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Mensagem  kemaryus em Sab Dez 28, 2013 6:46 am

Olá!

Estou postando uma cena que ocorreu durante a aventura do RP - Lighthalzen Saga, ocorrido no dia 25 de fevereiro de 2012. Espero que apreciem, e vejam o que aconteceu com um dos personagens mais "dificeis" da Ordem das Valquirias.

boa leitura.


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[size=150]Caos[/size]

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[size=150]J[/size]á era final do dia, a noite tinha acabado de cair. Na Loja Valkyrica de Prontera (sede da Ordem), uma garota terminava de limpar a bagunça, sozinha e um pouco cansada pelo dia que foi longo. Valkyrica arrumava os livros e papéis nas prateleiras, puxou algumas cadeiras para o lugar certo, limpou a mesa de dentro e ajudou a Alice a limpar o chão.

Então, sentou-se no sofá, cansada, suspirou fundo e olhou a sua volta, a loja estava arrumada, finalmente. Com orgulho pessoal, mesmo cansada a jovem loirinha foi até seu carrinho, retirou de lá um frasco de perfume, então começou a espirrar o produto sobre a sala, deixando um cheirinho fresco e agradável no ambiente.

Ainda com um leve sorriso no rosto, deu uma ultima olhada pela sala, era hora de ir embora. Então pegou seu carrinho e começou a sair da Loja.

Mas...

A porta da loja se escancarou, vários homens vestidos com roupas estranhas invadiram, com um susto Valkyrica deu um salto, Imediatamente tentou correr até o sistema de alarme, mas foi pega pelos braços e jogada no chão, alguns homens ficaram sobre ela enquanto ela gritava por socorro e se debatia. Outros homens rodavam a sala e despejavam um líquido em todo o canto, que cheirava forte, muito forte, de um galão vermelho.

O homem que estava sobre ela ordenou, e outros dois seguraram os braços dela abertos, então o homem colocou sua mão na cintura, retirando algo, era uma navalha, Levou a arma até o rosto da jovem criadora.

“- Se não ficar quietinha, posso acabar errando."

Então, o homem começou a rasgar a testa da garota. Com cortes profundos de navalha, escorria sangue sobre os olhos da menina, que gritava e urrava de dor, enquanto implorava para eles pararem. Ela foi cortada, até que a palavra se formasse em sua testa, mesmo ela implorando e suplicando, foi cortada e machucada sem ao menos saber o por quê.

Enquanto, agonizante foi deixada ao mesmo tempo em que os homens saíram, e o ultimo riscou um fósforo e jogou na Loja. Imediatamente ao acertar o líquido, uma grande pira de fogo Iniciou-se, queimando tudo. Com muita dor e muito medo, a jovem se levantou com os olhos cheios de sangue e começou a sair da Loja.

Mas então, ela houve um grito, vindo de outro cômodo da Loja, ela se lembra de Alice (a empregada Constructo) e sai correndo em sua direção, neste momento, a loja toda está em chamas, a garota se aproxima de Alice, tenta voltar para o mesmo, caminho, mas não dá para passar. Valkyrica assustada e tossindo muito, olha a sua volta.

Ela segura um pequeno móvel de madeira, um criado mudo, o gira no ar e joga com força na parede mais próxima, como se fosse um carrinho, o móvel bate e cai no chão, afinal ela não era forte, tossindo ainda, ela pega pela segunda vez e atira, tentando quebrar a parede para pode sair de lá com Alice, novamente o móvel bate na parede e cai no chão, a menina tosse muito, a sua garganta ardia em brasa, o calor já estava insuportável, assim como sua testa que pingava muito sangue, então juntando todas as suas forças, com um grito forte de desespero, dor e raiva, ela atira novamente o móvel na parede, que finalmente a destrói caindo alguns pedaços, Valkyrica termina de chutar alguns tijolos, empurra a Alice para fora.

O fogo chega à cozinha da Loja e ao gás, causando uma forte explosão, a garota é arremessada para fora da Loja, rolando pelo chão de pedra de Prontera, ao mesmo tempo em que dezenas de pessoas começam a amontoar em volta da Loja, a garota começa a tremer e com muito medo, muito medo mesmo, como nunca teve na vida, começa a chorar...


Fim do ato
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Mensagem  kemaryus em Sab Dez 28, 2013 6:47 am

Nota do autor: É uma onechot, sim, eu sei que a letra rosa atrapalha a leitura, mas é a estética, o que está em rosa é a personagem escrevendo em seu diário. Este texto foi adaptado de uma partida de RPG que tivemos, e tem haver com a saga que eu estou narrando. Obviamente é para vocês tomarem cuidado com suas escolhas, pois não é mais um NPC que vai sofrer com escolhas erradas.

Boa leitura



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[size=150]Ato 2 – Meu Maior desejo.[/size]

[/hr]

    “Querido diário, já faz uma semana desde que eu não escrevo, confesso que não tive muito tempo para isso, ultimamente as coisas estão muito agitadas. Hoje tive uma folga, Kema-sama, disse que eu podia sair e que não ia ter mais serviços até terça-feira...”


A garota pega uma almofada em forma de poring e coloca sobre a cama, então se joga sobre ela com o diário rosa em uma mão, e uma caneta com uma Pluma Prateada na outra. Ela se ajeita confortavelmente, deitada de bruços com os dois pés descalços para o ar, mechando para cima e para baixo. A pequena loira volta a escrever:

    “Não sabia o que fazer com meu tempo livre, então decidi ir à loja, ver algumas pessoas, queria saber se especialmente o Felix-kun estava lá, acho ele muito fofo, e me trata super bem, gosto de ficar próximo a ele, deve ser porque ele costuma me proteger e tem um cheiro gostoso de ervas e chá.

    Mas ele não estava e eu fiquei meio triste, mas tinha um monte de gente leal, tirando um menino sem camisa que estava lá que eu não conhecia, ele estava se exibindo com um corpo bombadinhu... Ele até que não é feio.”


Neste momento podemos ver mais do quarto, existe uma prateleira grande onde há diversos frascos de perfume, uma pequena escrivaninha em madeira vermelha, uma janela coberta por grandes cortinas brancas. Embora esteja à noite, e o quarto esteja iluminado a luz de algumas poucas velas, Valkië prefere assim, gosta de ver a chama do fogo e sentir o cheiro das velas aromáticas, que tem fragrâncias de frutas ou flores, por isso ela não faz questão de ligar e luz elétrica.

    “Bem, ficamos conversando lá, também estava a Cíntia-chan, ela é muito divertida, embora seja um pouco brava, me trata bem, acho que podemos ser grandes amigas no futuro. Alex também estava, gosto muito da companhia dele, possui um tom de voz que me deixa muito confortável e me acalma, além de ser muito gentil comigo.

    Eu não tinha percebido, mas Norxalia-chan estava lá, nossa, como o cabelo dela está lindo! É engraçado, mas ela sempre pergunta coisas para mim que eu não sei responder, mas fala de uma forma, que parece ser minha irmã mais velha, eu iria amar ter uma irmã como ela.

    Este grupinho é muito divertido, nas poucas vezes que saímos em missão, eles me fizeram rir muito e me sentir muito querida, isso é importante para mim, pois durante a semana costumo ficar muito sozinha trabalhando na O.V. Kema-sama sempre está ausente e quando vem é só para assinar alguma coisa e ir, também queria ficar mais com ele. Mas não quero ser egoísta.”


A criadora está vestindo um pijama azul claro, há diversas garrafinhas de poção desenhadas, seu cabelo está preso com uma fita vermelha. Pode se vê o chão, ele é forrado com um tapete feito similar a pele de lunático, mas é sintético, mais adiante está seu carrinho, e sobre ele ainda está a capa de criadora, e suas botas, ambos colocados de forma bem arrumada. Ela se mecha na cama e puxa algo para si, é um grande recipiente de vidro, está cheio de um doce colorido e de aparência fofa.

    “Eu vi algumas bolinhas de luzes, que aquele menino sem camisa (mais tarde eu descobri que o nome dele é Leon “alguma coisa”, era bolinhas de energia, foi engraçado, como aquilo pode ajudar alguém em uma luta?

    Lembrei-me de uma coisa interessante, uma memória meio vaga, turva, não sei explicar, mas me lembrei que eu já havia visto algo semelhante, mas no céu, e estava frio. Havia neve no lugar, não consegui me lembrar direito onde era, mas naquele momento eu achei que poderia chegar lá, e nossa, era muito lindo, queria mostrar isso para os meus amigos.

    E não é que eles foram comigo! Fiquei muito feliz, pois todos foram para um lugar que eu pedi, ou seja, eles se importam com que eu falo, isso foi muito bom. Mas para minha decepção eles não viram as luzes...

    Fomos para Lutie, seguindo a neve, lá conhecemos uma mulher muito gentil, que nos acolheu, não me lembro o nome dela... Mas passamos a noite nós todos, na sala. E eu acho que a Cíntia me viu nua. (ain>.<!!!).

    Depois descobrimos uma lenda da cidade, que diz que quando uma pessoa tem seu “maior desejo” atendido, uma luz se forma no céu, e ela vai para Lutie, é essa luz, que na verdade é uma energia, que sustenta a cidade. Faz com que o clima de festa e de natal nunca se vá, e mantêm as casas quentes e os corações alegres mesmo em meio ao inverno permanente do lugar. Achei a historia muito bonita, que poderia imaginar uma coisa desta, descobrimos o poder de Lutie.

    A moça generosa que esqueci o nome, também nos contou que eu devo ter visto porque tive um desejo meu realizado, mas eu não me lembro que desejo é esse. Isso me deixou confusa, mas logo esqueci, pois a mulher disse que nunca iria ver as luzes, pois ela deseja ter um filho, mas como não pode gerar um, este desejo nunca vai acontecer. Eu fiquei muito triste com a historia, e eu quis no fundo do coração, que ela conseguisse, mesmo sendo impossível, eu queria que todos naquela sala pudessem ver as luzes, que são lindas.

    Alex logo teve uma idéia, e fomos atrás da idéia dele, ele fica muito bonito quando está empolgado, parece que tem uma luz especial sobre ele. Cíntia também investiu na idéia, como sempre menina determinada. Fomos atrás de um casal de gêmeos que chegaram a Lutie há pouco tempo, fugindo de um orfanato em Rachel, eles usavam nomes falsos, e diziam que em Rachel eles jamais teriam um lar, curiosamente, tudo que eles mais queriam, era ter um lar.

    Nem preciso dizer mais nada né diário. Alex, Cíntia e eu conseguimos unir aquela família, e todos focaram muito felizes. A mulher generosa disse que iria cuidar dos gêmeos com muito amor e carrinho, e que quando eles a aceitassem como mãe deles, finalmente os três também poderia ver as luzes brilhantes de Lutie.

    Fomos embora, acho que nossa missão já havia acontecido ali, acho que foi o destino que colocou aquela mulher e aqueles gêmeos em nosso caminho. Mas o melhor da historia não acabou diário, quando a gente estava vindo embora, uma coisa mágica aconteceu!

    Alex-kun e Cíntia-chan viram as luzes!! Tão lindas e brilhantes, na forma de bolinhas cruzando o céu, indo em direção a Lutie bem lento, e passando entre as nuvens e a neve. Acho que ver o brilho das luzes nos olhos da Cíntia-chan e Leon-kun foi o dia mais feliz desta semana. Então de mim também saiu uma pequena esfera verde brilhante e subiu aos céus, para se juntar a tantas outras, foi a coisa mais linda que já vi, e acredito, eles também.

    Fomos embora, estava frio, mas nada vai apagar da minha memória aquele dia, nem as luzes, nem o fato de pela primeira vez, eu ver aquilo com meus amigos.

    Boa noite Diário, espero que o dia de amanhã, seja ainda mais maravilhoso do que este.

    Bejinhus =3

    Valkië


Neste momento, a criadora de longos cabelo loiros, fecha o diário e o coloca sobre um móvel próximo a cama, então se deita, se cobre com um edredom e com um sorriso, se lembrando ainda da sua aventura, cai no em um mundo somente dela, cheio de pessoas felizes e lembranças alegres de sua nova vida.

fim [?]

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Mensagem  kemaryus em Sab Dez 28, 2013 6:47 am

Olá

Mais um capitulo, talvez se torne mais frequentes, sim é um texto diferente e uma viajem dentro da mente e sentimentos do personagem, imaginem um lugar surreal e livre das leis que estamos sujeitos, objetos são mais do que objetos, são sentimentos e lugares são um estados de espírito. Ah os textos serão curtos.

abraço e boa leitura




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Ato 3 – Terras das Cinzas do Esquecimento.

[/hr]


Será que eu escolhi estar aqui? Eu que vim para cá por minha livre e espontânea vontade? Não é um lugar bom, mas não é um lugar ruim, é apenas vazio, sem vida, eu posso ver apenas rochas e poucas arvores secas e fracas, na verdade uma vegetação rasteira que parece que foi queimada. Para todos os lugares é só isso que vejo, até a linha do horizonte.

Por algum tempo eu andei aqui, procurando uma razão, uma resposta até mesmo uma saída, e eu não as achei, na verdade não achei mais nada, parece que estou sozinha neste lugar, isto ao menos me deixa confortável, mesmo que seja triste.

O que eu deixei para trás para estar aqui? Será que era importante? Será que onde eu estava irão sentir falta de mim? Mesmo já tendo andado por todo este lugar não consegui me lembrar, nem saber quem na verdade eu sou.

Minhas roupas estão velhas, meu cabelo está solto, e parece que em meio a um mar de cinza, sou a única cor diferente. O Céu está escuro, não tem lua nem estrelas, na verdade nem sei dizer se é dia ou noite, pois não está claro, mas também não está escuro, como uma luz fraca que emana de algum ponto que eu não sei dizer, talvez de todos os lugares.

Não existe vida aqui a não ser a minha. O que eu fiz de errado para estar aqui, por mais que eu pense nisso eu não consigo deixar de sentir que estar aqui foi uma escolha minha, pois não quero sair daqui. Não está frio, nem quente, não há vento nem cheiro de outra coisa que não seja terra queimada e madeira.

Andei por grandes vales de rocha que soltavam fumaça de vapor, mas não vi nenhum fogo, escalei montanhas íngremes, mas não vi nada além de um campo morto, sem vida. Realmente Não estou em um lugar onde as pessoas queiram estar. Canso-me com facilidade, não tenho resistência, mas não tenho fome nem sede.

- Idiota! – O som saiu da minha boa e ecoou pelas montanhas e as fendas das rochas, foi inevitável, pisei em uma madeira e acabei machucando minha perna, as botas estavam gastas e velhas, e agora um grande arranhão soltava algumas gotinhas de sangue. “Mea Culpa” por não olhar por onde ando, minha culpa por não saber onde estou.

Quero deixar tudo como está, no vazio do esquecimento, se estou aqui porque eu quero, deve ser porque é o melhor para mim, se estou aqui porque me mandaram, deve ser porque eu mereça.

Já estou conformada, a garota de longos cabelos dourados e seu destino, permanecer no vale do esquecimento para sempre, como redenção ou como punição. A mim resta continuar a caminhar enquanto meus pés conseguirem.

Cont...

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Mensagem  kemaryus em Sab Dez 28, 2013 6:48 am

Olá

Mais um pedaço desta aventura, espero que consigam acompanhar a linha de raciocínio e que entendam o que está acontecendo com a personagem, Claro, como é uma historia baseada em um RP, aqueles que participaram logo vão entender a drama, mas aqueles que não foram nos RPs, também vão compreender conforme for avançado os capítulos.

abraço e boa leitura





[/hr]
Ato 4 - Você não estava sozinha?

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O Vazio, o vazio é apenas a ausência de todas as coisas, não se tem emoção, não se tem sentimentos, é a ausência de tudo e de todos, e eu estou aqui, neste vazio, não me sinto sozinha, não me sinto com medo, apenas estou aqui. Meus pés caminharam muito, não sei as horas, nem se ainda é dia ou noite, mas eu estou cansada, uma rocha parecia um lugar ideal para sentar. Já havia passado aqui uma vez, talvez duas, não me lembro, já percorri estes campos de cinzas inúmeras vezes e nunca achei nada além de rochas e arvores queimadas talvez seja hora de parar e procurar um lugar onde eu possa ficar de uma vez.

Retiro minhas botas, meus pés estão vermelhos de tanto andar, muito cinza entrou dentro dela, bato algumas vezes para que elas saiam. Então escudo um choro.

- Choro? – Me indago como isso é possível, estou sozinha, já havia passado ali diversas vezes se sempre não havia mais nada somente meus próprios passos marcados nas cinzas e na terra escura.

Levanto-me, rápido, visto as botas, e saldo de cima da rocha em que estava, tateando-a a contorno, e enquanto faço isso o som vai ficando mais alto. Parecia uma criança, uma criança perdida talvez, mas como, por um leve momento sinto um medo, e assim que o sinto eu paro, minha respiração se acelera, posso sentir o pulsar do coração em minhas veias e o choro ecoa dentro de minha mente. Bem na minha frente, assim que eu me virasse, veria a origem do choro, e eu não estaria mais sozinha e segura, poderia ser uma criança, mas poderia ser também um monstro, uma criatura diabólica pronto para me devorar, afinal não existe mais nada para comer neste lugar a não ser eu.

Procuro algo, tem um pequeno pedaço de galho de arvore, chamuscado, mas é melhor do que nada, o seguro rente ao corpo e com pequenos passos me aproximo, então aos poucos, meus olhos se iluminam, enquanto eu vejo surgir na minha frente à origem do choro.

Longos cabelos louros, presos por uma fita vermelha, que desce até o chão, vestida com roupas simples, mas novas e limpas não era uma criança, não da forma como eu imaginei que seria uma criança, mas uma moça, jovem, de costas agachada no chão e chorando parecia não ter me notado.

-Hei! Quem é você? – Gritei de longe, afinal podia ser um monstro tentando me enganar. Mas ela parou de chorar, e se virou, revelando um rosto jovem como seu corpo com expressões tristes e ainda com lagrimas nos olhos, olhos azuis, como o fundo de uma piscina ou o céu no dia mais claro. Eu a conhecia, eu sabia quem era ela, mesmo assim me pareceu absurdo no primeiro momento. Mas até o momento em que ela abriu a boca e começou a falar:

- Eu sou você, ou ao menos eu serei, mas você não sou eu, pois eu não sou assim, não mais.

- Porque está chorando? E como chegou aqui? – Decidi ignorar o que ela me disse, não fazia muito sentido. Mas enquanto ela fala não conseguia para de prestar atenção em sua boca e em seus olhos, inevitavelmente era como seu eu me visse em um grande espelho, mas diferente de mim, aquela estava limpa e suas cores estavam mais vivas.

- Hun...

- “Hun” o que? É lesada de mais para falar?

- Estou chorando, porque quando vim aqui, eu quis te dar um presente, eu também escolhi vir aqui como você, mas eu fiz isso para ajudar meus amigos, eles precisavam que eu viesse aqui, mesmo vindo neste mundo triste e cinzento, eu me sinto bem em poder ajudar meus amigos, embora talvez eu nunca mais os veja...

- Me dar um presente? Amigos? – Eu ouvia suas palavras, mas era como se apenas passassem em meus ouvidos e fossem embora, não conseguia compreender, não conseguia sentir, muito menos entender.

- Hun... Mas eu perdi! – A garota então novamente abre o choro, era patética, uma moça daquele tamanho chorando como se fosse uma menina de seis anos. Por um momento eu senti meu primeiro sentimento desde que pisei nestas terras, era raiva.

- Pare de chorar sua sonsa! Falar coisas com coisa é tão difícil e você consegue com uma maestria incrível, use sua boca para dar informações úteis ao invés de agir como um bebê! – Só de falar voltei a ficar cansada, para pronunciar qualquer coisa, era necessário um esforço muito grande, parecia que o silêncio do lugar não queria ser interrompido.

- Meu pônei! Eu trouxe meu pônei! Era para dar ele a você, era seu presente. Mas quando eu vim, quando acordei, ele não estava mais comigo, eu o perdi e ele deve estar com fome, com frio e com sede. – Ela falava enquanto agitava os braços no ar e fazendo expressão de drama, insuportável só de olhar.

- Que bom. Boa sorte ai. – Me virei e comecei a andar de volta para onde eu estava, não queria saber de mais nada, o local pareceu estar cheio, ela preenchia todo o lugar com sua madeira de gesticular e falar alto.

- Você não vai me ajudar?

- Não, porque eu deveria? E digo mais, não existe mais nada neste lugar a não ser eu já andei por tudo aqui, não existem pôneis. – O riso e a animação da garota parecia me incomodar, ao menos a dizer aquilo ela poderia se conformar de que jamais encontraria algo mais naquele lugar do que ela mesma e eu, mas isto me fez pensar, antes era só eu, agora ela também está aqui.

- Hun...

Ela correu na minha frente e começou a procurar atrás das rochas a minha frente, parecia determinada, me perguntei se ela era surda e não havia me escutado que era impossível ter mais alguém aqui. Estranho, mas compreensível, afinal a sonegação de intelecto é a mais brilhantes das capacidades humanas, pois é a única que te torna efetivamente burro. Voltei a me sentar na mesma rocha em que estava antes e apenas observei a garota perder o tempo dela procurando por algo que não existia. Isso eventualmente iria ocupar meu tempo.

cont..

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Mensagem  kemaryus em Sab Dez 28, 2013 6:48 am

Olá.

Obrigado Danilo por comentar na fic, realmente fico feliz que você esteja lendo, já que é um conhecido leitor das fic do RT, seu elogio me incentiva. Eu sei que tem mais gente lendo, e comentando comigo in-game, mas se postasse aqui, eu iria me sentir ainda mais feliz =D.

Se você estivesse um um lugar onde nada mudasse e tudo fosse como sempre foi, e de repente alguém viesse e tudo começasse a mudar o que você faria? Novamente não espere que tenha muito sentido agora, porque todos os mistérios serão solucionados conforme a historia for avançando. É um desafio escrever uma historia onde a protagonista é mulher e o estilo é em 1ª pessoa, mas estou sentindo que deste modo estou alcançando um rendimento muito bom.

Espero que curtam e boa leitura! =D




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Ato 5 - Uma chuva para mudar.

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Ela procurava, em todos os lugares, eu pude ver, de cima da rocha, a garota, procurava em todos os lugares e eu a pude ver até uma grande distancia, seus cabelos louros como um pequeno ponto amarelo ao longe. Não sei se passou horas ou dias, mas me cansei e senti sono apenas de olhar, então me deitei ali mesmo, e quando dei por mim, estava dormindo.

Não tive um sonho, nem pesadelo, mas quando acordei, senti algo ruim, pois me pareceu que quando dormi me desliguei de tudo e me senti morta, inexistente. Acordei um pouco assustada, e abri logo os olhos, mas não me mexi. Na minha frente, brilhando nos meus olhos estavam como fios de ouro, a garota havia se deitado ao meu lado e seus cabelos estavam em meu rosto, me levantei devagar e a observei, ela dormia tão tranquilamente, de lado com uma mão abaixo do rosto e a outra próxima ao pescoço.

- Acorda! – A empurrei com força, aquilo me irritou, eu não deixei ela se deitar ao meu lado era para ela estar longe agora bem longe. Criança besta, ela deveria está lá procurando por unicórnios pôneis e sei lá mais o quê.

Ela se assustou e soltou um gritinho, quase caindo da rocha, então de seus cabelos a fita vermelha se soltou e eu vi algo que até o momento sabia que não existia naquele lugar.

- Vento? – Falei em voz baixa, assim que vi a fita vermelha flutuando e indo embora carregada por uma brisa repentina, mas não era fria, na verdade me pareceu ser quente.

- Minha fita! – A menina correu e saltou a rocha para pegar a fita e correu alguns passos até a pegar.

- Hey, achou seu pônei? – perguntei, mas acreditando que ela tenha desistido, pois não existem animais neste lugar, não existe mais nada além de mim, aliás, ela e eu.

- Hun... – Ela fez um gesto com a cabeça em negativa, parecia que o vocabulário da garota era pequeno de mais, para que ela formulasse uma resposta mais completa do que apenas um gemido.

- Devia desistir e ir embora daqui por aonde veio, não quero presente nenhum. Estava muito bem sozinha antes de você chegar. Na verdade você é um incomodo. – Sozinha eu podia permanecer sem me alterar, apenas em minha solidão e pensar em tudo e ao mesmo tempo em nada.

- Eu vou achá-lo antes que comece a chover! Ele deve estar com fome! – A garota parecia preocupada, então pude ver enquanto levantava uma pequena pedra e olhava embaixo como se fosse possível haver um pônei escondido ali.

- Hey! Idiota, pare de falar e fazer besteira, onde já se viu um pônei embaixo de uma pedra? E aqui não chove! Estive aqui por muito tempo e nunca vi chover, será que você pode ir embo... – Parei de falar assim que senti as primeiras gotas caindo em meu ombro, gotas que pareciam ser de água, eu não pude esconder minha expressão de perplexidade diante a chuva eminente. Ela estava certa? Afinal iria chover.

Estive neste lugar durante muito tempo, um tempo que eu não consigo contar, nem supor, na verdade para mim este é meu mundo, minha realidade, embora de alguma forma eu saiba falar, escrever, ler e tenho idéias de filosofia e conhecimentos científicos que não faço a menor idéia de como os obtive. Também não me lembro de ter nascido ou de que algum dia já fui uma criança. Talvez eu seja apenas isto, uma existência, sem memórias e sem sentimentos, em um mundo estranho, mas ao mesmo tempo seguro e de onde eu não quero sair.

A chuva começou a cair, a menina em um monte de rochas próximo veio correndo com as mãos sobre a cabeça, como se tentasse debilmente impedir de se molhar, ela veio correndo até mim, e pegou minha mão e me puxou, correndo para qualquer direção.

- Vamos nos molhar! Temos que achar abrigo! – Ela dizia enquanto corria me puxado, por alguns momentos fiquei tão surpresa com a chuva e o fato dela estar certa que fiquei catatônica por alguns minutos.

Então a chuva parou. Sim, tão repentinamente quanto havia começado. A chuva simplesmente parou de cair, eu estava um pouco molhada, mas não muito, olhei para o céu e não pude ver nuvens além do tom de cinza e avermelhado que parecia ser típico, não sabia dizer se eram nuvens ou apenas a coloração do céu deste lugar.

- Como você sabia? – Olhei para ela, a menina sorria, parecia aliviada pela chuva ter parado, ela ainda segurava minha mão, e seu toque era quente, eu não queria soltar, ao contrário, queria continuar sentindo aquele pequeno calor em minhas mãos, eu não me lembrava quando fora a ultima vez que fui tocada.

Neste exato momento, assim que tentei puxar pela minha memória, uma dor me invadiu, como uma flecha atravessando minha cabeça, eu senti muita dor. Imediatamente levei às duas mãos a cabeça e cai de joelhos, a dor me deixou tonta e soltei alguns gemidos.

- Você está bem? – A menina abaixou-se e olhou para mim, assim que eu ouvi sua voz a dor sumiu, assim como a chuva, de imediato, sem deixar qualquer seqüela ou vestígio.

- Como você sabia sobre a chuva? – Fingi estar tudo bem, e apenas me levantei, os olhos azuis da garota era vivos e grandes, pareciam preocupados embora seu rosto fosse infantil.

- Eu apenas senti! Hun... – Ela sorriu e se levantou, agora olhando para os lados, talvez decidida a recomeçar a busca por seu pônei, desta vez outro sentimento me invadiu, eu estava curiosa e chocada ao mesmo tempo, a garota que mais parecia uma demente, uma jovem com trejeitos de criança parecia entender deste meu mundo, mais do que eu mesma.

- Vai procurar o pônei imaginário?

- Hun..!

- Eu vou com você – Estranho, mas me pareceu que eu deveria ir com ela, ela sabia coisas que eu não sabia, talvez ela saiba do porque eu estar aqui, ou se aqui é meu lar. De toda forma, mesmo duvidando da existência deste pônei, isso iria me ocupar. A dor de cabeça é algo que eu também não havia sentido, e isso me preocupou, pois doeu, mas não foi uma dor simples e física, senti como se algo muito ruim estivesse acontecendo e por algum motivo eu estava sofrendo, isso agora me parece ser, uma lembrança, talvez uma lembrança de um sentimento. Não importa o que aconteça, eu não quero sentir mais esta dor.


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