no chão.

Então avançou o local e começou a socar Samuel, estava com muita raiva, estava possesso, Fletcher não sentir dor, não senti cansaço, não sentir pena ou qualquer sentimento por aquele arcano a não ser uma raiva incontrolável, em sua mente, Samuel era todo o culpado, Samuel era o assassino, não ele, ele fez o melhor, o melhor que pode, Samuel matou Tatiana. Por mais que Fletcher repetisse isso a si mesmo, por mais que ele tentasse se convencer disso, ele no fundo, sentia uma raiva ainda mais destrutiva de si mesmo, por não ter conseguido manter a salvo uma pessoa tão próxima, tão jovem, tão querida, não se perdoava por não ser forte o suficiente para salvar Tatiana.

Fletcher parou, olhou para suas mãos, estavam cobertas de sangue, seu sangue, misturado com o sangue de Samuel, olhou aquilo horrorizado, a raiva ainda o consumia por dentro, olhou para baixo e viu sangue por todo o chão e o arcano olhando para ele, cuspindo dentes para fora da boca.

- Chega, eu peço eu quero parar. – sorriu Samuel com a boca sem dentes. Mãos esverdeadas surgiram pelo piso de madeira e começaram a prender Fletcher por todos os lados, ele se debatia, tentando libertar-se daquelas garras demoníacas e apodrecidas.

Quando deu por si em meio a luta com aquela habilidade infernal, Samuel já não estava mais abaixo dele, havia escapado.

“Block” – Um copo de Milkshake bateu na cabeça de Fletcher, que se virou para ver a origem. Samuel com as roupas rasgadas e coberto de sangue, ria sem seus dentes e abanava o rosto com uma das mãos.

- Nossa... uhull! Como você é intenso. Tomarei todas hoje em sua homenagem e ficarei de fogo! Beijos!

O Arcano re-conjurou novamente aquela habilidade demoníaca e saiu da Cabine do Aeroplano, deixando Fletcher lutando para se desvencilhar das garras infernais que subiam do solo.

Margaery havia visto os dois entrar na cabine, mas agora só Samuel saiu, ela levantou o Arco pronta para atirar no Arcano, mas assim que Samuel a notou, olhou para ela, completamente vermelho de sangue e reproduziu em bom tom:

- Miau!

Um grande estouro chacoalhou o Aeroplano ainda mais, a cabine em que Fletcher estava simplesmente explodiu em chamas, levantando madeira entulho e uma fumaça preta, Samuel foi engolido pelas chamas e desapareceu, Margaery foi jogada para trás, e o Aeroplano que já estava em queda precipitou-se ainda mais rápido.

Logo o Aeroplano começou a raspar no alto de uma cordilheira de montanhas próximas a Rachel e a se despedaçar pouco a pouco, Margaery conseguiu resgatar Fletcher em meio as chamas, que estava desacordado mas logo levantou-se e saltaram assim que tiveram oportunidade, o Aeroplano seguiu no vale entre as montanhas até que mais adiante quase completamente despedaçado explodiu em uma grande esfera de fogo, produzindo uma grande cogumelo de fumaça escura.

Fletcher estava completamente arrasado, completamente arrasado, mas não era por fora, era por dentro, junto com Tatiana, metade de seu coração também havia se perdido, ele sabia que aquilo mudaria sua vida para sempre, mas o que ele não sabia é que isso iria muito além de si próprio, ao seu lado, Margaery que se esforçava para ficar em pé também jamais seria a Elfa que todos conheciam.


Naquele dia não ouve sol, não ouve chuva, apenas um cinza escuro que tomou o céu de Arunafeltz, Fletcher se tornaria o mais determinado Grão-Mestre que a Ordem das Valquírias já teve. Mas isso é para uma próxima historia, pois este conto, termina aqui, com nossos heróis, se olhado, e sem a capacidade de dizer uma palavra. Margaery e Fletcher sabia o que cada um sentia naquele momento.

FIM

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[Fanfic] O Suave beijo de uma Kafra Empty Re: [Fanfic] O Suave beijo de uma Kafra

Mensagem  kemaryus em Sab Dez 28, 2013 6:28 am

Eu quero agradecer muito primeiramente ao Fletcher, por criar uma fanfic e um personagem cheio de defeitos, problemas e cativante, é esse tipo de personagem que me inspira a escrever, pois como todos já sabem, odeio personagens que são descritos como invencíveis, inabaláveis e modafocas.

Eu gosto de escrever sobre a psíquê, os medos, os sentimentos, os pensamentos conflitantes e até mesmo, as coisas mais básicas humana, como a necessidade de amar e ser amado. Fletcher Blackthorne foi um ótimo personagem para explorar todas essas características, e claro, Igor me deixou livre para criar. Contudo eventualmente eu o consultei para me manter na linha e não fugir do perfil do personagem. Obrigado Igor!

Tatiana foi vista pela primeira vez em uma fanfic oneshot do Fletcher, e foi muito bem descrita, quase que como um sonho do Guardião Real solitário, gostei tanto do personagem e pelo fato de ser uma Kafra, afinal, Kafras fazem parte da maioria das fantasias dos jogadores de Rag. Foi difícil desenvolver o perfil, mas acho que pude mostrar ao menos um pouco do que é Tatiana, ou do que foi Tatiana, além do que podemos ver o jogo.

Myrcella/Margaery Tyrell, é uma adaptação do personagem do Junior Lobato, eu sou cativado por esse personagem, porque ele é autêntico e muito complexo, a princesa elfica com rostinho de anjo e temperamento de demonio, é incrível como é bem mais fácil desenvolve-la na historia, claro, isso de deve ao fato de eu já ter um contato com o personagem durantes os RPs. A relação dela com nosso Herói antes dessa historia é uma caixa cheia de inspiração onde posso olhar e ver como é realmente a relação dos dois, assim, a historia flui naturalmente quando os dois estão juntos. Sei que extrapolei bastante na personalidade, Louis me advertiu que o personagem fugia um pouco do que é nos RPs casinha, mas como eu disse, é uma historia, um romance, tomei liberdade de fazer algumas alterações. Mesmo sendo elfa, uma princesa, ela não está livre de sentimentos que conhecemos tão bem, como a rejeição ou a necessidade de ser amada/amar. Lobato me autorizou em fazer pequenas alterações, como o nome e a classe, assim como a mistura das duas personagens em uma só. Contudo ele não leu a fic, espero que ele leia um dia e curta, sinta a emoção com que tentei retratar sua personagem.

Roen por sua vez, é um personagem igualmente complexo, o fiz como um errante, que abandonou a vida de batalhas e vive agora vive sob a sombra do passado, onde foi um grande MVPlayer. Ele desistiu da vida de heroí, principalmente devido
ao estado lastimável do mundo de hoje em dia. Isso reflete bem o próprio Bruno em sí, que decidiu deixar o rag. Embora o enfoque não seja Roen, ele foi muito importante na historia, e ainda reservo uma fic especial para ele algum dia. Obrigado Bruno, seu personagem é um ótimo exemplo do que aconteceu com os heróis depois que o mundo de Ragnarok Online se corrompeu.

Samuel... ahh o Samuel... o que nasceu como uma referência boba, logo se tornou o grande trufo na fic, o grande causador do climax, e claro, um dos pontos de comédia. Yuri me deu descrições de como Samuel se comporta e como ele age, com isso formulei um padrão de comportamento e explorei, pelo visto agradou ao dono do personagem, e principalmente, me agradou muito escrever Sammy. (é sam, ninguem percebeu que o Atroce foi um GS que o Imp estourou para causar tumulto e sammy entrar no Templo like a ninja). Fica meu muito obrigado por ceder esse magnífico personagem e confia-lo a mim.

A todos que comentara, seja no facebook, seja no Fórum, eu fico dando F5 loucamente e perco o resto do dia esperando um comentário, para saber se estou agradando, se a historia está cativando, se está envolvendo. Cada comentário é muito importante para mim, muito mesmo, vocês não fazem ídeia. Se algo me motivou a escrever, foram vocês que me motivaram a continuar a escrever.

Agora eu vou revisar o texto, corrigir os erros de portugues, separar paragrafos, capitulos, dar nomes aos capitulos, escrever um prólogo especial inédito, onde vamos ver mais sobre Fletcher e Margaery após os acontecimentos, e ver se nossa melhor artista, Norxália consegue/tem tempo para fazer uma Capa bem legal e caprixada para essa Fanfic, depois, é Salvar em PDF, postar ela arrumadinha no fórum e compartilhar com a galera de fora do clã.

Quem sabem não surja mais historias e não façamos um Livro/e-book, de Contos da OV?

Fica meu grande a todos, e até a próxima viajem a este mundo incrível que criamos e imaginamos, juntos.

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